Edital de eleição para Coordenador e Vice-coordenador do PPGLI – UFAC

O Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), em reunião plenária realizada no dia 21 do mês de novembro de 2016, em conformidade com o que dispõe o Regimento Geral dos Programas e Cursos de Pós-Graduação stricto sensu da Universidade Federal do Acre (UFAC), torna público o processo de eleição para Coordenador e Vice-Coordenador do PPGLI para o biênio 2017-2018, nos marcos estabelecidos pelo presente Edital.

Edital

Adendo I

Mestrandos do PPGLI que atuam no Campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, se reúnem com os professores e coordenação do curso durante o X Simpósio Linguagens e Identidades

IMG_3199.JPG

Durante o Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, realizado no Campus sede da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, um grupo de mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade que atuam no Campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, apresentaram comunicações orais e, na oportunidade, se reuniram com o coordenador do curso, Gerson Albuquerque, e demais professores do mestrado.

Segundo Raelisson do Nascimento, integrante do grupo, a reunião teve como objetivo tratar de questões estratégicas do curso: “Manter esse diálogo com o coordenador do mestrado é fundamental para o bom andamento do nosso curso e principalmente para ficarmos por dentro de tudo que acontece no âmbito da pesquisa”, explica.

O mestrando lembrou ainda que a assistência da coordenação do mestrado, mesmo que à distância tem contribuído para elevar a qualidade do curso. “Apesar de estarmos estudando em Cruzeiro do Sul, nossas solicitações sempre foram atendidas e isso faz toda a diferença”, ressalta.oi

Para o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Prof. Dr. Josimar Batista, a adesão do Mestrado em Letras à política institucional de qualificação de seu quadro por meio Programa de Apoio à Qualificação em Pós-Graduação de Servidores Docentes e Técnico-Administrativos (PAQDT) e Políticas Afirmativas (indígenas) Campus da UFAC, em Cruzeiro do Sul – Acre, foi muito importante. “Estamos qualificando um quadro significativo de servidores do campus Floresta, melhorando o desempenho funcional e avançando no crescimento dos índices de avaliação institucional relativos à pesquisa na universidade”, afirmou o Pró-Reitor.

Participaram do Simpósio 18 alunos do mestrado que atuam em Cruzeiro do Sul e 11 deles fizeram apresentações de pesquisas, em sessões de comunicação livres e Grupos de Trabalho.

O Simpósio Linguagens e Identidades foi realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), campus de Rio Branco, de 7 a 11 de novembro. Contou com a participação de graduandos e pós-graduandos de todas as regiões brasileiras.oi2

10º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental chega ao fim e anuncia novo ciclo para as futuras edições

Encerramento do Simpósio -0059.jpgApós cinco dias em que pesquisadores, professores, comunidade acadêmica, estudantes de pós-graduação, dialogaram e debateram em torno do tema “Trânsitos pós-coloniais e descolonialidade de saberes e sentidos”, chega-se ao final do evento com inúmeras reflexões sobre o tema, principalmente, sobre os conceitos cristalizados e marcados pela colonização que atravessam os discursos (re)produzidos pela sociedade.

O 10º Simpósio de Linguagens e Identidade da/na Amazônia Sul-Ocidental e o 8º Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas Pan-Amazônica”, realizado pelo Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagens e Identidade da Universidade Federal do Acre (Ufac), alcançou a marca de 1266 inscritos, com apresentação de aproximadamente 500 trabalhos acadêmicos, divididos em comunicações orais − Grupos de Trabalho e Sessões Livres −, 14 minicursos e 7 oficinas.

“Em 2014, ao término do oitavo simpósio, afirmei que este nosso congresso tinha deixado de ser um evento e passara a ser um acontecimento na vida da Universidade Federal do Acre. Agora, com o deslocamento do mesmo para a Universidade Federal de Rondônia e Universidade Federal do Pará, que o sediarão em 2017 e 2018, respectivamente, esse acontecimento se enraíza regionalmente em um encadeamento rizomático que desmonta as rotas colonizatórias de sujeitos e sentidos, invertendo os pilares do diálogo e da reflexão sobre as culturas amazônicas tornando nossos lugares de vivências e experiências em locais de enunciação decoloniais”, afirmou Gerson Albuquerque, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade e um dos idealizadores do Simpósio.

Bastidores

Para organizar a décima edição do simpósio, equipes foram formadas a fim de distribuir, articular e executar tarefas necessárias para o andamento do evento. Ao todo, 90 pessoas integraram a comissão de organização do simpósio, divididos em 7 equipes mais o suporte de 10 pessoas no atendimento na Secretaria Geral do evento.

“Eu não tenho dúvidas que o Secretariado Internacional das Jornadas Andinas de Literatura Latino Americana escolheram a Ufac para sediar esse evento em 2018 devido ao nosso acúmulo de experiência em organização de eventos de grande porte e ao nosso engajamento em temas contra-hegemônicos no campo da literatura, das artes, das ciências em geral, produzidos desde as muitas amazônias”, declarou uma das coordenadoras do 10º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, Raquel Ishii.

A aluna do Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagens e Identidade da Ufac e coordenadora da equipe de minicursos e oficinas, Andressa Almeida, disse que dedicação e colaboração resumem o sentimento ter experienciado a coordenação de umas das equipes mais importantes do evento: a de minicursos e oficinas. Tempo corrido, reponsabilidade com as oficinas e minicursos, segundo Andressa, aumentou a dedicação das equipes. “Foi bom ver a colaboração das equipes, monitores e dos meus colegas de turma no mestrado”, disse.

