EDITAL DE SELEÇÃO PARA CREDENCIAMENTO DE PROFESSORES NO PPGLI

O presente Edital torna pública a abertura de inscrições para o processo seletivo de
credenciamento de novos professores ao Programa de Pós-Graduação em Letras:
Linguagem e Identidade (PPGLI), Curso de Mestrado em Letras: Linguagem e
Identidade da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Confira o Edital

EDITAL DE ELEIÇÃO PARA COORDENADOR E VICE-COORDENADOR DO PPGLI

O Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), em reunião plenária realizada no dia 17 do mês de novembro de 2014, em conformidade com o que dispõem o Regimento Geral dos Programas e Cursos de Pós-Graduação stricto sensu da UFAC e a legislação em vigor, torna público o processo de eleição para Coordenador e Vice-Coordenador do PPGLI para o biênio 2015-2016, nos marcos estabelecidos pelo presente Edital.

Amazônia e incentivo à pesquisa foram as temáticas abordadas no VIII Simpósio de Letras da Ufac

Amazônia e incentivo à pesquisa foram as temáticas abordadas no 8º Simpósio de Letras da Ufac

“O simpósio deixou de ser um evento da Ufac e passou a ser um acontecimento da Ufac”, declarou o professor e um dos organizadores do 8º Simpósio “Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental” e do 7º Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia”, Gerson Albuquerque.

O evento que ocorreu na Universidade Federal do Acre (Ufac), entre os dias 3 e 7 de novembro reuniu cerca de 500 pessoas entre palestrantes, participantes e ouvintes. Sessões de comunicações livres, grupos de trabalho, minicursos, palestras e apresentações culturais fizeram parte da programação do simpósio.

Segundo o professor, o simpósio é um acontecimento que está mais voltado para espaços de apresentações de resultado de pesquisa. “Quando você apresenta já tem um resultado imediato, porque o aluno faz a pesquisa solitariamente, mas quando ele apresenta, o ato de falar sobre a pesquisa o leva a pensar sobre ela. Então essa apresentação é um espaço também de produção de resultado”, disse. Albuquerque destaca ainda que o simpósio ganha pela proposta de manter essa relação com pesquisadores de outros locais, outras nacionalidades, o que aponta para novos caminhos de pesquisa e de investigação.

Avacir Gomes é professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), campus Rolim de Moura, e possui um Grupo de Estudo e Pesquisa sobre as Espacialidades Amazônicas (GEAM), que é a tentativa de compreender qual é a interferência da cultura de grupos humanos que se adentram e se apropriam de determinados espaços. A metodologia desenvolvida na pesquisa é através da história oral.

“Olhando a programação vi que teria um minicurso sobre história oral, então incentivei minhas orientandas a apresentarem as pesquisas no simpósio. E aqui nós participamos de todas as atividades como comunicações livres, minicurso, as palestras e as atividades culturais. O que importa é a riqueza dessas atividades. Troca de experiências e participar de um evento que está acontecendo aqui e simultaneamente em outro lugar e você tem que escolher qual que vai atender melhor suas expectativas, então o evento foi muito bom e ano que vem espero estar aqui novamente”, contou Gomes.

Para a monitora Ghislaine Brito, do curso de Letras/Espanhol, participar de eventos com caráter científico é muito importante durante a vida acadêmica. “Na universidade são eventos como esse que nos propõe a manter relações com outros cursos e com outras pessoas que vem de fora. Então além de ampliar a nossa visão de mundo como estudantes da universidade, ainda nos possibilita participar de minicursos tão importantes como o que fiz que envolvia questões e métodos de pesquisas”, relatou.

Postado em: 10/11/2014

Fonte: ASCOM/UFAC

Estudo sobre letramento é tema de dissertação defendida no PPGLI

Na tarde de hoje, 13, ocorreu a defesa de dissertação da mestranda Weima Paula Nogueira Lima da Cruz, cujo tema é  “PARA APRENDER A LER E ESCREVER: um estudo sobre o letramento”.

Participaram da banca examinadora as professoras doutoras Elisabete Carvalho de Melo – Presidente, Luciete Basto de Andrade Albuquerque – UFAC e Nair Ferreira Gurgel do Amaral – UNIR.

