NOTA DO FÓRUM CHSSALLA SOBRE OS RECURSOS PARA A CAPES

O Fórum de Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, juntamente com as associações e sociedades científicas a ele filiadas vêm a público manifestar a preocupação com os recursos para o desenvolvimento da pós-graduação brasileira, especialmente por meio da ação da CAPES.

Reconhecemos que o ano de 2023 tem sido momento de retomada de programas importantes na CAPES em um contexto de retorno do diálogo e de respeito à comunidade científica que compõe a pós-graduação nacional. A atualização dos valores das bolsas de mestrado e doutorado foi uma ação contundente de reconstrução das condições de trabalho.

Entretanto, o período anterior de cortes e ataques ao sistema não deixou condições para retroagir. Mesmo compreendendo os limites da execução orçamentária de 2023,
nos juntamos à preocupação expressa por outras entidades quanto ao contingenciamento de recursos que comprometem a finalização das atividades do ano em curso.

Assim, destacamos a necessidade premente da garantia de que a Lei do Orçamento Anual (LOA) considere a necessidade de manutenção e contínua expansão do sistema de pós-graduação e exortamos o Congresso Nacional a ser sensível a esta questão. Além de seu papel estratégico de formação de quadros, a pós-graduação é responsável por grande parte da pesquisa de ponta realizada no Brasil.

Neste contexto, consideramos também que o debate orçamentário precisa garantir continuamente equidade no fomento para todas as áreas do conhecimento.

Subscrevem esta nota:
Fórum das Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes
(FCHSSALLA)
Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF)
Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT)
Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS)
Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB)
Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber)
A Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de
Relações Públicas (ABRAPCORP)
Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Associação Brasileira de Professores de Italiano (ABPI)
Associação Brasileira de Professores de Língua Inglesa da Rede Federal de Ensino
Básico, Técnico e Tecnológico (ABRALITEC)
Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)
Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD)
Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)
Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM)
Associação Brasileira de História Oral (ABHO)
Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)
Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE)
Associação Nacional de História (ANPUH)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo (ANPTUR)
Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial (ABPEE)
Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO)
Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação
(SOCICOM)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM)
Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS)
Associação Nacional de pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação
(ANCIB)
Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP)
Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP)
Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS)
Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC)
Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM)

PROFESSORES UFAC SÃO ELEITOS PARA A DIREÇÃO DA ANPOLL

Com a chapa “As políticas de pesquisa e pós-graduação na área de Linguística e Literatura em um país de múltiplas fronteiras, múltiplas culturas, múltiplas língua(gens) e múltiplas identidades”, os professores Gerson Albuquerque e Shelton Lima de Souza, foram eleitos para a direção da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll), respectivamente, nos cargos de Presidente e Secretário Geral. A eleição e posse ocorreu na noite da última quinta-feira (5/10), durante a Assembleia Geral que encerrou o 37º Enanpoll, congresso que reúne as coordenadoras e os coordenadores de Programas de Pós-Graduação da Área de Linguística e Literatura de todo o país e os coordenadores de Grupos de Trabalho da entidade. Além dos dois docentes da Ufac, também integram a nova diretoria as professoras Juciane Cavalheiro (UEA) e Renata Rolon (UEA), e os professores Allison Leão (UEA) e Fernando Simplício (Unir).

Essa eleição representa um marco de significativa importância para a Ufac e para as demais instituições dos integrantes da nova diretoria da Anpoll, especialmente, porque desde sua fundação, no ano de 1984, em quase quarenta anos de existência, essa é a primeira vez que a direção e encontros nacionais dessa entidade, que é uma das mais respeitadas organizações de promoção de discussões políticas no terreno da pesquisa científica e da pós-graduação no país, se deslocam para a região Norte. Dentre os integrantes da diretoria recém empossada, quatro atuam no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac, indicando de modo significativo a inserção e o reconhecimento desse Programa em nível nacional. 

