Prof. Dr. Hélio Rocha lança livro na bienal do livro de Brasília
Nota pública

Um dos papeis das sociedades científicas é divulgar o que é feito na sua área de atuação, de maneira acessível e precisa, bem como apontar equívocos que se propagam a respeito de sua especialidade.
Por isso, a Abralin, uma associação com mais de meio século, sente-se na obrigação de manifestar-se publicamente sobre absurdos ditos durante o debate presidencial de 16/10. Mais do que um discurso partidário, trata-se de manter um rigor científico e de levar informação de qualidade ao público em geral, já que os absurdos tocam diretamente a área da Linguística, sobre a qual temos a prerrogativa e o dever de nos manifestarmos.
Precisamos primeiramente chamar a atenção para o fato de que um “milagre da alfabetização”, pelo qual crianças seriam alfabetizadas em seis meses, só é concebível numa concepção extremamente simplista e simplória de “alfabetização” e, segundo a qual, se a criança sabe que “c+a=ca”, ela está alfabetizada. Ora, qualquer pessoa da área de linguística ou da área de pedagogia, especialmente a que lida com educação básica, sabe que essa “definição” de alfabetização está muito longe de representar o que vem a ser minimamente saber ler e escrever com alguma desenvoltura. Se a solução fosse tão simples, não teríamos 41% das crianças em fase de alfabetização incapazes de ler frases simples, apesar dos jogos miraculosos que supostamente estão à disposição das escolas básicas.
Adicionalmente, embora seja consenso entre educadores a ideia de que trazer um tanto de lúdico para o processo de aprendizagem auxilia e muito no sucesso da tarefa, já é consenso também que a gamificação não é a solução para todos os males. “Fazer um joguinho” para alfabetizar crianças é outra vez uma maneira bastante simplista e simplória de entender o problema de ensino/aprendizagem. Além disso, “fazer um joguinho” dessa natureza coloca problemas computacionais não triviais: os “sistemas tutoriais inteligentes” são complexos, demandam toda uma conversa multidisciplinar, pelo menos cientistas da computação e pedagogos, porque é necessário estabelecer os objetivos da aprendizagem, pensar no perfil do usuário do jogo a ser elaborado e também nos requisitos do sistema para que esse sistema tutorial inteligente atinja seus objetivos. Aqui também, pensar que uma tecnologia educacional são figurinhas coloridas pululantes numa tela é de uma profunda ingenuidade, na melhor das hipóteses. E nem vamos discutir aqui o problema do acesso a rede e a bons equipamentos (um celular bom, no mínimo), para que essa solução possa ser vislumbrada.
Quer saber o que é alfabetização? Veja a conferência da profa. Magda Soares, associada da Abralin e especialista da área, em https://www.youtube.com/watch?v=UnkEuHpxJPs
CARTA DE NITERÓI: EM DEFESA DA VIDA, DAS AMPLAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS E DA CIÊNCIA, COM LULA PRESIDENTE
Adendo – Seleção pública de candidato(a)s para o preenchimento de 20 (vinte) vagas para o Curso de Mestrado e 15 (quinze) vagas para o Curso de Doutorado em Letras: Linguagem e Identidade – Turmas 2023
Inscrições XV LIA – últimos dias!
CONVOCATÓRIA
A Universidade Federal do Acre apresenta a 15ª edição do Congresso Linguagens e Identidades Amazônicas a ser realizado no período de 07 a 09 de dezembro de 2022, de forma virtual.
Neste ano, em parceria com as Universidades Federais do Amazonas e do Amapá, o congresso terá como eixo central a crítica aos marcos históricos que cercam o bicentenário da “Independência” do Brasil, compreendendo que os discursos que permeiam as celebrações oficiais têm, de forma sistemática, invisibilizado a violência e os diferentes estágios colonizatórios no ontem e no hoje.
Além de pesquisadores, alunos e professores de Ensino Médio e Superior, as inscrições estendem-se também à comunidade em geral e poderão ser feitas gratuitamente pela internet, no site www.congressolia.com
Interessados em inscrever-se como comunicadores orais devem submeter suas propostas a partir dos seguintes eixos temáticos:
1. Línguas e Literaturas Indígenas
2. Territórios e Fronteiras
3. Ensino de Línguas e Formação de Professores
4. Artes e Estéticas nas Amazônias e Pan-Amazônia
5. Culturas, Cidades e Patrimônios
6. Diversidade Linguística e Cultural nas Amazônias
7. Memória, História e Oralidade
8. Mundos do Trabalho nas Amazônias
9. Estudos de Gênero, Raça e Classe Social
10. Educação Escolar Indígena
11. Estudos do Discurso
12. Tradução Cultural e Estudos da Tradução
13. Movimentos Sociais nas Amazônias
14. As Florestas e as Cidades na História e na Literatura
Mais informações podem ser obtidas por e-mail: congressolia@gmail.com
Cronograma
Submissão de resumos em sessão de comunicação livre: 14 de setembro a 28 de setembro 2022
Liberação de cartas de aceite: entre 17 e 21 de outubro de 2022
Submissão de artigos completos para publicação E-book: 24 de outubro a 04 de novembro 2022
Resultado da submissão de artigos completos para publicação ebook: 30 de novembro de 2022
Inscrições gerais de participação como ouvinte: de 14 de setembro a 07 de dezembro de 2022
Realização:
Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI/UFAC)
Programa de Pós-Graduação Profissional em Ensino de História em Rede Nacional (PPGPEH/UFAC)
Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/Unifap)
Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFAM)
Apoio:
Anpuh – Acre
Grupo de Pesquisa História e Cultura, Linguagem, Identidade e Memória – GPHCLIM/UFAC
Rede de Intercâmbio e Cooperação Acadêmica nas Amazônias | Programas de Pós-Graduação em Linguística e Literatura
Laboratório de Interculturalidade – LABINTER/UFAC
Laboratório de Digitalização, Recuperação e Reprodução de Fontes Documentais – CEPRODOC
Centro de Idiomas da UFAC
Convite
PPGLI da Ufac obtém nota 5 na avaliação quadrienal 2017-2020
A partir desta segunda-feira (12/9), a Capes está publicando, oficialmente, o resultado preliminar da avaliação dos programas de pós-graduação de todo o país na quadrienal 2017-2020. Nessa avaliação, o Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac alcançou o conceito Muito Bom, com a nota 5, que indica sua consolidação no âmbito do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).
