Dissertação sobre Educação Inclusiva é defendida no PPGLI

Com o tema “Práticas de letramento para alunos com deficiência em uma escola comum inclusiva em Cruzeiro do Sul/Acre”, a mestranda Sônia Elina Sampaio Enes defendeu sua dissertação na manhã do dia 31 de agosto.

Participaram da Banca Examinadora a Profa. Dra. Maria Aldecy Rodrigues de Lima – Presidente/Orientadora – UFAC, a Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado – Membro – UFAC e a Profa. Dra. Aline Cleide Batista – Membro – UFPB.

Conferência de Eliane Potiguara marca o segundo dia do Seminário Linguagens e Culturas Indígenas

IMG_1833.JPGA escritora e ativista indígena, Eliane Potiguara, foi uma das personalidades convidadas para o primeiro Seminário Linguagens e Culturas Indígenas, realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac).

Durante a conferência “A necessidade da literatura diante do mundo globalizado” Potiguara falou da literatura indígena, da construção e formação da identidade indígena e ainda dos desafios da cultura de paz.

“Quando escrevemos, pintamos, dançamos, estamos enfrentando esse mundo capitalista, neoliberal, globalizado que quer nos diminuir como ser humano”, ressalta Potiguara.

A escritora disse ainda que as pessoas precisam se envolver com as causas sociais e políticas para que o mundo se transforme em lugar melhor: “Nossa missão na terra é promover a paz”, disse lembrando que enquanto isso não for prioridade o mundo continuara desigual.

A conferência foi realizada na tarde desta terça-feira, 30, no bloco da Pós-Graduação da Ufac.

Potiguara

Eliane Potiguara tem um currículo extenso, foi uma das brasileiras indicada ao projeto internacional “Mil mulheres ao prêmio Nobel da Paz”, em 2005. É fundadora do Grupo Mulher – Educação Indígena (GRUMIN) e trabalhou na construção da Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra.

A ativista que também é professora tem várias obras publicadas, dentre elas, “Metade Cara, Metade Máscara”, “O Coco que Guardava a Noite”, “A Cura da Terra” e o “Pássaro Encantado”.

PublicaçãoLogo Nepan

Um dos legados do seminário é pareceria feita com a Nepan Editora, vinculada ao Núcleo de Estudos das Culturas Amazônicas e Pan-Amazônicas, para publicação em E-Book do livro “Metade Cara, Metade Máscara”, que em breve será disponibilizado ao público gratuitamente.

Seminário

O Seminário Linguagens e Culturas Indígenas teve início na segunda-feira, 29, e encerra na quarta-feira, 31.  As atividades estão acontecendo no bloco dos mestrados da Ufac.

Além de palestras, oficinas e conferências, o visitante do evento pode ainda comprar cerâmica Apurinã, filmes, games, pôsteres, colares e brincos Huni Kuin.

O evento é uma ação do Programa de Pós-Graduação em Letras e do Programa de Extensão Escambos Culturais: Linguagens Artísticas, Saberes Acadêmicos e Não Acadêmicos, em conjunto com o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin).

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Seminário sobre linguagens e culturas indígenas começa na Ufac

Seminário sobre linguagens e culturas indígenas começa na Ufac

Iniciou na manhã desta segunda-feira, 29, na Universidade Federal do Acre (Ufac), o 1º Seminário de Linguagens e Culturas Indígenas. O evento é aberto ao público e acontece até o dia 31, no bloco dos Mestrados, com o objetivo de refletir sobre a necessidade de não dicotomizar as relações entre língua e literatura, além de discutir as culturas e os modos de vida de distintos povos indígenas.

O seminário é um desdobramento do 9º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, que tratou de línguas e literaturas indígenas. O coordenador do programa de pós-graduação em Letras: Linguagens e Identidade, mestrado da Ufac, Gerson Albuquerque, pretende manter ações em parceria com os povos indígenas para realização de oficinas. “Queremos que os indígenas entrem na universidade na condição de professores”, disse. “Existe um debate interno entre os indígenas, pelo qual eles afirmam que a universidade tem iniciativas para eles, mas é preciso fazer ‘com’ eles. Eles têm muito a nos ensinar.”

O evento é uma realização da Ufac, por meio do programa de mestrado em Letras e do programa de extensão Escambos Culturais: Linguagens Artísticas, Saberes Acadêmicos e Não Acadêmicos, em parceria com o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin).

