Exposição de cerâmica enriquece Simpósio Linguagens e Identidades

allenO trabalho Apurinã com a argila/barro sempre foi uma prática das mulheres. Sabiamente elas passaram esta prática de geração em geração. Mães, filhas e netas trabalham com o barro/argila que na língua materna se chama katxary. Os utensílios (vasos, potes, pratos, copos, etc) tem abrilhantado o hall onde acontece o 10º Simpósio Linguagens e Identidades que acontece na Ufac até sexta- feira, dia 11.

Todavia, o povo Apurinã, no decorrer das últimas décadas, tem vivenciado uma série de transformações sociais, econômicas, linguísticas e culturais devido a fatores como o processo intenso e massacrante de colonização e, principalmente, a perda de territórios tradicionais.

Ana Patricia Chaves, assessora do Conselho de Missão entre Povos Indígenas – (Comin), explica que a fabricação de cerâmicas é um marco cultural muito forte, e, cientes das perdas de uma parte substancial de pensamentos, crenças, visão de mundo, conhecimento, tradições e cosmovisão que vem sofrendo, este povo encontra-se em um processo de revitalização de sua cerâmica tradicional, protagonizando assim, outra história para as novas gerações.

“O povo Apurinã tem buscado parcerias e o Comin tem contribuído neste processo com apoio e assessorias à exemplo da Exposição de Cerâmica Tradicional Apurinã, ocorrida no Simpósio Linguagens e Identidades. Das mãos de mulheres Apurinã surgem peças de cerâmicas de diversos tipos. Cada peça carrega um pouco do jeito de ser desse povo e quando são criadas muitas histórias são contadas e relembradas. Essas histórias, ao se misturarem com o barro/argila, vão mantendo viva a cultura desse povo”, comentou Chaves.

Com informações do Comin

 

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