Revista Muiraquitã: Dossiê Linguagens e diversidades nas Amazônias

v. 12 n. 1 (2024): Dossiê Linguagens e diversidades nas Amazônias

APRESENTAÇÃO:

DOSSIÊ

ARTIGOS

RESENHAS

ENTREVISTAS

IV Seminário Aberto de Pesquisa – SEA

Nos dias 01 e 02 de agosto, o Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Ufac realiza o IV Seminário Aberto de Pesquisa – SEA, com o objetivo de debater e divulgar as pesquisas em andamento de doutorandos do Programa, que estão cursando o componente curricular Seminário de Tese II.

O evento é gratuito, e será realizado presencialmente no auditório do Bloco da Pós-Graduação , com participação dos docentes do Programa como debatedores de pesquisas.

Período de inscrições para ouvintes: do dia 26 a 31 de julho de 2024. Link: Inscrições para o IV Seminário Aberto de Pesquisa – PPGLI/UFAC

A certificação é de 16h, sendo exigido um mínimo de 75% de presença.

Programação

Convocatoria para becas en la Amazonia brasileña

El Programa de Posgrado em Letras: Lenguaje e Identidad de la Universidad Federal de Acre, Brasil, está ofreciendo 7 (siete) vacantes para becas para estancia de maestría (3 vacantes) e doctorado (4 vacantes) para estudiantes de posgrado de países latinoamericanos.

Las informaciones sobre las becas y las inscripciones, que van hasta el 8 de agosto de 2024, están disponibles en el siguiente enlace:: https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/bolsas/bolsas-e-auxilios-internacionais/encontre-aqui/paises/multinacional/programa-move-la-america

Estudante da Universidade Mackenzie que fez intercâmbio acadêmico no PPGLI da Ufac defende tese sobre a literatura brasileira contemporânea

Luana Jéssika Della-Flora, no Rio Croa – Cruzeiro do Sul – Acre.

Orientada pela Professora Dra. Ana Lúcia Trevisan, a doutoranda Luana Jéssika Della-Flora defendeu recentemente a Tese de Doutorado intitulada “Literatura brasileira contemporânea e as narrativas de uma nação (im)possível: parir um país, reaprender a nascer”. Em uma significativa passagem de suas conclusões, acompanhando as reflexões de Édouard Glissant, Luana destaca que é

“necessário reivindicar uma literatura imprópria, que faça circular experiências e sensibilidades outras, que mudem a estrutura do conhecimento, que desenclausurem outros modos de saber e sentir; uma literatura desenquadrada, desenterradora, plural, relacional, em rede. Nesse sentido, tendo em vista as análises literárias apresentadas neste trabalho, podemos entender a narrativa reticular como uma estratégia que permite que a inapropriação habite o texto. E pensando nessas formas outras, retomando a natureza (mas não só ela, e sim o Todo-o-Mundo) enquanto sujeito que lembra, sente e sabe, podemos compreender a reticularidade como forma de imbricamento dos modi pensandi, operandi and vivendi. E talvez aí resida a “função” que a literatura pode cumprir, mesmo sem prometer: ao fazer vacilar nossas certezas, como escreveu Durval Muniz, ao apresentar outros modos de pensar, refletir e imaginar, a literatura abre a possibilidade de que, a partir do desvendamento do texto, pensemos sobre modo de fazer as coisas, de realizar atividades, de viver a vida…”.

Para o professor Gerson Albuquerque, que fez parte da banca examinadora, um dos inúmeros méritos desse estudo é o modo como a autora indica o caminho para a abertura ou produção de outras escritas, outras literaturas, outras formas de destruir/construir uma nação, descortinando ambientes propícios para a produção daquilo que Ana Pizarro definiu como outros fluxos culturais e literários.

Turma da Disciplina de Oralidade, Tradição Oral e Literatura Oral, Cruzeiro do Sul – Acre, 2023.

Em 2023, Luana se deslocou para a Amazônia acreana no âmbito da parceria entre o PPGL – Mackenzie e o PPGLI – Ufac, participando de atividades acadêmicas com estudantes indígenas e não-indígenas. Para a jovem doutora, o verdadeiro aprendizado dessa experiência de intercâmbio veio da troca e do choque do encontro com diferentes culturas e modos de tecer narrativas:

“só me resta torcer para que este tenha sido apenas um dos muitos intercâmbios que estão por vir e agradecer a todos que participaram de alguma forma dessa experiência que foi tão importante para mim, minha tese, minha formação e para professora que eu desejo me tornar, mas também para PPGLI, Mackenzie, e para mais que necessária ampliação das bases e dos fundamentos a partir dos quais produzimos e pensamos linguagem”, afirmou.

Coletânea finalista do prêmio Jabuti tem participação de doutoranda do PPGLI-Ufac

A doutoranda Fernanda Cougo Mendonça participa, em conjunto com outros pesquisadores, da coletânea “Mestres da Ayahuasca em contextos religiosos”, organizada por Maria Betânia B. Albuquerque e Wladimyr Sena Araújo. A obra reúne pesquisas sobre as configurações socioeducativas das religiões ayahuasqueiras em suas três vertentes: Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal e está entre as cinco finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024 – eixo Ciência e Cultura, categoria Ciências da Religião.

