Começa nesta segunda-feira o Simpósio Linguagens e Identidades

convite

Com o objetivo de possibilitar reflexões sobre as construções identitárias amazônicas e pan-amazônicas, a partir dos processos de colonização e seus movimentos decoloniais na região, inicia nesta segunda-feira, 7, o 10º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental. O evento será realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), campus de Rio Branco, de 7 a 11 de novembro. A abertura será às 8h no hall do auditório da Pós-Graduação.

Esta edição tem como tema Trânsitos pós-coloniais e decolonialidade de saberes e sentidos. “Este ano estamos completando um ciclo pensado lá no primeiro simpósio, que era fazer 10 edições dentro da Ufac, para depois traçar novos rumos e desafios, tornar o congresso itinerante, e expandir o evento para outras universidades brasileiras” explica Carlos André de Melo, do comitê científico organizador.

Melo comenta ainda que o simpósio busca aproximar a sociedade da Universidade e criar espaços onde as pesquisas acadêmicas sejam difundidas. “É um evento que busca possibilitar aos pesquisadores completar o ciclo do que se entende como extensão universitária, a realização de pesquisas, a apresentação de seus resultados e, sua publicação e disponibilização pública da maneira mais ampla possível”, destaca.

Programação

Ainda de acordo com a comissão, o simpósio reúne uma programação extensa, com atividades nos três turnos, todos os dias, que vão de sessões temáticas, a apresentações de trabalhos. Só de artigos são aproximadamente 500. Sendo 321 Comunicações Orais em Grupos de Trabalho e 155 comunicações orais em Sessões de Comunicações Livres. Como parte da programação oficial, a Profa. Karylleila dos Santos Andrade, Doutora em Linguística pela Universidade de São Paulo, com experiência no ensino do Léxico e em Onomástica/Toponímia, integrará a primeira Sessão Temática do evento intitulada “Trânsitos e circularidades de significantes e sentidos nas Amazônias e Américas: a nomeação como ato de colonialidade”.

Minicursos e Oficinas

Além disso, minicursos e oficinas com diferentes temáticas serão ofertadas gratuitamente. Antonieta Heyden Megale (Unicamp), que tem atuação em educação bilíngue, ensino aprendizagem de língua estrangeira, identidades e multiculturalismo, e Fernanda Coelho Liberali, professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada da PUC-SP, serão ministrantes no simpósio no Minicurso “Linguagem e educação em contextos de superdiversidade”. Ainda, a literatura francófona, memória, história oral, gramática em libras, música no universo indígena, metodologia toponímica, gramática sistêmico-funcional, dentre outros, são temas que estarão presentes nos 14 minicursos e 7 oficinas do evento.

Inscrições

O evento é aberto ao público. Para participar é necessário fazer a inscrição presencialmente no dia 7, de manhã ou à tarde, no Hall do Bloco da Pós-Graduação da Ufac.

O Simpósio Linguagens e Identidades tem se consolidado como um dos espaços mais importantes de discussões, debates e divulgação de pesquisas realizadas na região amazônica. Criado no ano de 2007, já faz parte do calendário da Universidade Federal do Acre e sua abrangência internacional tem possibilitado encontros com pesquisadores de distintas instituições.

Um simpósio com status de congresso, articulando intelectuais e ativistas de movimentos sociais de diferentes localidades e nacionalidades, ora abrigando outros eventos como o Colóquio Internacional as Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia, ora desdobrando-se em seminários acadêmicos ou pautando o aparecimento e organização de outros eventos na IFES.

O evento é uma realização da Ufac, por meio do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagens e Identidades.

 

Programação Oficial – X Simpósio Linguagens e Identidades

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7/11/2016, segunda-feira
MANHÃ

8h às 12h Recepção aos participantes, credenciamento e inscrições

8h Abertura da Exposição de Cerâmica Apurinã  e Apresentação Musical com Mapu Huni Kuin
LOCAL: Hall do Auditório da Pós-Graduação da Ufac

9h Sessão Inaugural: “Trânsitos e circularidades de significantes e sentidos nas Amazônias e Américas: a nomeação como ato de colonialidade”.
Karylleila Andrade Klinger (Universidade Federal do Tocantins)
João José Veras de Souza (Universidade Federal de Santa Catarina)
Gerson Rodrigues de Albuquerque (Universidade Federal do Acre)
Mediador: Carlos André Alexandre de Melo
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

TARDE

14h Solenidade de abertura
15h Conferência de abertura “Como cabe à literatura responder hoje à questão colonial?”, Hermenegildo José Bastos (Universidade de Brasília)
17h Lançamento de livros
LOCAL:  Auditório da Pós-Graduação da Ufac

NOITE

19h Sessão Especial: Laboratório Ambiente Corporais em Atravessamentos e Experimentações: imaginação, amor, arte e política na Amazônia.
Breno Filo, Claudia Leão, Keyla Sobral, Luana Peixoto, Lucas Gouvêa, Paulo Meira, Ramon Reis,  Armando Queiroz e Wellignton Romário
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

