Programa “Asas da Florestania” e discursos que inventam a Amazônia são analisados em dissertação de mestrado

Com o título “O programa asas da florestania/fundamental como varadouro de mão dupla: encurtando caminhos entre governo, escola e povos da floresta”, o aluno do Mestrado em Letras da Universidade Federal do Acre, Amarílio Saraiva de Oliveira, defendeu sua dissertação de mestrado no último dia 29 de dezembro, finalizando as defesas do ano de 2016 junto ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI)

“Minha dissertação toma como base conceitual os estudos de expressão amazônica, identificando nos discursos literários as intenções de invenção da Amazônia. Esses discursos são, nos governos da Frente Popular do Acre, substituídos pelo discurso florestânico, que pretende redesenhar a identidade acreana, alinhando-a aos vultos, personagens e episódios que marcaram a saga acreana rumo à afirmação de sua identidade”, sintetiza Amarílio.

A defesa contou com a participação da Profa. Dra. Maria Aldecy Rodrigues de Lima, Presidente da Banca e orientadora, da Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado, membro interno ao PPGLI e do Prof. Dr. Sérgio Roberto Gomes de Souza, membro externo ao programa.

“O Governo da Frente Popular, em seu afã de implementar o conceito de Florestania, fez migrar este termo para a nomenclatura de políticas públicas, como o Programa Asas da Florestania”, explica Amarílio Oliveira que, à luz da Análise de Conteúdo de Laurece Bardin, constrói categorias de análise organizadas em três eixos: 1) Construindo varadouros para encurtar caminhos; 2) Varadouros como oportunidade de crescimento a partir da floresta; 3) Redefinindo varadouros e sentidos.

A Profa. Dra. Maria Aldecy Rodrigues de Lima que orientou a dissertação avalia como satisfação o resultado apresentado pelo recém mestre. “O trabalho de orientação do Amarílio foi uma oportunidade de estabelecer contato com a literatura de expressão Amazônica e com as estratégias de avaliação de políticas públicas. O orientando sempre se mostrou disposto e disciplinado nas diferentes etapas do processo, o que facilitou com que ele concluísse seu trabalho num período recorde de 21 meses, se colocando no lastro de uma tradição que se desenha no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade, que procura diminuir o tempo de apresentação de defesas, dentro do tempo que a CAPES estabelece como desejável. O trabalho, como se manifestou a banca examinadora composta pela Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado e pelo Prof. Dr. Sérgio Roberto Gomes de Souza, atende a todas as prerrogativas do mestrado, razão porque nos alegramos e nos estimulamos a continuar firmes na construção de resultados como esse”, concluiu.

Natural da cidade de Mâncio Lima, Amarílio relata as dificuldades enfrentadas durante os quase dois anos de estudos e como o Seminário de Pré-qualificação foi importante para a melhor definição de seu objeto de pesquisa. “Morando na cidade de Mâncio Lima, onde desenvolvo minhas atividades profissionais, tive que me deslocar para Rio Branco durante o período das disciplinas, intercalando o tempo de estudo com o trabalho concentrado que se acumulava em minhas saídas. No entanto, o suporte teórico e metodológico socializados nas aulas, me ajudaram a definir objeto e método, principalmente após as atividades do seminário de pré-qualificação. A partir dali, pude trabalhar com mais foco e aprendi a fazer as inserções e exclusões sugeridas, passando a ter mais segurança na construção do trabalho”, finalizou.

A dissertação de Amarílio Oliveira poderá ser acessada em breve no site do Mestrado em Letras da Ufac no endereço http://www.posletrasufac.com

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2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira

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