Escritora acreana lança livro sobre trabalhadores rurais do Alto Acre e seus deslocamentos entre Brasil e Bolívia

livro-kelen-gleysseA acreana Kelen Gleysse Maia lançará seu segundo livro intitulado Nas fronteiras da “terra prometida”: trajetórias de trabalhadores rurais do Alto Acre, no dia 10 de novembro as 19h30 no Simpósio Linguagens e Identidades que acontece na Ufac.

O livro, editado pela EDITORA IFAC, é uma adaptação de sua dissertação de conclusão do Mestrado em Letras da Universidade Federal do Acre. É financiado pela Lei de Incentivo à Cultura do município de Rio Branco, e conta com o patrocínio da Uninorte, o Apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre – IFAC, e também com o apoio do SESC/Acre.

No texto, a autora traz algumas discussões sobre linguagem e identidade, além de outros conceitos abordados pelos Estudos Culturais. Entender como são construídas as identidades de homens e mulheres em meio às trajetórias vividas na fronteira entre Brasil e Bolívia é um desafio inesgotável, por isso fez um recorte no tempo, analisando esse processo entre os anos de 2002 a 2006. “Nesse espaço de deslocamento, eu observei sujeitos diversos chamados de “brasivianos” e “biscateiros”. Mas quem são eles? Como e onde surgiu o discurso que afirmam essas expressões? Diante dessas e de outras questões, discuto os conceitos de identidades, fronteira, nação e pátria, e abordo alguns dos problemas enfrentados por esses sujeitos em trânsito. Nesse percurso múltiplo, descobri não somente acerca do outro em sua pluralidade, mas sobre eu mesma”, enfatiza Kelen.

Livro de escritores amazônicos é lançado no Simpósio Linguagens e Identidades

O terceiro dia do Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul Ocidental, foi marcado por diversas atrações. Além de minicursos e oficinas, teve ainda apresentação do espetáculo Devaneio Feminino – A história do machismo e o lançamento do livro Literaturas e Amazônias: Colonização e descolonização.

Durante o lançamento os organizadores da obra Gerson Albuquerque, Sônia Sampaio e Miguel Nenevé, falaram da importância da publicação da obra, conversaram com os convidados e autografaram exemplares.

De acordo com Nenevé, o livro busca discutir a produção e a crítica literária na Amazônia. “Temos várias obras sobre a Amazônia, escrita por escritores de fora da Amazônia com um olhar externo. Nesse livro buscamos apresentar um contra discurso ao esse discurso colonizador”, explica.

O professor lembra ainda que é preciso descolonizar o conhecimento: “Ainda somos muito colonizados, dependentes do que vem de fora, precisamos valorizar as pesquisas da nossa região, frutos da visão de quem vive e conhece as realidades internas. O livro tem esse propósito, promover os conhecimentos produzidos aqui”, destaca.

Literaturas e Amazônias

A obra é composta por produções de pesquisadores da região norte, em especial dos professores do mestrado de Letras da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Universidade Federal do Acre (Ufac).

“Todos os textos mostram que a Amazônia não é retratada somente pelos pesquisadores de fora, não é só dita para nós, mas que ela é vista pelos escritores, que moram nela. É claro que precisamos ler outras bibliografias estrangeiras, mas devemos mostrar nossas posições quando se fala de Amazônia”, explica Sônia Sampaio.

Linguagens e Identidades

Os exemplares estão à venda e ficarão disponíveis durante todo o Simpósio, que vai até sexta-feira, 11.  Cada livro custa R$ 32 reais. O evento está sendo realizado na Ufac, no bloco da Pós-Graduação.

Exposição de cerâmica enriquece Simpósio Linguagens e Identidades

allenO trabalho Apurinã com a argila/barro sempre foi uma prática das mulheres. Sabiamente elas passaram esta prática de geração em geração. Mães, filhas e netas trabalham com o barro/argila que na língua materna se chama katxary. Os utensílios (vasos, potes, pratos, copos, etc) tem abrilhantado o hall onde acontece o 10º Simpósio Linguagens e Identidades que acontece na Ufac até sexta- feira, dia 11.