Professor de Literatura de La Paz ministrou minicurso no VIII Simpósio de Letras

Professor de Literatura de La Paz ministrou minicurso no 8º Simpósio de Letras

O professor de Literatura Guillermo Mariaca Iturri, da Universidad Mayor de San Andrés (Umsa), localizada em La Paz (Bolívia), foi convidado para o 8º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, que encerra suas atividades nesta sexta-feira, 7, no campus sede da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Além de ter proferido conferência no dia da abertura do evento (segunda-feira, 3), conduziu o minicurso “El Poder de la Palabra, para uma Teoria Literaria Hispano-Americana”, durante quatro dias do simpósio, de 4 a 7 deste mês, no turno vespertino, totalizando uma carga horária de 20 horas.

O professor boliviano fez, em castelhano, uma exposição sobre a presença da Teoria Literária na América Latina, falando de crises nessa área, do modo de produção cultural em associação com a identidade nacional e da função do intelectual estudioso da literatura. Nomes como Henríquez Ureña, Alfonso Reyes, Octavio Paz, Ricardo Piglia, Oswald de Andrade e Antonio Candido foram referenciados por ele em suas explicações.

Para Iturri, os colonizados da América Latina compartilham a responsabilidade de construção de um novo mundo, porque este mundo moderno em que se vive é uniforme e de reiteração. “O mundo moderno é profundamente endogâmico, que se repete a si mesmo, sempre, todos os dias, num círculo vicioso”, disse. “Este minicurso pretende compreender este círculo vicioso da modernidade.”

Pós-doutor em História Cultural da América Latina, Iturri alega que os latino-americanos padecem por séculos nesse mundo uniforme. “Estamos cansados de fazer-lhe radiografias, de construir denúncias e fazer de nossas narrativas um masoquismo perpétuo”, analisou. “A democracia em nossos países é insuficiente; não se trata de eleger outros governantes, se trata de construir uma democracia que nos torna possível inventar um novo mundo.”

Segundo Iturri, os artistas e os intelectuais são peças-chave na elaboração de um novo mundo. “Eles nos falam da catástrofe, mas também, simultaneamente, que podemos construir esse mundo impossível”, considerou. O professor entende que, devido à devastação ambiental e ao aquecimento dos oceanos, poderá haver um novo dilúvio. “Neste momento, o Noé dessa nova inundação não deveria ser um político ou profeta”, declarou. “Deveria ser um artista, alguém que promova a construção coletiva de mundos impossíveis, não alguém que nos ilumine e que nos conduza como ovelhas por um só caminho.”

Ouvintes

Ricardo Souza, professor de Espanhol, foi um dos ouvintes do minicurso. Ele veio de Roraima para apresentar um trabalho de mestrado feito pela universidade federal de seu Estado e também se matriculou no minicurso, o qual avalia de forma positiva. “É mais que necessário para minha área e pesquisa de mestrado”, disse. “Foi muito enriquecedor participar dos debates e ouvir as explanações.”

A plateia foi composta, na maioria, por alunos do curso de mestrado em Letras: Linguagem e Identidade da Ufac. Um deles, Jairo Souza, associou o minicurso às linhas de pesquisa do mestrado. “É um convite à ideia de desconstrução, produzindo outra perspectiva de entendimento”, ponderou. “A turma, de uma maneira geral, não está surpresa com a temática, porque o nosso mestrado aponta para essa abordagem.”

Iturri, juntamente com o conferencista peruano Luis Alberto López, foram as atrações internacionais do 8º Simpósio de Letras, que contou com diversas atividades acadêmicas e culturais.

Postado em: 7/11/2014

Fonte: ASCOM/UFAC

Mateus Aleluia se apresenta no último dia do VIII Simpósio de Letras da Ufac

Mateus Aleluia se apresenta no último dia do 8º Simpósio de Letras da Ufac

O cantor, compositor e músico baiano, Mateus Aleluia, se apresentará nesta sexta-feira, 7, no anfiteatro Garibaldi Brasil, da Universidade Federal do Acre (Ufac), às 20h.  A palestra musical sobre a cultura afro-barroca, performance do cantor, encerrará a programação do 8º Simpósio “Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental” e do 7º Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia’, que ocorre de 3 a 7 de novembro.