Para a coordenadora do programa de extensão Escambos Culturais: Linguagens Artísticas, Saberes Acadêmicos e Não Acadêmicos, Raquel Ishii, o objetivo maior do seminário é promover e difundir a cultura indígena, compreendendo seus conhecimentos. “Os saberes indígenas são tão importantes quanto os saberes acadêmicos”, afirmou a professora. “Isso é próprio da extensão: a troca e a relação, sem hierarquia, entre a universidade e a sociedade.”

A programação inclui exposição de cerâmica, oficinas, mesas-redondas, conferências e apresentações musicais. A artista plástica Narubia Werreria, a escritora Eliane Potiguara e o Movimento dos Artistas Huni Kuin (Mahku) são alguns dos convidados.

Postado em: 29/8/2016

Fonte: ASCOM/UFAC

Formação de professores de espanhol é tema de dissertação defendida no PPGLI

Ocorreu na tarde do dia 29, a defesa da dissertação intitulada “O lugar da cultura boliviana no currículo modelado: uma experiência na formação de professores de Espanhol no Acre”, de autoria do mestrando Cleilton França dos Santos.

Participaram da Banca Examinadora Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado – Presidente/Orientadora – UFAC, Profa. Dra. Valda Inês Fontenele Pessoa – Membro – UFAC e Profa. Dra. Ednaceli Abreu Damasceno – Membro – UFAC.

Inscrições para o Seminário de Linguagens e Culturas Indígenas estão abertas

Folder 1Estão abertas para a comunidade em geral, as inscrições para o I Seminário de Linguagens e Culturas Indígenas, que será realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), no câmpus de Rio Branco, de 29 a 31 deste mês.

Para participar é necessário acessar a página e fazer a inscrição através do endereço eletrônico:  https://goo.gl/opnwDB.

O seminário tem como objetivo refletir sobre a necessidade de não dicotomizar as relações entre língua e literatura e ainda discutir sobre as culturas e os modos de vidas de distintos povos indígenas.

Programação

Além de contar com a presença de convidados de renome, como a artista plástica Narubia Werreria, a escritora Eliane Potiguara, e os artistas do MAHKU, a programação inclui ainda exposições de cerâmicas, oficinas, mesas redondas, conferências e apresentações musicais.

O evento é uma realização da Ufac, por meio do programa de Pós-graduação em Letras: Linguagens e Identidade e do Programa de Extensão Escambos Culturais: Linguagens artísticas, saberes acadêmicos e não acadêmicos, em parceria com o Conselho de Missões entre povos indígenas do Acre (COMIN-AC).

“O seminário é um desdobramento do tema “Línguas e Literaturas Indígenas”, abordado no IX Simpósio Linguagens e Identidades do ano passado. Durante os debates percebemos a necessidade de ampliar as discussões e viabilizarmos a realização desse encontro, explica Raquel Ishii, membro da comissão de organização do evento na Ufac.Folder 2

ASCOM/GPHCLIM

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Professores e alunos da Ufac apresentam trabalhos no JALLA 2016 em La Paz

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Mais de vinte professores e alunos da Universidade Federal do Acre (Ufac), vinculados, em grande parte, ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade, apresentaram trabalhos na XII edição bianual do Congresso das Jornadas Andinas de Literatura Latinoamericana (JALLA).

Com o tema central: “Cultura e Literatura na/e desde a América Latina no século XXI: a sedução estética de nossa América”, a edição 2016 foi realizada na Universidad Mayor de San Andres, na cidade de La Paz, capital da Bolívia, de 8 a 12 de agosto.

A delegação da Ufac foi a maior entre os grupos brasileiros que participaram do evento. Além de comunicações orais e mesas temáticas, os pesquisadores apresentaram resultados de estudos e pesquisas realizados no âmbito da Ufac em diferentes áreas.

Trabalhos

O Mestre em Letras: Linguagem e Identidade, Jairo Souza, apresentou o trabalho “Contentious Border Narratives in Amazonian Bolivia and Brazil” e destacou a pluralidade do evento e a importância da JALLA para os estudos latinoamericanos:

“Participar do JALLA é estabelecer diálogo de culturas andinas e amazônidas como parte de um universo que possui mais laços humanos e históricos do que possamos imaginar. Apresentar um trabalho no JALLA foi estreitar esses laços, falando de fronteiras e narrativas, ampliando o debate sobre os espaços que ocupamos”, conta.