Todavia, o povo Apurinã, no decorrer das últimas décadas, tem vivenciado uma série de transformações sociais, econômicas, linguísticas e culturais devido a fatores como o processo intenso e massacrante de colonização e, principalmente, a perda de territórios tradicionais.

Ana Patricia Chaves, assessora do Conselho de Missão entre Povos Indígenas – (Comin), explica que a fabricação de cerâmicas é um marco cultural muito forte, e, cientes das perdas de uma parte substancial de pensamentos, crenças, visão de mundo, conhecimento, tradições e cosmovisão que vem sofrendo, este povo encontra-se em um processo de revitalização de sua cerâmica tradicional, protagonizando assim, outra história para as novas gerações.

“O povo Apurinã tem buscado parcerias e o Comin tem contribuído neste processo com apoio e assessorias à exemplo da Exposição de Cerâmica Tradicional Apurinã, ocorrida no Simpósio Linguagens e Identidades. Das mãos de mulheres Apurinã surgem peças de cerâmicas de diversos tipos. Cada peça carrega um pouco do jeito de ser desse povo e quando são criadas muitas histórias são contadas e relembradas. Essas histórias, ao se misturarem com o barro/argila, vão mantendo viva a cultura desse povo”, comentou Chaves.

Com informações do Comin

 

Iniciam atividades do 10º Simpósio de Linguagens e Identidade na Ufac

Em sua décima edição, o simpósio traz como tema, “Trânsitos pós-coloniais e descolonialidade de saberes e sentidos”

O Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagens e Identidade da Universidade Federal do Acre (Ufac) deu início nesta segunda-feira, 7, no hall do auditório da Pós-graduação, às atividades do 10º Simpósio de Linguagens e Identidade da/na Amazônia Sul-Ocidental e o 8º Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas Pan-Amazônica.

Em sua décima edição, o simpósio traz como tema, “Trânsitos pós-coloniais e descolonialidade de saberes e sentidos”, cujo objetivo é reafirmar a necessidade do pensamento e da reflexão como elemento chave para problematizar conceitos cristalizados e marcados pela colonização que permeiam o seio da sociedade.

Para a integrante do Conselho de Missões entre Povos Indígenas (COMIN), Ana Patrícia Chaves, o Simpósio se desenvolve em torno das pluralidades, práticas e saberes dos povos da floresta, fronteiras e comunidades indígenas, sendo uma oportunidade para quebrar preconceitos e adquirir mais conhecimentos acerca de todos os saberes.

De acordo com o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade e um dos coordenadores do evento, Gerson Albuquerque, o objetivo do evento é manter o espaço de intercâmbio de saberes entre alunos (graduação e pós-graduação), professores, comunidade científica e a sociedade. “O simpósio é um lugar de encontro, intercâmbio, saberes diferenciados. As experiências desses encontros e os debates que eles geram são as maiores conquistas do evento”, disse Albuquerque.

O Simpósio Linguagens e Identidades vem se consolidado, ao longo desses dez anos, como um dos espaços de discussões, debates e divulgação de pesquisas realizadas na região amazônica. A abrangência internacional possibilita encontros e intercâmbios com pesquisadores de distintas instituições no cenário nacional e internacional.

Com aproximadamente 500 trabalhos acadêmicos inscritos, sendo 321 comunicações orais em Grupos de Trabalho e 155 comunicações orais em Sessões Livres; 14 minicursos e 7 oficinas, evento é gratuito e acontece até 11 de novembro de 2016, no Hall do Bloco da Pós-Graduação da Ufac.

Postado em 7/11/2016.

Simpósio Linguagens e Identidades lança aplicativo

unnamedOs participantes do Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, agora contam com mais uma ferramenta de comunicação, um aplicativo para Android.  A ferramenta traz todas as informações sobre o evento.

O aplicativo permite o usuário acessar a programação completa, localizar os pontos onde serão apresentadas as sessões de Comunicações Orais e Grupos de Trabalhos. Possibilita ainda obter as informações sobre oficinas, minicursos, sessões temáticas e apresentações Culturais.

Outro benefício do App é o mapa de localização da Universidade, conectado o visitante pode saber onde fica todos os blocos e o percurso até eles.  De acordo com o criador do aplicativo, Luziel Souza, a ideia é possibilitar que os participantes tenham no celular as informações principais do simpósio.