8/11/2016, terça-feira
MANHÃ

8h às 12h Sessões de Comunicações Livres e Grupos de Trabalho
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

TARDE

14h às 18h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Sessão Temática: “No que consiste o colonialismo?
Adelia Miglievich Ribeiro (Universidade Federal do Espírito Santo)
Cláudia Zapata (Universidad de Chile)
Martin-Léon-Jacques Ibáñez de Novion (Universidade de Brasília)
Mediador: Gerson Rodrigues de Albuquerque (Universidade Federal do Acre)
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

9/11/2016, quarta-feira
MANHÃ

8h às 12h Sessões de Comunicações Livres e Grupos de Trabalho
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

TARDE

14h às 22h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Encenação “Devaneio Feminino – a história do machismo”
19h30 Sessão Temática: “Decolonizando o saber: rupturas desde as margens”
Emílio del Valle Escalante (University of North Carolina at Chapel Hill)
Estevão Rafael Fernandes (Universidade Federal de Rondônia)
Mediador: Agenor Sarraf Pacheco (Universidade Federal do Pará)

LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

10/11/2016, quinta-feira

MANHÃ

8h às 12h Sessões de Comunicações Livres e Grupos de Trabalho

LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

TARDE
14h às 18h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Sessão Temática: “Amazônia, lugar de enunciação decolonial”
Maria Betânia Albuquerque (Universidade do Estado do Pará)
Agenor Sarraf Pacheco (Universidade Federal do Pará)
Leno Francisco Danner (Universidade Federal de Rondônia)
Mediador: Estevão Rafael Fernandes (Universidade Federal de Rondônia)
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

11/11/2016, sexta-feira
MANHÃ

9h30 Reunião do Comitê Organizador 2016
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

TARDE

14h às 18h Oficinas e Minicursos
LOCAL: Salas de aulas (ver caderno de programação)

NOITE

19h Sessão Temática: “Por outras práticas pedagógicas, outros saberes em interfaces escola-comunidade: exercícios decoloniais”
Bruno Kaingang (Instituto Estadual de Educação Indigena Angelo Manhká Miguel – Terra indígena Inhacora – São Valério do Sul, RS)
Joaquim Maná (Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre – Educação Indígena)
Eldo Carlo Gomes (Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre – Educação Indígena)
Mediadora: Ana Patrícia Chaves Ferreira
21h Solenidade de encerramento
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação da Ufac

Mais informações: http://www.simposioufac.com

Contato: linguagens.identidades.ufac@gmail.com

XIX Semana de Educação – Ufac e I Seminário de Estudos e Pesquisas em Política, Gestão, Trabalho e Formação Docente

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A XIX SEMANA DE EDUCAÇÃO promovida pelo Curso de Pedagogia da UFAC e o I SEMINÁRIO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM POLÍTICA GESTÃO, TRABALHO E FORMAÇÃO DOCENTE (GEPPEAC) visam discutir, conjuntamente, “As Políticas Públicas Atuais e os seus Impactos na Formação e no Trabalho Docente”. O referido tema emerge do fato de, no contexto mundial e, especialmente, nacional, a sociedade demandar do Estado Brasileiro explicitação do lugar que ocupa a educação no conjunto das políticas por ele traçadas. O evento pretende reunir pesquisadores e profissionais da educação, oportunizando o debate e a reflexão sobre as políticas educacionais e o processo de formação docente, constituindo-se em um locus privilegiado de aprendizagens e de construção de saberes.
     A temática sugere diversas possibilidades de análises e desdobramentos, como a preocupação com as políticas de financiamento, de gestão, de avaliação, de currículo e de formação docente que, normalmente, são tratadas de modo aligeirado e excludente. Neste contexto, exige-se do educador uma tomada de decisão que se sobreponha de modo intervencionista, a fim de identificar espaços de ações que impulsionem a transformação da realidade educacional na qual esteja inserido. Participe!
Acesse o site aqui

Dissertação sobre Educação Inclusiva é defendida no PPGLI

Com o tema “Práticas de letramento para alunos com deficiência em uma escola comum inclusiva em Cruzeiro do Sul/Acre”, a mestranda Sônia Elina Sampaio Enes defendeu sua dissertação na manhã do dia 31 de agosto.

Participaram da Banca Examinadora a Profa. Dra. Maria Aldecy Rodrigues de Lima – Presidente/Orientadora – UFAC, a Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado – Membro – UFAC e a Profa. Dra. Aline Cleide Batista – Membro – UFPB.

Conferência de Eliane Potiguara marca o segundo dia do Seminário Linguagens e Culturas Indígenas

IMG_1833.JPGA escritora e ativista indígena, Eliane Potiguara, foi uma das personalidades convidadas para o primeiro Seminário Linguagens e Culturas Indígenas, realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac).

