Edital Propeg/PPGLI n. 001/2023 Chamada Interna para a Seleção de Candidato(a)s ao Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior – PDSE/CAPES

O Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Universidade Federal do Acre (UFAC) torna pública a chamada para a seleção de candidato(a)s ao Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) de acordo com o Edital nº 44/2022 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e o Edital Propeg nº 07/2023.
1- DA FINALIDADE
1.1- O Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) seleciona bolsistas com o fim de fomentar o intercâmbio científico e a qualificação acadêmica de discentes do Brasil, por meio da concessão de bolsas no exterior na modalidade Doutorado Sanduíche.
1.2- A concessão de uma bolsa de Doutorado Sanduíche no Exterior com duração de, no mínimo, seis (06) meses e, no máximo, dez (10) meses.
1.3- A bolsa concedida consiste no pagamento de mensalidade; auxílio deslocamento; auxílio instalação; auxílio seguro-saúde; e, quando for o caso, adicional localidade.

Edital de seleção ao Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior – PDSE

A Ufac publicou o Edital Propeg n° 07/2023, a partir do Edital CAPES n° 04//2022, que trata de seleção interna de candidato(a)s ao Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior – PDSE.

O(A)s interessado(a)s devem observar as normas constantes nos dois editais, além de verificar os requisitos, documentação obrigatória e atentar para os prazos constantes nos referidos Editais.

Em breve, será publicado o Edital interno do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade para seleção de doutorandos.

Nota de repúdio: Ufac condena atos terroristas contra o Estado de Direito

publicado: 08/01/2023 18h55, última modificação: 08/01/2023 18h57

A democracia brasileira foi atacada de forma inédita neste domingo, 8 de janeiro, em Brasília (DF). Terroristas ocuparam e depredaram as sedes dos três poderes da República do Brasil. Ato repudiado veemente pela Universidade Federal do Acre (Ufac). 

Todos os culpados por esta barbárie devem ser punidos para que este ato que mancha a história nacional não volte a se repetir.  A democracia é a bússola que orienta todos os brasileiros, sendo, dessa forma, impossível chamar de patriota quem não respeita o primeiro artigo da nossa Constituição Federal, que afirma o Estado Democrático de Direito. 

A Ufac não pode deixar de manifestar preocupação e indignação em atos terroristas como o apresentado neste domingo. E roga para que os culpados tenham sobre si o peso da lei.

Fonte: Site Ufac

Manifestação pública Contra atos antidemocráticos e ataques aos Poderes da República

A Reitoria da Universidade Federal de Rondônia, UNIR, manifesta profunda preocupação e repúdio com os atos terroristas praticados em Brasília neste domingo, 08 de janeiro, quando vândalos invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República, nitidamente copiando o ocorrido nos Estados Unidos há dois anos, quando pelo menos cinco pessoas foram mortas.
Esses ataques à Democracia e à soberania nacional, com ocupação e depredação de prédios dos Poderes da República, são inaceitáveis, e mostram sinais evidentes de que há financiamento e orquestração realizadas há semanas. As imagens revelam leniência e conivência de quem deveria evitar esses atos, o que é inaceitável e deve ser rigorosamente apurado e responsabilidades atribuídas.
A lei e a ordem devem ser defendidas, os mentores, financiadores e executores desses atos criminosos identificados e devidamente punidos, de modo que a vontade popular seja respeitada e o Estado de Direito seja mantido, como expressão suprema da população brasileira.

Fonte: https://www.unir.br/noticia/exibir/10280

Inscrições prorrogadas – XVIII Congresso Internacional da ABRALIC

Informamos que o prazo para envio de propostas de comunicação para o XVIII Congresso Internacional da ABRALIC foi prorrogado até o dia 15 de janeiro de 2023. Destacamos que esse prazo não poderá mais ser prorrogado.

https://www.abralic.org.br/

Há dez eixos temáticos que agrupam diversos Simpósios Temáticos. O Prof. Dr. Gerson Albuquerque está como coordenador do Simpósio EST)ÉTICAS PAN-AMAZÔNICAS: PLURIVERSOS CRÍTICOS E ARTISTÍCO-LITERÁRIOS NOS MECANISMOS DA INVENÇÃO DE UM MUNDO COMUM, juntamente com a Profa. Dra. Maria de Fatima do Nascimento (Universidade Federal do Pará (UFPA)) e o Prof. Dr. Hugo Lenes Menezes (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI)). Ver resumo abaixo:

