O Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Universidade Federal do Acre (Ufac), acaba de publicar aquarta edição eletrônica de “Muiraquitã: Revista de Letras e Humanidades”. O periódico tem publicação semestral e edição da Ufac, através do PPGLI.
Conforme explica o coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, a revista acadêmica foi criada em 2004, com uma única edição no formato impresso. “Quase dez anos após o lançamento desse primeiro número, retomamos a linha editorial da ‘Muiraquitã’ e lançamos o volume 2, número 1, em 2013, também impresso, acatando sugestões da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]”, conta o coordenador.
Albuquerque informa que a revista foi transformada em um periódico eletrônico em 2015. “Na ocasião, lançamos o volume 3 com os números 1 e 2. No ano que acaba de se encerrar, 2016, lançamos o volume 4, também com os números 1 e 2.”
Com caráter científico e dedicada, preferencialmente, à publicação de textos inéditos multidisciplinares nas áreas de linguística, letras e artes, ciências humanas e ciências sociais, a “Muiraquitã” é uma revista sem fins lucrativos que tem como objetivo promover o intercâmbio, a circulação e a difusão de estudos e pesquisas nas áreas de interesse.
Produzida na Amazônia, a “Muiraquitã” tem como um dos focos principais mobilizar e envolver pesquisadores, professores e estudantes de graduação e pós-graduação de universidades dessa macrorregião, bem como manter relações com as experiências de professores da educação básica e de movimentos sociais das florestas e cidades amazônico-andinas. O periódico está dividido em seções, que incluem artigos, ensaios, resenhas e entrevistas e estão disponibilizadas, gratuitamente, na internet.
Na “Muiraquitã” podem ser publicadas contribuições livres ou vinculadas a dossiês temáticos organizados por profissionais do PPGLI da Ufac e de outras instituições ou programas de pós-graduação. Os textos devem ter entre 15 e 30 laudas quando artigos; máximo de 15 laudas em caso de entrevistas; de dez a 20 laudas para ensaios e até dez laudas se forem resenhas. As contribuições são recebidas em fluxo contínuo, mas semestralmente também são realizadas chamadas oficiais. A próxima publicação está agendada para julho.
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
Com o título “O programa asas da florestania/fundamental como varadouro de mão dupla: encurtando caminhos entre governo, escola e povos da floresta”, o aluno do Mestrado em Letras da Universidade Federal do Acre, Amarílio Saraiva de Oliveira, defendeu sua dissertação de mestrado no último dia 29 de dezembro, finalizando as defesas do ano de 2016 junto ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI)
“Minha dissertação toma como base conceitual os estudos de expressão amazônica, identificando nos discursos literários as intenções de invenção da Amazônia. Esses discursos são, nos governos da Frente Popular do Acre, substituídos pelo discurso florestânico, que pretende redesenhar a identidade acreana, alinhando-a aos vultos, personagens e episódios que marcaram a saga acreana rumo à afirmação de sua identidade”, sintetiza Amarílio.
A defesa contou com a participação da Profa. Dra. Maria Aldecy Rodrigues de Lima, Presidente da Banca e orientadora, da Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado, membro interno ao PPGLI e do Prof. Dr. Sérgio Roberto Gomes de Souza, membro externo ao programa.
“O Governo da Frente Popular, em seu afã de implementar o conceito de Florestania, fez migrar este termo para a nomenclatura de políticas públicas, como o Programa Asas da Florestania”, explica Amarílio Oliveira que, à luz da Análise de Conteúdo de Laurece Bardin, constrói categorias de análise organizadas em três eixos: 1) Construindo varadouros para encurtar caminhos; 2) Varadouros como oportunidade de crescimento a partir da floresta; 3) Redefinindo varadouros e sentidos.