Com o recital “Palestra Musical Afro-Barroca”, que aborda temáticas sobre a cultura africana e indígena e sua miscigenação com a cultura barroca trazida pelos europeus, buscando conscientizar o público para os povos oriundos da África, o músico interpretará canções próprias e de outros autores. Aleluia utiliza recursos audiovisuais como documentários e imagens para enriquecer o debate sobre as questões da África e o Brasil.

A palestra trata ainda de noções de cidadania, preservação do meio ambiente e sustentabilidade. O objetivo é sensibilizar alunos, professores, comunidades educacionais e a sociedade. Além de propiciar o diálogo orientado sobre o afrodescendente e o papel do negro na formação sociocultural e econômica do mundo.  A apresentação tem duração de 2h. A entrada é gratuita.

Confira um pouco do trabalho do artista:

Postado em: 6/11/2014

Fonte: ASCOM/UFAC

Minicurso sobre circo é ministrado no VIII Simpósio de Letras da Ufac

Minicurso sobre circo é ministrado no 8º Simpósio de Letras da Ufac

“Circo social: acrobacias circenses como prática pedagógica de ensino” é um dos 13 minicursos que estão sendo oferecidos no 8º Simpósio “Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental” e do 7º Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia”. O evento acontece na Universidade Federal do Acre (Ufac) desde segunda-feira, 3, e vai até sexta-feira, 7 de novembro.

O minicurso foi ministrado pelo professor do curso de Artes Cênicas da Ufac, Christian Morais, que possui ainda, uma formação em circo social pela Usina de Artes de Rio Branco. “Essa iniciativa nasceu da minha vontade de discutir o circo, é algo que não é muito explorado dentro do nosso estado e o curso tem o objetivo de mostrar o circo por outras perspectivas e estimular a arte”, explica.

Arte corporal do circo, acrobacias e modalidades foram as atividades que o professor desenvolveu com os participantes durante as aulas. “Aqui a gente faz coisas que fazíamos na infância, só que de maneira mais aprimorada e com técnica. Esses movimentos podem ser trabalhados dentro da sala de aula promovendo a interdisciplinaridade, além de desenvolver o corpo do aluno e apreciação pela arte”, afirmou Morais.

“Eu vi no curso a oportunidade de buscar coisas novas para passar para os meus alunos quando estiver lá na escola, não ficar no conformismo. Aqui eu vi uma oportunidade de aprender sobre o circo. Faz bem para o corpo, para a alma, para a mente, não precisa ser um profissional para que tenhamos que aplicar essas técnicas futuramente, pois fazemos por nós mesmos”, declarou o estudante de Educação Física/Licenciatura, Sandesson Souza.

Fonte: ASCOM/UFAC

Postado em: 6/11/2014

Grupos de trabalho reúnem pesquisadores de vários estados do Brasil no VIII Simpósio de Letras

Grupos de trabalho reúnem pesquisadores de vários estados do Brasil no 8º Simpósio de Letras

Durante a programação do 8º Simpósio “Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental” e do 7º Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia”, que ocorre de 3 a 7 de novembro, na Universidade Federal do Acre (Ufac), Grupos de Trabalho (GT) se reúnem para compartilharem projetos de diversas temáticas com pesquisadores de todo país.

“Memória, cultura e literatura: relações entre Amazônia e África” é o GT mediado pela professora e pesquisadora, Divanize Carbonieri, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Segundo a professora o grupo foi idealizado justamente para promover uma aproximação entre as literaturas da Amazônia e as literaturas africanas.

Pesquisadoras de Rondônia e do Mato Grosso participaram desse GT, na manhã desta quarta-feira, 5. Temas como “O jardim de Astrid Cabral: antropomorfização ou alteridade vegetal?”; “O mito Cinta-Larga e a experiência radical da alteridade animal: reflexões iniciais”; “Silêncio e memória: rupturas e revelações em Belodev (1987) de Toni Morrison” e “Hibridismo e Identidade em A Question of power de Bessie Head”, foram apresentados e posteriormente discutidos pelas participantes.