Esse desempenho é resultado de muitos fatores, a começar pela mudança de postura assumida pelo Colegiado do Programa desde o ano de 2013, acompanhando de perto as orientações dos documentos da Área Linguística e Literatura, passando pela implementação de um conjunto de ações: ajustes na estrutura curricular, definição de normas claras de credenciamento e descredenciamento de docentes, revisão nos processos de ingresso, acompanhamento sistemático de discentes, cumprimento de prazos, princípios éticos e boas práticas na pesquisa, ampliação da produção de docentes e discentes, entre outras que contou com o apoio institucional, por meio da Propeg, garantindo a viabilização de demandas e a melhoria da estrutura para funcionamento do Programa.
Um dos pontos de destaque na avaliação é a identidade do PPGLI voltada para a formação de profissionais qualificados para a docência no ensino superior e para a produção de pesquisas científicas com foco prioritário nas diferentes realidades sociais dos mundos amazônicos e pan-amazônicos e suas diversidades linguísticas, étnicas, culturais e identitárias. Sem perder de vista, sua posição estratégica em espaços/tempos da Amazônia Sul-Ocidental, o Programa intensificou parcerias em nível regional, nacional e internacional, com ações de pesquisa, ensino e extensão, realizando ainda uma série de importantes eventos e fazendo com que a Ufac se tornasse um ponto de referência em discussões teórico-metodológicas e outras temáticas candentes da atualidade. No que diz respeito às políticas de inclusão, desde o ano de 2013, o PPGLI tem assegurado reserva de vagas para pessoas indígenas, pessoas pretas e pessoas com deficiência, como forma de contribuir com o estabelecimento de uma política institucional para assegurar o ingresso e a permanência de discentes cotistas.
Não por acaso, na avaliação da quadrienal 2013-2016, o PPGLI alcançou o conceito Bom, passando da nota 3 para a nota 4. No ano de 2018, veio a aprovação da proposta do doutorado e agora, como resultado da avaliação 2017-2020, o conceito Muito Bom, com a nota 5, que sinaliza não apenas a justeza das mudanças operadas anteriormente, mas a abnegação, a confiança e o envolvimento de mestrando(a)s, doutorando(a)s, corpo técnico-administrativo, docentes e egressos na proposta do Programa e em sua consolidação.
II Seminários Abertos de Pesquisa – SEA
Entre os dias 12 e 16 de setembro de 2022, o Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Ufac realiza o II Seminários Abertos de Pesquisa – SEA, com o objetivo de debater e divulgar as pesquisas em andamento doutorandos do programa que estão cursando o componente curricular Seminário de Tese II.
O evento, que é gratuito, será todo realizado de modo virtual através do Google Meet, com participação dos docentes do programa como debatedores de pesquisas.
“É sempre um momento rico para todos os participantes. Debater as pesquisas em andamento permite visualizar melhor nossos objetivos de investigação”, comentou o Prof. Dr. Gerson Albuquerque, coordenador do programa.
O seminário é aberto ao público em geral e as inscrições para ouvintes/participantes simples podem ser feitas até dia 11 de setembro através do link https://forms.gle/SHSom9e7Zrbphzgf9 A certificação é de 20h, sendo exigido um mínimo de 75% de presença.
Palestra: Introducción a los métodos mixtos de investigación: lecciones aprendidas de investigaciones en Ciencias Sociales
A terceira palestra do “V Ciclo de Palestras e Debates do Grupo de Estudos em Análise do Discurso e Ensino de Línguas – Geadel, Dialogando Sobre Metodologias de Pesquisa Aplicadas aos Estudos das Língua(Gens) e de Educação, acontecerá em 08/09/2022.
Horário: 14h às 16h – Horário Acre / 16h às 18h – Horário Brasília (Brasil)
Palestrante: Dra. Sara Villagrá Sobrino (Universidad de Valladolid – UVA, Espanha)
Título da Palestra: Introducción a los métodos mixtos de investigación: lecciones aprendidas de investigaciones en Ciencias Sociales
Mediador(a): Dra. Maristela Alves de Souza Diniz (UFAC)