A Profa. Dra. Maria Aldecy Rodrigues de Lima que orientou a dissertação avalia como satisfação o resultado apresentado pelo recém mestre. “O trabalho de orientação do Amarílio foi uma oportunidade de estabelecer contato com a literatura de expressão Amazônica e com as estratégias de avaliação de políticas públicas. O orientando sempre se mostrou disposto e disciplinado nas diferentes etapas do processo, o que facilitou com que ele concluísse seu trabalho num período recorde de 21 meses, se colocando no lastro de uma tradição que se desenha no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade, que procura diminuir o tempo de apresentação de defesas, dentro do tempo que a CAPES estabelece como desejável. O trabalho, como se manifestou a banca examinadora composta pela Profa. Dra. Tânia Mara Rezende Machado e pelo Prof. Dr. Sérgio Roberto Gomes de Souza, atende a todas as prerrogativas do mestrado, razão porque nos alegramos e nos estimulamos a continuar firmes na construção de resultados como esse”, concluiu.
Natural da cidade de Mâncio Lima, Amarílio relata as dificuldades enfrentadas durante os quase dois anos de estudos e como o Seminário de Pré-qualificação foi importante para a melhor definição de seu objeto de pesquisa. “Morando na cidade de Mâncio Lima, onde desenvolvo minhas atividades profissionais, tive que me deslocar para Rio Branco durante o período das disciplinas, intercalando o tempo de estudo com o trabalho concentrado que se acumulava em minhas saídas. No entanto, o suporte teórico e metodológico socializados nas aulas, me ajudaram a definir objeto e método, principalmente após as atividades do seminário de pré-qualificação. A partir dali, pude trabalhar com mais foco e aprendi a fazer as inserções e exclusões sugeridas, passando a ter mais segurança na construção do trabalho”, finalizou.
A dissertação de Amarílio Oliveira poderá ser acessada em breve no site do Mestrado em Letras da Ufac no endereço http://www.posletrasufac.com
2016 – Defesa de dissertação de Amarílio Saraiva de Oliveira
2016 – Defesa de dissertação de Jirlany Marreiro Bezerra
2016 – Defesa de dissertação de Jirlany Marreiro Bezerra
2016 – Defesa de dissertação de Jirlany Marreiro Bezerra
2016 – Defesa de dissertação de Jirlany Marreiro Bezerra
2016 – Defesa de dissertação de Jirlany Marreiro Bezerra
A Professora Dra. Francielle Maria Modesto Mendes, orientadora da mestranda do Programa em Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), Jirlany Marreiro Bezerra, avaliou na tarde desta terça-feira (20), a dissertação “Entre as grades e as ruas: Estudo do percurso da mulher no sistema prisional de Sena Madureira – Acre” como mais um dos estudos que contribuem para o avanço e a produtividade dos trabalhos acadêmicos da Universidade Federal do Acre (UFAC).
A pesquisa de Jirlany Bezerra, que discute a reincidência da mulher no sistema prisional no município de Sena Madureira, seus deslocamentos e desconstruções identitárias decorrentes, foi analisada por Francielle Modesto como fruto de um intenso contato entre orientando e orientador, revelando um processo de profundos debates e estudos sobre o tema em questão. “A Jirlany é a minha primeira orientanda a defender. Sempre demonstrou muito interesse pela pesquisa e uma ampla busca por orientação, de modo que todos os erros e acertos nesse percurso são nossos. Vejo grandes avanços no seu trabalho, principalmente por observar o contato registrado entre a aluna e a banca durante o período de sua pesquisa. Fico muito feliz em ter trilhado esse caminho como sua orientadora”, disse.
Baseada nos conceitos de Erving Goffman, Michel Foucault, Stuart Hall, Kathryn Woodward, a mestranda mencionou em sua defesa que à medida que ouvia os relatos de experiências de diferentes mulheres reincidentes, pôde construir um olhar sobre a realidade vivenciada por elas. Uma realidade inacabada, deslocada e desconstruída. “Esse olhar me permitiu uma reflexão sobre o processo de violência, de poder, de verdade e de discurso em que todos os sujeitos, em especial, as mulheres presas, vivenciam, marcando em suas identidades fissuras que ultrapassam o limite do tempo e da razão”, observou ela.