No cerne do plano de trabalho da diretoria que comandará os rumos da Anpoll no biênio 2023-2025 está a visão de que este é um momento propício para a inserção de espaços/tempos amazônicos na cartografia dos encontros, das reuniões, dos debates e das lutas da ANPOLL. Com isso, tem-se a possibilidade de colocar discentes e docentes de PPGs das instituições amazônicas em contatos e diálogos diretos com as principais pesquisadoras e pesquisadores da Área Linguística e Literatura em nível nacional, buscando a ampliação das arenas de debates sobre as diferentes espacialidades e temporalidades brasileiras e, especialmente, sobre as diferentes territorialidades, língua(gens) e narrativas amazônicas, tecidas por sujeitas e por sujeitos indígenas e não indígenas com diferentes modos de existências.

Mais que isso, a nova diretoria assume o desafio de envidar esforços  para a produção de políticas de pesquisa e de pós-graduação que contribuam para a plena consolidação dos PPGs da área, sobretudo, em instituições que estão fora do eixo das principais capitais brasileiras, a exemplo das universidades amazônicas, constituídas por pesquisadoras e por pesquisadores que produzem estudos de significativa importância para a comunidade científica nacional e internacional, não obstante às inúmeras assimetrias presentes no território nacional. A proposta central é pensar políticas de pesquisa e de pós-graduação que, sem deixar de valorizar os aspectos positivos e os avanços obtidos pelos PPGs da Área de Linguística e Literatura nos diferentes estados da federação brasileira (tendo como espelho os programas consolidados que ocupam os estratos superiores no sistema de avaliação da CAPES), procurem tecer intercâmbios e partilhas pelas margens transfronteiriças com a intenção de problematizar noções de internacionalização que ignoram a dimensão continental  do país e, principalmente, as existências, as língua(gens) e as culturas de milhares de mulheres, de crianças e de homens de diferentes povos indígenas que vivem no território nacional (a maior parte deles nas Amazônias) e de grupos de pessoas não indígenas – inclusive pessoas surdas com suas diferentes línguas de sinais – que se constituem como sujeitas e como sujeitos com vivências diretamente relacionadas às Amazônias e a outros espaços/tempos brasileiros e sul-americanos.

Grupo de Estudo: Discurso, subjetividades e histórias filmadas

O Grupo de Estudo em “Discurso, subjetividades e Histórias Filmadas” tem como objetivo refletir e ampliar as discussões acerca da análise das materialidades fílmicas, a partir dos estudos discursivos foucaultianos, dos estudos da descolonização e das teorias do cinema.

Ementa: A partir de Histórias Filmadas sobre os Povos Indígenas, da Diáspora Africana e suas interseções, a proposta do grupo de estudos é refletir sobre como documentários, filmes, vídeos e reportagens produzem verdades, por meio de jogos de poderes, que atravessam como flechas (Deleuze,1996) as palavras, as coisas, as imagens e os corpos. Através das fraturas da colonialidade, nossa proposta é visibilizar os regimes de luz e apagamento que permitem a emergência de uma insurreição de saberes outrora dominados. Para análise dessas narrativas, partiremos dos pressupostos dos Estudos Discursivos de Michel Foucault, dos Estudos de Descolonização e das Teorias do Cinema.

Coordinador: Maurício Neves-Corrêa
Datas: 06/10, 20/10, 27/10, 03/11, 24/11, 08/12. (Os encontros continuarão em 2024)

Horário: 09h30min às 11h30min

Inscrições: de 09h do dia 25/09 às 12h do dia 29/09/2023

Local: Sala 02 – Bloco da Pós-Graduação

Modalidade: Presencial

Público-alvo: Estudantes, professores e interessados pela temática.

Obs: 13 vagas – A seleção será por ordem de inscrição.

Link de inscrição: https://forms.gle/w7uMkUx6zkLV6sTC8

Grupo de estudo em: Literatura infantojuvenil nas Amazônias: produção, circulação e recepção

O grupo de estudo “Literatura infantojuvenil nas Amazônias: produção, circulação e recepção” tem a intenção de conhecer, discutir e problematizar as produções literárias infantojuvenis produzidas sobre e nas Amazônias. Quem está produzindo? Quais são os escritores? Quais as temáticas abordadas? Quais estéticas literárias são utilizadas na construção das narrativas? Quais as identidades construídas nessas narrativas? Questões como essas serão pontuadas no grupo na tentativa de conhecermos e divulgarmos essa produção ao meio acadêmico e aos professores que atuam em sala de aula.