“É mais uma alternativa para os participantes do evento, porque é rápido, prático e fácil, e está ao alcance das mãos. Também é uma maneira de colocar a programação no bolso do participante, sem precisar de papel “, explica.

O aplicativo está disponível para Android e a instalação é gratuita. Pode ser feita  pelo Google Play no link https://play.google.com/store/apps/details?id=app.com.simposioufac.agendasimposio

 Linguagens e Identidades

O App ficará disponível e atualizado durante todo o evento, que está sendo realizado no campus da Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, e vai até 11 de novembro.

Simpósio na rede

Além do aplicativo, o simpósio conta ainda com um site: http://www.simposioufac.com/ e uma página no facebook: Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental.

Além disso, os check-in dos participante é feito por meio da utilização dos Códigos QR. A iniciativa foi implantada na edição de 2015, também por Luziel que é colaborador do evento, tem formação em Tecnologias da Informação e Comunicação pela Ufac e atualmente cursa Letras Inglês.

Começa nesta segunda-feira o Simpósio Linguagens e Identidades

convite

Com o objetivo de possibilitar reflexões sobre as construções identitárias amazônicas e pan-amazônicas, a partir dos processos de colonização e seus movimentos decoloniais na região, inicia nesta segunda-feira, 7, o 10º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental. O evento será realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), campus de Rio Branco, de 7 a 11 de novembro. A abertura será às 8h no hall do auditório da Pós-Graduação.

Esta edição tem como tema Trânsitos pós-coloniais e decolonialidade de saberes e sentidos. “Este ano estamos completando um ciclo pensado lá no primeiro simpósio, que era fazer 10 edições dentro da Ufac, para depois traçar novos rumos e desafios, tornar o congresso itinerante, e expandir o evento para outras universidades brasileiras” explica Carlos André de Melo, do comitê científico organizador.

Melo comenta ainda que o simpósio busca aproximar a sociedade da Universidade e criar espaços onde as pesquisas acadêmicas sejam difundidas. “É um evento que busca possibilitar aos pesquisadores completar o ciclo do que se entende como extensão universitária, a realização de pesquisas, a apresentação de seus resultados e, sua publicação e disponibilização pública da maneira mais ampla possível”, destaca.

Programação

Ainda de acordo com a comissão, o simpósio reúne uma programação extensa, com atividades nos três turnos, todos os dias, que vão de sessões temáticas, a apresentações de trabalhos. Só de artigos são aproximadamente 500. Sendo 321 Comunicações Orais em Grupos de Trabalho e 155 comunicações orais em Sessões de Comunicações Livres. Como parte da programação oficial, a Profa. Karylleila dos Santos Andrade, Doutora em Linguística pela Universidade de São Paulo, com experiência no ensino do Léxico e em Onomástica/Toponímia, integrará a primeira Sessão Temática do evento intitulada “Trânsitos e circularidades de significantes e sentidos nas Amazônias e Américas: a nomeação como ato de colonialidade”.

Minicursos e Oficinas

Além disso, minicursos e oficinas com diferentes temáticas serão ofertadas gratuitamente. Antonieta Heyden Megale (Unicamp), que tem atuação em educação bilíngue, ensino aprendizagem de língua estrangeira, identidades e multiculturalismo, e Fernanda Coelho Liberali, professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada da PUC-SP, serão ministrantes no simpósio no Minicurso “Linguagem e educação em contextos de superdiversidade”. Ainda, a literatura francófona, memória, história oral, gramática em libras, música no universo indígena, metodologia toponímica, gramática sistêmico-funcional, dentre outros, são temas que estarão presentes nos 14 minicursos e 7 oficinas do evento.

Inscrições

O evento é aberto ao público. Para participar é necessário fazer a inscrição presencialmente no dia 7, de manhã ou à tarde, no Hall do Bloco da Pós-Graduação da Ufac.

O Simpósio Linguagens e Identidades tem se consolidado como um dos espaços mais importantes de discussões, debates e divulgação de pesquisas realizadas na região amazônica. Criado no ano de 2007, já faz parte do calendário da Universidade Federal do Acre e sua abrangência internacional tem possibilitado encontros com pesquisadores de distintas instituições.