Durante a conferência “A necessidade da literatura diante do mundo globalizado” Potiguara falou da literatura indígena, da construção e formação da identidade indígena e ainda dos desafios da cultura de paz.

“Quando escrevemos, pintamos, dançamos, estamos enfrentando esse mundo capitalista, neoliberal, globalizado que quer nos diminuir como ser humano”, ressalta Potiguara.

A escritora disse ainda que as pessoas precisam se envolver com as causas sociais e políticas para que o mundo se transforme em lugar melhor: “Nossa missão na terra é promover a paz”, disse lembrando que enquanto isso não for prioridade o mundo continuara desigual.

A conferência foi realizada na tarde desta terça-feira, 30, no bloco da Pós-Graduação da Ufac.

Potiguara

Eliane Potiguara tem um currículo extenso, foi uma das brasileiras indicada ao projeto internacional “Mil mulheres ao prêmio Nobel da Paz”, em 2005. É fundadora do Grupo Mulher – Educação Indígena (GRUMIN) e trabalhou na construção da Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra.

A ativista que também é professora tem várias obras publicadas, dentre elas, “Metade Cara, Metade Máscara”, “O Coco que Guardava a Noite”, “A Cura da Terra” e o “Pássaro Encantado”.

PublicaçãoLogo Nepan

Um dos legados do seminário é pareceria feita com a Nepan Editora, vinculada ao Núcleo de Estudos das Culturas Amazônicas e Pan-Amazônicas, para publicação em E-Book do livro “Metade Cara, Metade Máscara”, que em breve será disponibilizado ao público gratuitamente.

Seminário

O Seminário Linguagens e Culturas Indígenas teve início na segunda-feira, 29, e encerra na quarta-feira, 31.  As atividades estão acontecendo no bloco dos mestrados da Ufac.

Além de palestras, oficinas e conferências, o visitante do evento pode ainda comprar cerâmica Apurinã, filmes, games, pôsteres, colares e brincos Huni Kuin.

O evento é uma ação do Programa de Pós-Graduação em Letras e do Programa de Extensão Escambos Culturais: Linguagens Artísticas, Saberes Acadêmicos e Não Acadêmicos, em conjunto com o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin).

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Seminário sobre linguagens e culturas indígenas começa na Ufac

Seminário sobre linguagens e culturas indígenas começa na Ufac

Iniciou na manhã desta segunda-feira, 29, na Universidade Federal do Acre (Ufac), o 1º Seminário de Linguagens e Culturas Indígenas. O evento é aberto ao público e acontece até o dia 31, no bloco dos Mestrados, com o objetivo de refletir sobre a necessidade de não dicotomizar as relações entre língua e literatura, além de discutir as culturas e os modos de vida de distintos povos indígenas.

O seminário é um desdobramento do 9º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, que tratou de línguas e literaturas indígenas. O coordenador do programa de pós-graduação em Letras: Linguagens e Identidade, mestrado da Ufac, Gerson Albuquerque, pretende manter ações em parceria com os povos indígenas para realização de oficinas. “Queremos que os indígenas entrem na universidade na condição de professores”, disse. “Existe um debate interno entre os indígenas, pelo qual eles afirmam que a universidade tem iniciativas para eles, mas é preciso fazer ‘com’ eles. Eles têm muito a nos ensinar.”

O evento é uma realização da Ufac, por meio do programa de mestrado em Letras e do programa de extensão Escambos Culturais: Linguagens Artísticas, Saberes Acadêmicos e Não Acadêmicos, em parceria com o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin).

Para a coordenadora do programa de extensão Escambos Culturais: Linguagens Artísticas, Saberes Acadêmicos e Não Acadêmicos, Raquel Ishii, o objetivo maior do seminário é promover e difundir a cultura indígena, compreendendo seus conhecimentos. “Os saberes indígenas são tão importantes quanto os saberes acadêmicos”, afirmou a professora. “Isso é próprio da extensão: a troca e a relação, sem hierarquia, entre a universidade e a sociedade.”

A programação inclui exposição de cerâmica, oficinas, mesas-redondas, conferências e apresentações musicais. A artista plástica Narubia Werreria, a escritora Eliane Potiguara e o Movimento dos Artistas Huni Kuin (Mahku) são alguns dos convidados.

Postado em: 29/8/2016

Fonte: ASCOM/UFAC

Formação de professores de espanhol é tema de dissertação defendida no PPGLI

Ocorreu na tarde do dia 29, a defesa da dissertação intitulada “O lugar da cultura boliviana no currículo modelado: uma experiência na formação de professores de Espanhol no Acre”, de autoria do mestrando Cleilton França dos Santos.

Participaram da Banca Examinadora Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado – Presidente/Orientadora – UFAC, Profa. Dra. Valda Inês Fontenele Pessoa – Membro – UFAC e Profa. Dra. Ednaceli Abreu Damasceno – Membro – UFAC.