(EST)ÉTICAS PAN-AMAZÔNICAS: PLURIVERSOS CRÍTICOS E ARTISTÍCO-LITERÁRIOS NOS MECANISMOS DA INVENÇÃO DE UM MUNDO COMUM

RESUMO: O presente Simpósio Temático (ST) consiste num espaço plural que busca abrigar estudos, reflexões e proposições teórico-críticas sobre as múltiplas manifestações artístico-literárias das diferentes territorialidades que constituem os pluriversos geoculturais, geopolíticos e geo-históricos da Pan-Amazônia ou Amazônia Internacional, um diversificado conjunto de espaços-tempos e práticas culturais que perpassam países como Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Nesses pluriversos existem centenas de línguas indígenas que convivem com 9 idiomas oficiais numa área de 7 milhões de quilômetros quadrados, com 25 mil quilômetros de rios navegáveis, encravados na nomeada América do Sul. Importa ressaltar que as vivências, existências e reexistências em tais espaços-tempos remontam a um período entre 5 mil a 2 mil anos (SCHAAN; RANZI, BARBOSA, 2010) antes das invasões colonizatórias, que interditaram de forma violenta os povos e os territórios culturais, linguísticos, étnicos, religiosos, político e econômicos que ali existiam. Nas linhas propostas por Albuquerque (2020), em diálogo com categorias conceituais que transitam entre Said (1995) e Quijano (2005), a Amazônia Internacional ou a Pan-Amazônia, apreendida como um palimpsesto que resulta de camadas e mais camadas de práticas que se dizem civilizatórias, discursivas e não discursivas, foi inserida na escrita da expansão do projeto eurocêntrico, tendo por base não apenas a racialização de povos indígenas e africanos ou afrodescendentes, mas também sua concepção enquanto representantes de uma periferia atrasada, vazia e bruta. A chamada era moderna e sua agenda colonial, amparada no inseparável duo civilização/barbárie, definiu o entorno ou o espaço vital pan-amazônico, tecendo sua trajetória histórica pautada pelo sofrimento, a violência e a dor, bem como pelas assimétricas trocas ou intercâmbios culturais, pela mistura, ou por aquilo que Glissant (2005) definiu com o termo crioulização, estabelecendo os alicerces do pensamento arquipélago e da poética da relação. Frente a enfocada contextualização, torna-se relevante abrir espaço para o debate com os processos de resistência a séculos de colonização, à intervenção, às ditas políticas de modernização e desenvolvimento amazônico, notadamente, no que diz respeito à poesia de região de fronteira, a seus experimentos literários, teatrais, musicais, enfim, suas manifestações criativas, movidas por toda uma ética que leva em consideração as culturas e vidas humanas, mas, fundamentalmente, as outras formas de existências ou toda uma lógica de vida urbana marcada pela presença das florestas e dos rios, com seus seres humanos, não-humanos e sobre-humanos em (con)vivências de múltiplos sentidos. Em semelhante direção, o S.T. (Est)éticas pan-amazônicas: pluriversos críticos, artístico-literários nos mecanismos da invenção de um mundo comum mostra-se aberto à inovação crítica e artístico-literária, às metáforas que intentem transformar o olhar a partir da práxis estética e ética de intelectuais indígenas e não-indígenas, pretos, brancos e de outras gentes das muitas misturas pan-amazônicas que se disponham a promover rupturas com o pensamento de sistema e a valorizar a retomada de caminhos esquecidos, rotas alternativas, atalhos na floresta ou furos nos rios e paranãs, ou ainda nos muitos labirintos urbanos das cidades-selvas dos países que estão marcados pela presença da floresta, um imenso mundo comum inventado pela escrita colonizatória (CERTEAU, 1982), porém reescrito e reinventado mediante espaços-tempos de lutas individuais e coletivas, de tensas fricções linguísticas, de escritas e oralidades marcadas pela presença de línguas europeias – como o português, espanhol, inglês, francês ou holandês – transformadas nas paisagens de águas escuras e barrentas, nas bordas de vertentes cristalinas, no chão de barro, no pó e na lama da grande planície, nas sombras, luzes e sons da floresta, nos organismos vivos e mutáveis das cidades e, principalmente, no encontro revitalizador com as línguas trazidas pelas populações africanas, e, fundamentalmente, com as mais de 1.000 línguas oriundas das famílias linguísticas Aruaque, Caribe, Macro-Jê, Pano, Arawá, Tucano, Tupi, identificadas nos mundos amazônicos ao longo de mais de cinco séculos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALBUQUERQUE, Gerson Rodrigues de. Catuaba: itinerários históricos e colonizatórios de um seringal no Rio Acre. In. SILVEIRA, M.; GUILHERME, E.; VIEIRA, L. J. S. (Orgs.). Fazenda Experimental Catuaba: o seringal que virou laboratório vivo em uma paisagem fragmentada do Acre. Rio Branco (AC): Stricto Sensu, 2020, p. 18-44.

CERTEAU, M. de. A escrita da história. Tradução de Maria de Lourdes Menezes. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982.

GLISSANT, Édouard. Introdução a uma poética da diversidade. Tradução de Enilce Albergaria Rocha. Juiz de Fora: Editora da UFJF, 2005.

QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In. LANDER, E. (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO – Colección Sur Sur, 2005.

SAID, E. W. Cultura e imperialismo. Tradução de Denise Bottman, São Paulo (SP): Companhia das Letras, 1995.

SCHAAN, Denise Pahl; RANZI, Alceu; BARBOSA, Antonia Damasceno (Orgs.). Geoglifos: paisagens da Amazônia Ocidental. Rio Branco: Gknoronha, 2010.

PALAVRAS-CHAVE: Literaturas. Oralidades. Pan-Amazônia. Estéticas. Pensamento Crítico.

Valores ABRALIC

Inscrição

Poesia de Thiago de Mello e Jorge Nájar é tema de dissertação defendida no PPGLI

Ocorreu no último dia 30, a defesa de dissertação do mestrando Jaidesson Oliveira Peres, com o título “Imaginário e paisagem poética: leituras da Pan-Amazônia em Thiago de Mello e Jorge Nájar”.

A Banca Examinadora foi composta pelo Prof. Dr. Yvonélio Nery Ferreira (UFG) – Orientador/Presidente, pelo Prof. Dr. Hélio Rodrigues da Rocha (UFAC/UNIR) – Examinador Interno, pela Prof. Dra. Maria Ivonete Santos Silva (UFU) – Examinadora Externa e pelo Prof. Dr. Miguel Nenevé (UFAC/UNIR) – Suplente.

A defesa ocorreu através de transmissão on-line por meio do Canal Ceprodoc no Youtube