Ementa: A perspectiva do grupo de estudo é apresentar o contexto literário contemporâneo da Literatura infantojuvenil nas Amazônias por meio de narrativas escritas por escritores e ilustradores indígenas e não indígenas perfazendo a construção de um novo leitor. A literatura infantojuvenil contemporânea requer um leitor atento, curioso, questionador e disposto a ser um coautor da narrativa. Esse leitor presente e requisitado nas narrativas é uma característica peculiar dessas histórias que trazem várias linguagens em sua estrutura. Seja a linguagem verbal, visual, das cores, da cultura, do social, do histórico. São linguagens que, em colaboração, proporcionam uma experiência estética. Escritores como Daniel Munduruku (PA), Cristino Wapichana (RR), Thiago de Mello (AM), Daniel da Rocha Leite (PA), Maciste Costa (PA), Ilma Galhardo (TO), Danielle Soares (AM), Rubens Cavalcante (RO), Tiago Hakiy (AM), Isol (Argentina), Issa Watanabe (Peru), Gabriela Romeu (SP), Irene Freitas (AM), Roger Mello (DF), Lucia Tucuju (RR), Antonio Alves (AC) e outros, comporão o grupo de narrativas a serem lidas e problematizadas.

Ministrante: Profa. Dra. Iza Reis Gomes

Datas: 04/10, 18/10, 01/11, 22/11, 29/11, 20/12 (os encontros continuarão em 2024)

Horário: 14h30min às 16h30min.

Inscrições: de 09h do dia 22/09 às 12h do dia 29/09/2023

Local: Sala 02 – Bloco da Pós-Graduação

Modalidade: Presencial

Público-alvo: estudantes, professores e interessados pela Literatura infantojuvenil nas/das Amazônias.

Obs: 10 vagas – A seleção será por ordem de inscrição.

Link do formulários: https://forms.gle/eLuekJVV9dRn8xCi6

Tese defendida no PPGLI estuda Gêneros discursivos em perspectiva diacrônica

Ocorreu no ultimo dia 15, a defesa pública de tese da doutoranda Ana Cláudia de Souza Garcia “Gêneros discursivos em perspectiva diacrônica: uma análise dialógica do gênero notícia em periódicos da cidade de Cruzeiro do Sul (AC), de 1953 a 2021”.

A atividade ocorreu no auditório do Bloco da Pós-Graduação – térreo, no campus-sede da Ufac, em Rio Branco – AC.

Participaram da Banca Examinadora a Profa. Dra. Juciane dos Santos Cavalheiro (UFAC/UEA) – Orientadora/Presidente (por meio de web conferência), Profa. Dra. Maria da Glória Corrêa di Fanti (PUC/RS) – Examinadora Externa (por meio de web conferência), Profa. Dra. Sheila Viera de Camargo Grillo (USP) – Examinadora Externa (por meio de web conferência), Profa. Dra. Simone Cordeiro de Oliveira (UFAC) – Examinadora Interna e Profa. Dra. Paula Tatiana da Silva-Antunes (UFAC) – Examinadora Interna.

Tese defendida no PPGLI estuda Narrativas e leituras de si: trajetórias de mulheres negras na Amazônia Acreana

Ocorreu no ultimo dia 12, a defesa pública de tese do doutorando Evandro Luzia Teixeira “Narrativas e leituras de si: trajetórias de mulheres negras na Amazônia Acreana”.

A atividade ocorreu no auditório do Bloco da Pós-Graduação – térreo, no campus-sede da Ufac, em Rio Branco – AC.

Participaram da Banca Examinadora o Prof. Dr. Gerson Rodrigues de Albuquerque (UFAC) – Orientador/Presidente, Profa. Dra. Alexandra Santos Pinheiro (UFGD) – Examinadora Externa (por meio de web conferência), Profa. Dra. Luciane Viana Barros Páscoa (UEA) – Examinadora Externa (por meio de web conferência), Profa. Dra. Juciane dos Santos Cavalheiro (UFAC/UEA) – Examinadora Interna (por meio de web conferência) e Prof. Dr. Marcello Messina (UFAC/SFEDU) – Examinador Interno (por meio de web conferência).