Fizeram ainda parte da banca avaliadora o Professor Dr. Hélio Rodrigues da Rocha, da Universidade Federal de Rondônia, e a Professora Dra. Marisol de Paula Reis Brandt, que possui doutorado em Sociologia e é professora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFAC. Marisol Reis parabenizou as escolhas teóricas, o esforço e a coragem da mestranda em pesquisar um tema polêmico e complexo para a sociedade e a academia. Hélio Rocha também parabenizou a dedicação de Jirlany Bezerra e seu compromisso com a academia como mais uma aluna do PPGLI que apresenta a defesa de sua dissertação em 21 meses, antes, portanto, do prazo limite de 24 meses. “Sem dúvida alguma é uma luta contra o tempo. E isso já é um mérito. Temos aqui um trabalho que contribuirá muito para a academia não somente a nível regional, mas nacional”, afirmou.
A professora Francielle Modesto, assim como o professor Hélio Rocha são ex-alunos do Mestrado em Letras: Linguagem e Identidade e atualmente integram o corpo docente do PPGLI. “Eu que fui aluna desse mestrado não canso de dizer que tive excelentes referências e apoio nos momentos de dificuldades e lutas da minha pesquisa e, por isso mesmo, me sinto feliz em fazer parte dos trabalhos de orientação, contribuindo para que mais uma aluna saia daqui como uma pesquisadora, como é o caso da Jirlany Bezerra”, disse Francielle.
O coordenador do PPGLI, Professor Dr. Gerson Rodrigues Albuquerque, recorreu à máxima de que nada acontece por acaso, reiterando que com dissertações como a de Jirlany Bezerra, e de outros alunos do Mestrado em Letras, é possível mostrar que podemos produzir estudos de qualidade que geram impactos para a sociedade, refletindo o empenho de mestrandos e orientadores. “Certamente dissertações como essa fazem o programa crescer ainda mais. A coordenação do programa apostou na qualificação de seus indicadores de avaliação, como a redução do tempo das defesas, e hoje colhe os frutos de vários anos de trabalho”, disse o coordenador.
Jirlany Bezerra é natural de Sena Madureira. É psicóloga e trabalhou por um longo período no sistema prisional do município. Atualmente, atua como professora do Instituto Federal do Acre (IFAC), no município de Sena Madureira. Ao finalizar sua apresentação, Jirlany agradeceu todas as considerações feitas ao seu trabalho e disse que sua maior lição durante o Mestrado em Letras foi compreender que ela deve seguir estudando e aprendendo, pois essa é uma tarefa interminável para o ser humano.
2016 – Defesa de dissertação de Jirlany Marreiro Bezerra
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
“Frente à contemporânea política brasileira, em que a maioria dos parlamentares pátrios engendram discursos conservadores, neoliberais, dissonantes com os reais anseios do povo, notadamente os hipossuficientes, bem como erigem políticas públicas de retrocesso social, na pesquisa realizada analisamos a fala do Deputado Federal Constituinte Ulysses Guimarães quando da solenidade de promulgação da Constituição Federal de 1988, em 5 de outubro daquele ano.”. Com essas palavras, o aluno do Mestrado em Letras: Linguagem e Identidade da Ufac, Tayson Ribeiro Teles, sintetiza o tema de sua dissertação defendida na tarde do dia 15 de dezembro, no Auditório da Pós-Graduação da Ufac, cujo título é “A fala de Ulysses Guimarães no ato promulgador da Constituição de 1988: uma análise bakhtiniana”.
Tayson elegeu o filósofo e historiador russo marxista Mikhail Bakhtin para promover suas análises, tendo em vista a fala de Ulysses ser, segundo o mestrando, “um signo ideológico totalmente vinculado ao seu contexto de produção. Na relação ato humano-contexto, Bakhtin nos faz perceber que a fala de Ulysses não foi um ato particular, individual, interno ou interior de Ulysses, mas sim uma fala social (coletiva), que traz em si um ‘discurso social’ presente no Brasil, desde o movimento das ‘Diretas Já'”, afirma Teles.
