A doutoranda Fernanda Cougo Mendonça participa, em conjunto com outros pesquisadores, da coletânea “Mestres da Ayahuasca em contextos religiosos”, organizada por Maria Betânia B. Albuquerque e Wladimyr Sena Araújo. A obra reúne pesquisas sobre as configurações socioeducativas das religiões ayahuasqueiras em suas três vertentes: Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal e está entre as cinco finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024 – eixo Ciência e Cultura, categoria Ciências da Religião.

Com o capítulo intitulado “Um mestre rouxinol: a voz poética de um dos arautos do Rei Juramidam”, Fernanda compartilha algumas notas da pesquisa de mestrado realizada em diálogo com o senhor Luiz Mendes, O Orador do Mestre Raimundo Irineu Serra.

Fernanda Cougo foi aluna do curso de mestrado também no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) e orientanda do Prof. Gerson Albuquerque. Defendeu sua dissertação em 2016, com o título “Memórias e Artes Verbais de Luiz Mendes do Nascimento: O Orador do Mestre Irineu”.

Atualmente, Fernanda cursa seu doutorado no PPGLI e segue com a pesquisa intitulada “Dimensões Femininas do Centro Eclético Flor do Lótus Iluminado, CEFLI: Memórias e Narrações de/acerca de Mulheres Anciãs e Ancestrais dessa Comunidade Amazônica do Daime (Ayahuasca)”

Mais sobre a obra:

A obra analisa como determinados mestres, que se tornaram líderes religiosos em um contexto histórico-social determinado, empreenderam um projeto sociorreligioso e educativo ao sedimentarem igrejas no interior da floresta amazônica, considerando como eixo do processo de ensino e aprendizagem o uso da bebida sagrada ayahuasca. A maioria desses mestres não passou pelos bancos de uma escola formal de ensino, tendo sido formados na chamada escola da vida ou em uma pedagogia cultural, com base em suas experiências de vida e de trabalho. Ao construírem seus saberes a partir das plantas professoras, esses mestres assumem papel de educadores ao transmitirem o que aprenderam a diversos praticantes, criando verdadeiras escolas de conhecimentos. Mas quem foram, efetivamente, esses sujeitos? De onde vieram? Como e em que contexto foram formados? Que saberes construíram? São reflexões que atravessam os diversos capítulos deste livro, construídos a partir do trabalho minucioso de intelectuais, cujos estudos acadêmicos se voltaram para as religiões ayahuasqueiras e seus respectivos mestres e mestras. O livro é, assim, um convite para desbravar formas outras de ser, viver e aprender ocorridas entre sujeitos humanos e não humanos, a exemplo das plantas professoras.

Fonte: Editora Mercado de Letras

Para adquirir a obra clique aqui: https://www.mercadodeletras.store/mestres-da-ayahuasca-em-contextos-religiosos/p

Sobre os organizadores

Maria Betânia B. Albuquerque – Doutora em Educação pela PUC-SP, com Pós-Doc. pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Pará; Membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre Psicoativos; Autora dos livros: ABC do Santo Daime (2007); Padrinho Sebastião: máximas de um filósofo da floresta (2009); Epistemologia e Saberes da Ayahuasca (2011) e Sabenças do Padrinho (2021). E-mail: mbbalbuquerque@gmail.com

Wladimyr Sena Araújo – Mestre em Antropologia Social pela Unicamp e doutor em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Autor do livro Navegando sobre as Ondas do Daime: história, cosmologia e ritual da Barquinha (1999). É também co-organizador da obra O Uso Ritual da Ayahuasca (2002), Corpo em Trânsito: ensaios sobre imagem, cidade e memória (2021), Estudos de religiões e religiosidades: abordagens plurais (2022), História e represen-tações em contextos de religiões e religiosidades (2023), Sobre paisagens, memórias e cidades (2023), Cosmologias, meio ambiente e mudanças climáticas (2023), além de organizar o dossiê Ayahuasca e sua interface com memória, poder e saúde, para a Revista Tempo Amazônico.

Participam da coletânea:

Edson Lodi – Jornalista e Escritor.

Marcelo Simão Mercante – Doutor em Human Sciences pela Saybrook University. Mestre em Antropologia pela UFSC.

Patrick Walsh – Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília.

Paulo Alves Moreira – Doutor em Antropologia (UFBA).

Ricardo Assarice Santos – Mestre em Ciência da Religião pela PUC-SP.

Vanessa Paula Paskoali – Mestra em Ciências Sociais pela PUC-SP.

Fonte: Com informações da Editora Mercado de Letras

Sobre o Prêmio:

Foram quase 2.000 obras inscritas. As vencedoras de cada categoria serão anunciadas na cerimônia de premiação, no dia 06 de agosto, em São Paulo.

Criado em 1958 e outorgado anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti é o mais tradicional e prestigiado prêmio do livro do País, conferindo aos vencedores o reconhecimento da comunidade leitora do Brasil.

O Prêmio Jabuti Acadêmico é dedicado às obras acadêmicas, científicas, técnicas e profissionais, e visa a reconhecer e divulgar os autores e editores que se dedicam a esses segmentos, bem como incentivar e valorizar a excelência da produção acadêmica no Brasil. A avaliação de conteúdo é baseada em três critérios: Relevância e Qualidade, Inovação, e Potencial de Impacto.

Para saber mais sobre o Prêmio, critérios de avaliação, premiação e regulamento em geral acesse: www.premiojabuti.com.br/academico/

Coletânea finalista do prêmio Jabuti tem participação de doutoranda do PPGLI-Ufac