DELEGAÇÃO DO PPGLI DA UFAC APRESENTA TRABALHOS EM EVENTOS INTERNACIONAIS

Congresso Tradic_a_o Oral.jpegUma delegação acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre (Ufac) apresentou trabalhos, no período de 2 a 12 de agosto, em três grandes eventos de literatura que movimentaram o meio acadêmico da cidade de Lima, capital do Peru: o 2º Congresso Internacional de Literatura Latino-Americana, 1º Congresso Latino-Americano de Tradição Oral e o 7º Congresso Internacional de Estudantes de Literatura (Conelit).

A delegação, composta por seis estudantes e pelo professor Marcello Messina, viajou do câmpus de Rio Branco em um micro-ônibus da Ufac até a fronteira, em Assis Brasil. Em seguida, se deslocou até cidade de Puerto Maldonado para embarcar em vôo comercial com destino à capital peruana. A delegação contou ainda com a participação da professora Suerda Mara Monteiro Vital Lima (egressa do PPGLI) e do professor Hélio Rodrigues da Rocha, que reside em Porto Velho – RO.

Contemplada com auxílio financeiro para participação em eventos de pós-graduação, a delegação da Ufac discutiu com pesquisadores de várias partes do mundo temáticas como as poéticas orais e história latino-americana; literatura e identidade; literatura latino-americana; cultura, outridade e discursos políticos; violência, memória, invisibilidade e racialidade; música e corpos que não importam; raça, gênero e sexualidade no funk brasileiro.

Na opinião do professor Marcello Messina, a ida dos mestrandos a esses congressos é motivo de orgulho para o curso e um passo importante para ampliar a aproximação com as fronteiras bolivianas e peruanas. Segundo ele, ações como essas vêm sendo realizadas, a exemplo da ocorrida no ano passado com a participação na edição boliviana das Jornadas Andinas de Literatura Latino-Americana (Jalla), evento de grande porte que na edição de 2018 vai ser realizada na Ufac.

“Podemos nos dedicar a esses diálogos, sem necessariamente sermos obrigados a viajar milhares de quilômetros, gastando grandes somas de dinheiro com passagens caras, para disseminar nossa pesquisa nos centros econômicos e políticos do Brasil. Tanto no Congresso de Tradição Oral quanto no Congresso de Estudantes de Literatura, dos quais participei, havia propostas extremamente interessantes, especialmente no que diz respeito ao repensamentodecolonial de conceitos academicamente cristalizados na história e na literatura”, destacou o professor, que já planeja se inscrever nas próximas edições de ambos os eventos.

A mestranda Letícia Porto participou do Congresso de Tradição Oral e do Conelit e diz  que a experiência a ajudará a desenvolver melhor sua pesquisa no curso. “Foi a primeira vez que participei de um evento assim e foi uma experiência gratificante falar um pouco sobre as temáticas com as quais me identifico.”

Já Carlos David Larraondo apresentou duas comunicações no Congresso de Literatura Latino-Americana, realizado pelo Instituto Raúl Porras Barrenechea, e relata que teve a oportunidade de conhecer estudos culturais e literários de diversos lugares da América Latina. “Pude entrar em contato com escritos latino-americanos que não conhecia e entender as diferentes metodologias, abordagens e objetos de estudos que são de interesse da comunidade acadêmica da nossa América Latina. Foram dias de grande aprendizado”, comemorou.

O mestrando Jaidesson Peres foi integrante da mesa, com o professor Hélio Rocha e a colega de curso Lays Emmanuelle Viéde, que debateu sobre poéticas orais e história latino-americana. Apresentando um estudo a respeito da obra do poeta amazonense Thiago de Mello, o estudante afirmou que encontrou no Congresso de Literatura Latino-Americana o espaço ideal para expor a poética de expressão amazônica. “A Amazônia, tanto no Brasil como no Peru, ainda é tratada como região periférica, e a expressão poética de Thiago de Mello está intimamente ligada à Amazônia. Busquei mostrar com este trabalho o compromisso desse poeta que alcançou reconhecimento nacional contra a marginalização da região e a destruição ambiental”, finalizou.

 

Relação dos trabalhos que foram apresentados pela delegação da Ufac

 

2º Congresso Internacional de Literatura Latino-Americana

“As atrocidades do colonialismo no Putumayo durante o boom da indústria da borracha”, Hélio Rodrigues da Rocha.

“O canto do uirapuru: a floresta poética de Thiago de Mello”, Jaidesson Oliveira Peres e Maria Rosana Lopes.

“Eju orendive: corpos em palavras: brôMC’s e a (com)posição da alteridade no entre-lugar Guarani-Kaiowá”,  Lays Emanuelle Viédes Lima e Gerson Rodrigues de Albuquerque.

“Trânsitos culturais em ‘Um defeito de cor’, de Ana Maria Gonçalves”, Rodrigo Monteiro de Carvalho.

“A heterotopia do som no conto ‘A terceira margem do rio’, de Guimarães Rosa”, Carlos David Larraondo Chauca e Suerda Mara Monteiro Vital Lima.

“Um ‘Inkarri textual’ na narrativa de Pedro Granados”, Suerda Mara Monteiro Vital Lima e Carlos David Larraondo Chauca.

McOndo, La noche es virgen y la subversión carnavalesca del lenguaje
Jesús Diez Canseco Carranza

1º Congresso Latino-Americano de Tradição Oral

“Violência, memória, (in)visibilidades e racialidade: perspectivas transcontinentais”, Marcello Messina, Teresa Di Somma e Letícia Porto Ribeiro.

“A trajetória de Maria Auxiliadora Oliveira Schneider e algumas reflexões na oralidade da Colônia Cinco Mil, Igreja do Santo Daime”, Rodrigo Monteiro de Carvalho.

 

7º Congresso Internacional de Estudantes de Literatura

“A Música e os corpos que (não) importam: reações na música popular a massacres perpetrados pelo Estado”, Letícia Porto Ribeiro e Marcello Messina.

“Do rebolado à faxina: questões de raça, gênero e sexualidade entre Ludmilla e Biel”, Teresa Di Somma e Marcello Messina.

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