Formado em Administração Financeira, técnico-administrativo da UFAC e aluno do curso de Direito da mesma instituição, Tayson confessa que cursar o mestrado em Letras foi um desafio para ele. “A Administração e o Direito são conhecimentos em demasiado positivistas, estruturalistas, tecnicistas e alienantes. Doutrinadores forjam teorias que perduram sendo aceitas como verdade por séculos, como se a realidade não se modificasse, novas ideologias não surgissem. Dinheiro, poder e egoísmo integram o baldrame dessas ditas ‘Ciências’. Busquei o mestrado [em letras] para problematizar, no limite de minha pesquisa, a sociedade em que vivo, bem como minha vida. Foram 2 anos incríveis. A multi, inter e transdisciplinariedade do programa permitiram-me leituras fenomenais.”, avalia.
A banca examinadora da defesa da dissertação foi composta pelo Prof. Dr. Elder Andrade de Paula, presidente e orientador, pelo Prof. Dr. Silvio Simione da Silva, membro interno e pela Profa. Dra. Paula Tatiana da Silva, membro externo. Ao término de sua arguição, a Profa. Paula Tatiana dirigiu-se ao mestrando, parabenizando-o por ter se disposto a realizar pesquisa na área de letras. “Apesar de não ser formado nessa área, você desenvolveu um estudo em Linguística Aplicada. Existe muita polêmica em torno do debate da área. Muitos se acham donos dela, mas nós não somos.”, finalizou.
Tayson Ribeiro Teles é mais um dos mestrandos do PPGLI a defender sua dissertação em tempo recorde: 21 meses. O tempo máximo é de 24 meses. Sobre este aspecto, o Prof. Dr. Elder Andrade, orientador da pesquisa, reafirma o mérito do trabalho do recém mestre. “Desde o Seminário de Pré-Qualificação, em maio deste ano, Tayson já possuía muita densidade em sua pesquisa. Isso, somado à intensa dedicação às leituras, possibilitou que ele concluísse sua dissertação antes do prazo previsto, mesmo tendo que estudar e trabalhar”, enfatizou.
2016 – Defesa de dissertação de Tayson Ribeiro Teles
Prof. Dr. Francisco Bento da Silva, Coordenador eleito para o biênio 2017-2018
As eleições para Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da UFAC ocorreram durante todo o dia de hoje, 15, no Bloco da Pós-Graduação, Campus Sede, e, em Cruzeiro do Sul, no campus Floresta.
A única chapa inscrita para disputar o pleito foi a chapa composta pelo Prof. Dr. Francisco Bento da Silva, candidato a Coordenador, e Prof. Dr. Elder Andrade de Paula, candidato a Vice-Coordenador.
Prof. Dr. Elder Andrade de Paula, Vice-Coordenador eleito para o biênio 2017-2018
A eleição foi paritária entre as três categorias: docentes, técnico-administrativos e discentes, sendo que cada urna correspondeu, portanto, a 33,3% do total de votos.
A chapa foi eleita com 98,1% de aprovação entre os votos válidos correspondendo a 31,5% dos votos dos discentes, 33,3% dos votos dos docentes e 33,3% dos votos dos técnico-administrativos.
Pela primeira vez, em 10 anos, entre professores e técnico-administrativos, uma chapa obteve 100% de aprovação dos votos válidos. Entre os discentes, a aprovação da chapa foi de 94,7% dos votos válidos.
“Este resultado é a legitimidade que precisamos para consolidar o programa, tendo em vista a necessidade de dar continuidade às ações já implementadas pela atual gestão do PPGLI, como a redução do tempo das defesas, a inserção e impacto social por meio dos eventos acadêmicos, a qualidade da pesquisa e o combate ao plágio acadêmico, além da periodicidade da Revista Muiraquitã Eletrônica e publicações de E-Books de discentes e docentes, por meio da Nepan Editora. Enquanto alguns desejam uma pesquisa e pós-graduação de costas para o século XXI, nós caminhamos em direção à qualificação do programa, junto aos critérios de avaliação da CAPES”, disse o novo coordenador do PPGLI, o Prof. Francisco Bento.
Considerando o universo de votantes, 70% da comunidade acadêmica apta a votar foi às urnas nessa eleição, registrando um dos mais baixos níveis de abstenção nas eleições para coordenação do PPGLI.