“Tentamos verificar temas que fossem semelhantes, porque não é uma questão de homogeneização das literaturas, até porque não seria possível, mas era uma tentativa de colocar em contraponto essas literaturas que retratam situações tão diferentes mas que tem uma identidade”, explicou Carbonieri.

Para a pesquisadora Divanize os GTs servem para o compartilhamento de ideias e para a democratização do pensamento. “Evitar o preconceito, esse é o objetivo desse GT, pois estamos em busca da quebra da hierarquização da literatura, pois não existe literatura melhor ou superior às outras”, afirmou.

Carbonieri destacou ainda que o estudo das diferentes literaturas possibilita a discussão e os contrapontos do assunto. A professora acredita que a temática vai ajudar na formação dos profissionais de letras e incentivará a quebra dos preconceitos com as literaturas, para que possam compartilhar as vozes desses povos silenciados.

Raiane Girard que está finalizando a graduação em Letras/Português com ênfase em Literatura, na Universidade Federal de Rondônia (Unir), desenvolve uma pesquisa há três anos sobre a relação do homem e do animal a partir da visão de um autor indígena. Para a estudante o simpósio de letras no Acre é uma oportunidade importante para a divulgação da pesquisa.

“A proposta do nosso trabalho é apresentar o desenvolvimento da nossa pesquisa em eventos tanto dentro do nosso estado quanto fora. E como é difícil encontrar eventos na região norte que possibilitem esse diálogo, principalmente na minha área, que é a discussão indígena. O simpósio em letras da Ufac oferece o espaço que eu preciso, não é qualquer lugar que eu posso me apresentar, pois tem a questão do enquadramento com a temática do evento”, disse Girard.

Outros 10 grupos de trabalho ocorrem simultaneamente durante o evento. De acordo com a programação as discussões ocorrerão até 6 de novembro em salas da universidade.

Fonte: ASCOM/UFAC

Postado em: 5/11/2014

Conferencista peruano apresenta-se no simpósio de Letras

Conferencista peruano apresenta-se no simpósio de Letras

Uma das atrações internacionais do 8º Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental foi a conferência do professor Luis Alberto López, proferida em espanhol na noite dessa terça-feira, 4, no anfiteatro Garibaldi Brasil. López é diretor de Atividades Culturais e Vida Comunitária da cidade de Saint Lambert, em Quebec, no Canadá, e possui doutorado em Literatura Comparada pela Universidade de Montreal.

O professor, nascido em Otuzco, no Peru, começou a conferência intitulada “La poética. Una proposición desde la literatura americana” fazendo menção ao convite-tema do simpósio: “Artes, Silêncios e Silenciamentos”. “Arte é o que se sabe, se sabe um pouco e se vê”, disse. “O silêncio é o que não se sabe; o silenciamento é o que não se sabe que não se sabe.”

Segundo ele, sua conferência resumia um trabalho de 20 anos de pesquisa e fora preparada para um congresso em Porto Rico, mas se sentia honrado em apresentá-la “num lugar importante, o umbigo da América”. Integrante da segunda geração da Filosofia da Libertação (movimento filosófico da América Latina), que tem em Enrique Dussel um dos seus grandes expoentes, López fez uma exposição de representações criadas pelo eurocentrismo, que se constituem, em sua opinião, farsas para o silenciamento e doutrinamento do outro, no caso, o ser latino-americano.

Conferencista peruano apresenta-se no simpósio de Letras

Entende-se eurocentrismo como uma visão de mundo que elege a Europa como protagonista na elaboração da história e da sociedade moderna. “A ciência europeia é toda uma farsa institucional”, disparou López, ao falar de questões conceituais envolvendo os termos “poiética” e “poética”. Discutindo literatura, tautologia, a bíblia, modernidade e colonialismo, o conferencista promoveu uma desconstrução e desmistificação de conceitos transmitidos como verdades absolutas pelo mundo ocidental.

“O nome de Jesus Cristo é Yeshua de Nazaré, não é Jesus Cristo: outra farsa ocidental”, exemplificou López. Após a parte teórica da palestra, ele apresentou slides para fazer uma leitura de imagens, seguindo a apresentação na mesma linha de interpretação. Depois, a conferência foi encerrada e abriu-se espaço para as perguntas da plateia.

FONTE: ASCOM/UFAC

Postado em: 5/11/2014