Outro trabalho apresentado como “ponência individual” foi o da mestranda Andréa Campelo, que também atua na Coordenação Escolar Indígena na Secretaria de Estado de Educação e Esporte/Acre, cujo título foi “Linguagens em contato: um olhar sobre empréstimo e/ou substituição linguísticos na construção das identidades do Povo Noke Koî/Katukina”

“O referido evento foi de suma importância para ampliar minha rede de relacionamentos, uma vez que estou tendo a oportunidade de participar de um grupo de pesquisa sobre ‘Mitos Amazônicos’ com pesquisadores do Pará e de Rondônia”, disse.

O professor do Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Ufac, Marcello Messina, apresentou duas ponências, uma em co-autoria com Jairo Souza e outra com Teresa Di Somma.

“O Jalla é um evento de tradição histórica impressionante e atua declaradamente na linha de um pensamento decolonial e pela construção coletiva e militante de uma alternativa latinoamericana ao padrão neoliberal e neocolonial de academia. Estou também extremamente feliz de poder participar da continuação dessa história de luta aqui em Rio Branco, na UFAC, em 2018”, afirmou.

Moção de repúdio

JALLA La Paz 176
Professores e alunos brasileiros protestam contra o golpe jurídico-parlamentar no Brasil.

No último dia do evento, os congressistas aprovaram uma moção de repúdio contra o ‘golpe jurídico/parlamentar no Brasil’, que destitui do cargo a Presidente da República, Dilma Rousseff.

 

JALLA 2018 na Ufac

JALLA La Paz 202
XII JALLA 2016, La Paz, Bolívia

 O Congresso das Jornadas Andinas de Literatura Latinoamericana é realizado a cada dois anos. Em 2018 a Ufac será a universidade brasileira sede de realização do evento. O anúncio oficial foi feito pelo Presidente do JALLA 2016, Prof. Guillermo Mariaca, durante a solenidade de encerramento do congresso.

Para o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Ufac que é também Secretário do JALLA no Brasil, Prof. Dr. Gerson Albuquerque, a escolha é um reconhecimento para a comunidade acadêmica acreana.

“Este acontecimento se constitui como algo de grande prestígio para esta instituição, especialmente frente ao fato de que, desde sua fundação, no ano de 1993, o JALLA tem se constituído em um dos mais importantes espaços de diálogo, criação e intercâmbios de latinoamericanistas realizados em território americano,” destacou.

 Trabalhos

Abaixo a relação completa dos congressistas e seus respectivos trabalhos.

  • Andrea Almeida Campelo, “Linguagens em contato: um olhar sobre empréstimo e/ou substituição linguísticos na construção das identidades do Povo Noke Koî/Katukina”.
  • Andressa Almeida de Souza Limeira e Gerson Rodrigues de Albuquerque, “A ‘desmedida da desmedida’ na narrativa poética de Leoncio Bueno”.
  • Antônia Aparecida Lima Lopes, “Construção da linguagem oral e escrita na pré-escola no contexto de letramento”.
  • Carlos André Alexandre de Melo, “Ediney Azancoth: percursos de uma vida no palco”.
  • Francemilda Lopes do Nascimento, “Identidades em trânsito e hibridismo cultural em Eloy Añez Marañón”.
  • Francisco Bento da Silva, “A cidade de Cobija e os lugares de memórias da Revolução Acreana/Guerra do Acre”.
  • Gerson Rodrigues de Albuquerque, “Corpos nus em cidades de papel na Amazônia acreana”.
  • Jamila Nascimento Pontes, “Da lama à poeira: dos processos criativos à teatralidade do ator Lambada”.
  • Jesús José Diez Canseco Carranza, “Variaciones semánticas en dos poemas vanguardistas de César Vallejo. Una aproximación a Trilce”.
  • Luciana Pereira Ogando, “O ser/estar/tornar do professor em formação: contribuições e reflexões do estágio supervisionado”.
  • Marcello Messina e Jairo de Araujo Souza, “Contentious Border Narratives in Amazonian Bolivia and Brazil”.
  • Raquel Alves Ishii, “Silenciamentos e discursos da conquista: Henry Bates e expedições cientificas na Amazônia do século XIX”.
  • Simone da Silva Pinheiro, “A colonialidade do ver: o papel da mídia na construção do Programa de Ensino Asas da Florestania para as comunidades rurais do Acre”.
  • Simone da Silva Pinheiro, “O local da Cultura no Programa de Ensino Asas da Florestania Para as Comunidades da Floresta Amazônica”.
  • Suelen Germano Costa, “A música rural de Antônio Pedro, do imaginário à representação da cultura local: ao som do seringal”.
  • Tânia Mara Rezende Machado, “Articulações culturais entre narrativas de artistas marginais e práticas pedagógicas refundadoras”.
  • Teresa Di Somma e Marcello Messina, “Meanings lost in translation between Italy and Latin America in Yo no te pido la luna and No me ames”
  • Valda Inês Fontenele Pessoa, “Transito cultural e híbridos que conformam o currículo: uma aproximação”.
  • Walter Raelisson do Nascimento, Maria José da Silva Morais Costa e Vera Lúcia de Magalhães Bambirra, “Leituras em trânsito: o trajeto ribeirinho/professor/pesquisador/leitor”.