Pelo segundo ano coordenando a equipe de minicursos e oficinas, Daniele Nolasco, diz que o simpósio “é parte de algo maior”. Para ela, “fazer com que aconteça o Simpósio não é tarefa fácil. Sobretudo, porque aqueles que o conduzem, são os que de fato se importam com causa”, acrescentou.

Para Ítala Oliveira, membro da comissão de organização do simpósio, participar do evento “é sinônimo de crescimento; é entender que existem outras fronteiras e outros conhecimentos que só conseguimos ter acesso através do simpósio”. Para Ítala, trabalhar no simpósio tem sido “gratificante”. “São nesses eventos que se entende como funciona a instituição [Ufac], a gente recebe muitos ‘nãos’ e, quando chegamos na sexta-feira e vemos que deu tudo certo, é muito importante”.

A experiência de participar do simpósio marcou, a história da mestranda Fernanda Cougo, formada pelo Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagens e Identidade da Ufac. Cougo é de Minas Gerais e defendeu sua dissertação em fevereiro deste ano, retornando ao Acre para participar do evento.

“Participar dos simpósios foi fundamental na minha formação e desenvolvimento da minha pesquisa. O contato com diversos palestrantes [nacionais e internacionais], de diferentes lugares e em diversas áreas [do conhecimento] − indígenas, não indígenas − da Pan-Amazônia, trouxeram uma riqueza, abriram horizontes para que eu desenvolvesse minha pesquisa com qualidade e com ética”.

Em 2017, o 11º Simpósio de Linguagens e Identidade da/na Amazônia Sul-Ocidental e o 9º Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas Pan-Amazônica” será realizado pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando início a uma nova fase de discussões em âmbito nacional e internacional. Já a 12ª edição, terá como sede a cidade de Belém, organizada por uma das mais importantes universidades da amazônicas, a Universidade Federal do Pará.

Escritora acreana lança livro sobre trabalhadores rurais do Alto Acre e seus deslocamentos entre Brasil e Bolívia

livro-kelen-gleysseA acreana Kelen Gleysse Maia lançará seu segundo livro intitulado Nas fronteiras da “terra prometida”: trajetórias de trabalhadores rurais do Alto Acre, no dia 10 de novembro as 19h30 no Simpósio Linguagens e Identidades que acontece na Ufac.

O livro, editado pela EDITORA IFAC, é uma adaptação de sua dissertação de conclusão do Mestrado em Letras da Universidade Federal do Acre. É financiado pela Lei de Incentivo à Cultura do município de Rio Branco, e conta com o patrocínio da Uninorte, o Apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre – IFAC, e também com o apoio do SESC/Acre.

No texto, a autora traz algumas discussões sobre linguagem e identidade, além de outros conceitos abordados pelos Estudos Culturais. Entender como são construídas as identidades de homens e mulheres em meio às trajetórias vividas na fronteira entre Brasil e Bolívia é um desafio inesgotável, por isso fez um recorte no tempo, analisando esse processo entre os anos de 2002 a 2006. “Nesse espaço de deslocamento, eu observei sujeitos diversos chamados de “brasivianos” e “biscateiros”. Mas quem são eles? Como e onde surgiu o discurso que afirmam essas expressões? Diante dessas e de outras questões, discuto os conceitos de identidades, fronteira, nação e pátria, e abordo alguns dos problemas enfrentados por esses sujeitos em trânsito. Nesse percurso múltiplo, descobri não somente acerca do outro em sua pluralidade, mas sobre eu mesma”, enfatiza Kelen.

Livro de escritores amazônicos é lançado no Simpósio Linguagens e Identidades

O terceiro dia do Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul Ocidental, foi marcado por diversas atrações. Além de minicursos e oficinas, teve ainda apresentação do espetáculo Devaneio Feminino – A história do machismo e o lançamento do livro Literaturas e Amazônias: Colonização e descolonização.

Durante o lançamento os organizadores da obra Gerson Albuquerque, Sônia Sampaio e Miguel Nenevé, falaram da importância da publicação da obra, conversaram com os convidados e autografaram exemplares.

De acordo com Nenevé, o livro busca discutir a produção e a crítica literária na Amazônia. “Temos várias obras sobre a Amazônia, escrita por escritores de fora da Amazônia com um olhar externo. Nesse livro buscamos apresentar um contra discurso ao esse discurso colonizador”, explica.

O professor lembra ainda que é preciso descolonizar o conhecimento: “Ainda somos muito colonizados, dependentes do que vem de fora, precisamos valorizar as pesquisas da nossa região, frutos da visão de quem vive e conhece as realidades internas. O livro tem esse propósito, promover os conhecimentos produzidos aqui”, destaca.

Literaturas e Amazônias

A obra é composta por produções de pesquisadores da região norte, em especial dos professores do mestrado de Letras da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Universidade Federal do Acre (Ufac).

“Todos os textos mostram que a Amazônia não é retratada somente pelos pesquisadores de fora, não é só dita para nós, mas que ela é vista pelos escritores, que moram nela. É claro que precisamos ler outras bibliografias estrangeiras, mas devemos mostrar nossas posições quando se fala de Amazônia”, explica Sônia Sampaio.

Linguagens e Identidades

Os exemplares estão à venda e ficarão disponíveis durante todo o Simpósio, que vai até sexta-feira, 11.  Cada livro custa R$ 32 reais. O evento está sendo realizado na Ufac, no bloco da Pós-Graduação.