Um simpósio com status de congresso, articulando intelectuais e ativistas de movimentos sociais de diferentes localidades e nacionalidades, ora abrigando outros eventos como o Colóquio Internacional as Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia, ora desdobrando-se em seminários acadêmicos ou pautando o aparecimento e organização de outros eventos na IFES.

O evento é uma realização da Ufac, por meio do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagens e Identidades.

 

Programação Oficial – X Simpósio Linguagens e Identidades

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7/11/2016, segunda-feira
MANHÃ

8h às 12h Recepção aos participantes, credenciamento e inscrições

8h Abertura da Exposição de Cerâmica Apurinã  e Apresentação Musical com Mapu Huni Kuin
LOCAL: Hall do Auditório da Pós-Graduação da Ufac

9h Sessão Inaugural: “Trânsitos e circularidades de significantes e sentidos nas Amazônias e Américas: a nomeação como ato de colonialidade”.
Karylleila Andrade Klinger (Universidade Federal do Tocantins)
João José Veras de Souza (Universidade Federal de Santa Catarina)
Gerson Rodrigues de Albuquerque (Universidade Federal do Acre)
Mediador: Carlos André Alexandre de Melo
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

TARDE

14h Solenidade de abertura
15h Conferência de abertura “Como cabe à literatura responder hoje à questão colonial?”, Hermenegildo José Bastos (Universidade de Brasília)
17h Lançamento de livros
LOCAL:  Auditório da Pós-Graduação da Ufac

NOITE

19h Sessão Especial: Laboratório Ambiente Corporais em Atravessamentos e Experimentações: imaginação, amor, arte e política na Amazônia.
Breno Filo, Claudia Leão, Keyla Sobral, Luana Peixoto, Lucas Gouvêa, Paulo Meira, Ramon Reis,  Armando Queiroz e Wellignton Romário
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

8/11/2016, terça-feira
MANHÃ

8h às 12h Sessões de Comunicações Livres e Grupos de Trabalho
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

TARDE

14h às 18h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Sessão Temática: “No que consiste o colonialismo?
Adelia Miglievich Ribeiro (Universidade Federal do Espírito Santo)
Cláudia Zapata (Universidad de Chile)
Martin-Léon-Jacques Ibáñez de Novion (Universidade de Brasília)
Mediador: Gerson Rodrigues de Albuquerque (Universidade Federal do Acre)
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

9/11/2016, quarta-feira
MANHÃ

8h às 12h Sessões de Comunicações Livres e Grupos de Trabalho
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

TARDE

14h às 22h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Encenação “Devaneio Feminino – a história do machismo”
19h30 Sessão Temática: “Decolonizando o saber: rupturas desde as margens”
Emílio del Valle Escalante (University of North Carolina at Chapel Hill)
Estevão Rafael Fernandes (Universidade Federal de Rondônia)
Mediador: Agenor Sarraf Pacheco (Universidade Federal do Pará)

LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

10/11/2016, quinta-feira

MANHÃ

8h às 12h Sessões de Comunicações Livres e Grupos de Trabalho

LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

TARDE
14h às 18h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Sessão Temática: “Amazônia, lugar de enunciação decolonial”
Maria Betânia Albuquerque (Universidade do Estado do Pará)
Agenor Sarraf Pacheco (Universidade Federal do Pará)
Leno Francisco Danner (Universidade Federal de Rondônia)
Mediador: Estevão Rafael Fernandes (Universidade Federal de Rondônia)
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

11/11/2016, sexta-feira
MANHÃ

9h30 Reunião do Comitê Organizador 2016
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

TARDE

14h às 18h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Sessão Temática: “Por outras práticas pedagógicas, outros saberes em interfaces escola-comunidade: exercícios decoloniais”
Bruno Kaingang (Instituto Estadual de Educação Indigena Angelo Manhká Miguel – Terra indígena Inhacora – São Valério do Sul, RS)
Joaquim Maná (Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre – Educação Indígena)
Eldo Carlo Gomes (Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre – Educação Indígena)
Mediadora: Ana Patrícia Chaves Ferreira
21h Solenidade de encerramento
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

Mais informações: http://www.simposioufac.com

Contato: linguagens.identidades.ufac@gmail.com