 

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Confira aqui a Moção de Repúdio aprovada no Congresso do JALLA 2016:

Moção de repúdio contra o golpe jurídico/parlamentar no Brasil

O Brasil é um país de dimensões continentais, de assimetrias profundas, de pluralidade de línguas, culturas, seres humanos e não humanos, histórias e literaturas. Temos várias e diversas identidades, e todas em movimento, se misturando, se rejeitando, se atraindo, se encontrando na eterna condição do “sendo”, do qual nos falou o poeta e filósofo Édouard Glissant.

Porém, vivemos tempos difíceis, tempos de inversão de valores, tempos de espetacularização da política e da justiça, tempos em que o simulacro é tomado como realidade e em que, na base de uma legalidade de fachada, uma governante legítima é derrubada e substituída por um governante ilegítimo.

São “tempos sombrios”, podemos dizer, lançando mão das palavras de Hannah Arendt. Tempos nos quais temos sempre a obrigação de pensar algo e continuar fazendo perguntas e de responder para nós mesmos e para aqueles que virão depois de nós: “o que faremos, então?”

A resposta? Não temos como saber e, talvez, nem a encontremos. Mas devemos continuar indagando e ocupando e agindo no espaço público em defesa do que é de todos, em defesa da diferença (desde que ela não nos leve para novos guetos) e em defesa da igualdade (desde que ela não nos apague o direito à diferença), em defesa da liberdade e dos amplos direitos democráticos.

Devemos apostar na solidariedade, na defesa das dignidades humanas, em nossa eterna disposição de começar de novo e, mesmo em tempos sombrios, retornamos a Arendt, ter o “direito de esperar alguma iluminação e que tal iluminação possa ser proveniente, menos de teorias e conceitos e mais da luz incerta, trêmula e, frequentemente, fraca que alguns homens e mulheres, nas suas vidas e obras, farão brilhar em qualquer circunstância e irradiarão pelo tempo que lhes for dado na terra”.

Frente a essas considerações, nós, professores, estudantes e pesquisadores, presentes nas XII Jornadas Andinas de Literatura Latimoamericana, realizadas na cidade de La Paz, Bolívia, manifestamos o nosso mais veemente repúdio à farsa jurídico-parlamentar que, em um golpe de estado – sem armas – derrubou a Presidente legalmente eleita, Dilma Rousseff. Golpe de estado esse, iniciado por um processo de impeachment marcado por denúncias de crimes de responsabilidade fiscal amplamente divulgadas pelos meios de comunicação de massa, mas, jamais comprovados contra a presidente deposta.

Em defesa das liberdades democráticas e do estado de direito!

Contra o golpe!

Fora Temer!

La Paz, 12 de agosto de 2016.

 

 

Ufac promove congresso regional de pesquisa e de iniciação científica

imageA Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), realiza o 2º Congresso Regional de Pesquisa do Estado do Acre e o 25º Seminário de Iniciação Científica, em Rio Branco, de 3 a 7 de outubro deste ano. No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, o evento ocorre de 18 a 21 de outubro, em parceria com diferentes instituições públicas e privadas.

Com o tema “Inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional”, os encontros objetivam o fomento à pesquisa e a divulgação de trabalhos científicos desenvolvidos por estudiosos e pesquisadores do Estado, bolsistas de iniciação científica e alunos de graduação e pós-graduação da Ufac e de outras instituições locais e da região.

Postado em: 8/8/2016

Fonte: ASCOM-UFAC