Com o capítulo intitulado “Um mestre rouxinol: a voz poética de um dos arautos do Rei Juramidam”, Fernanda compartilha algumas notas da pesquisa de mestrado realizada em diálogo com o senhor Luiz Mendes, O Orador do Mestre Raimundo Irineu Serra.

Fernanda Cougo foi aluna do curso de mestrado também no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) e orientanda do Prof. Gerson Albuquerque. Defendeu sua dissertação em 2016, com o título “Memórias e Artes Verbais de Luiz Mendes do Nascimento: O Orador do Mestre Irineu”.

Atualmente, Fernanda cursa seu doutorado no PPGLI e segue com a pesquisa intitulada “Dimensões Femininas do Centro Eclético Flor do Lótus Iluminado, CEFLI: Memórias e Narrações de/acerca de Mulheres Anciãs e Ancestrais dessa Comunidade Amazônica do Daime (Ayahuasca)”

Mais sobre a obra:

A obra analisa como determinados mestres, que se tornaram líderes religiosos em um contexto histórico-social determinado, empreenderam um projeto sociorreligioso e educativo ao sedimentarem igrejas no interior da floresta amazônica, considerando como eixo do processo de ensino e aprendizagem o uso da bebida sagrada ayahuasca. A maioria desses mestres não passou pelos bancos de uma escola formal de ensino, tendo sido formados na chamada escola da vida ou em uma pedagogia cultural, com base em suas experiências de vida e de trabalho. Ao construírem seus saberes a partir das plantas professoras, esses mestres assumem papel de educadores ao transmitirem o que aprenderam a diversos praticantes, criando verdadeiras escolas de conhecimentos. Mas quem foram, efetivamente, esses sujeitos? De onde vieram? Como e em que contexto foram formados? Que saberes construíram? São reflexões que atravessam os diversos capítulos deste livro, construídos a partir do trabalho minucioso de intelectuais, cujos estudos acadêmicos se voltaram para as religiões ayahuasqueiras e seus respectivos mestres e mestras. O livro é, assim, um convite para desbravar formas outras de ser, viver e aprender ocorridas entre sujeitos humanos e não humanos, a exemplo das plantas professoras.

Fonte: Editora Mercado de Letras

Para adquirir a obra clique aqui: https://www.mercadodeletras.store/mestres-da-ayahuasca-em-contextos-religiosos/p

Sobre os organizadores

Maria Betânia B. Albuquerque – Doutora em Educação pela PUC-SP, com Pós-Doc. pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Pará; Membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre Psicoativos; Autora dos livros: ABC do Santo Daime (2007); Padrinho Sebastião: máximas de um filósofo da floresta (2009); Epistemologia e Saberes da Ayahuasca (2011) e Sabenças do Padrinho (2021). E-mail: mbbalbuquerque@gmail.com

Wladimyr Sena Araújo – Mestre em Antropologia Social pela Unicamp e doutor em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Autor do livro Navegando sobre as Ondas do Daime: história, cosmologia e ritual da Barquinha (1999). É também co-organizador da obra O Uso Ritual da Ayahuasca (2002), Corpo em Trânsito: ensaios sobre imagem, cidade e memória (2021), Estudos de religiões e religiosidades: abordagens plurais (2022), História e represen-tações em contextos de religiões e religiosidades (2023), Sobre paisagens, memórias e cidades (2023), Cosmologias, meio ambiente e mudanças climáticas (2023), além de organizar o dossiê Ayahuasca e sua interface com memória, poder e saúde, para a Revista Tempo Amazônico.

Participam da coletânea:

Edson Lodi – Jornalista e Escritor.

Marcelo Simão Mercante – Doutor em Human Sciences pela Saybrook University. Mestre em Antropologia pela UFSC.

Patrick Walsh – Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília.

Paulo Alves Moreira – Doutor em Antropologia (UFBA).

Ricardo Assarice Santos – Mestre em Ciência da Religião pela PUC-SP.

Vanessa Paula Paskoali – Mestra em Ciências Sociais pela PUC-SP.

Fonte: Com informações da Editora Mercado de Letras

Sobre o Prêmio:

Foram quase 2.000 obras inscritas. As vencedoras de cada categoria serão anunciadas na cerimônia de premiação, no dia 06 de agosto, em São Paulo.

Criado em 1958 e outorgado anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti é o mais tradicional e prestigiado prêmio do livro do País, conferindo aos vencedores o reconhecimento da comunidade leitora do Brasil.

O Prêmio Jabuti Acadêmico é dedicado às obras acadêmicas, científicas, técnicas e profissionais, e visa a reconhecer e divulgar os autores e editores que se dedicam a esses segmentos, bem como incentivar e valorizar a excelência da produção acadêmica no Brasil. A avaliação de conteúdo é baseada em três critérios: Relevância e Qualidade, Inovação, e Potencial de Impacto.

Para saber mais sobre o Prêmio, critérios de avaliação, premiação e regulamento em geral acesse: www.premiojabuti.com.br/academico/

Doutoranda do PPGLI realiza mobilidade acadêmica na UFSCAR

A doutoranda Rúbia de Abreu Cavalcante do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre realizou no período de 21 de janeiro a 09 de fevereiro de 2024 atividades de mobilidade acadêmica junto ao Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em São Paulo.

A discente atua na linha de pesquisa formação docente e é orientanda da Profa. Dra. Queila Lopes. No período em que esteve na Ufscar, cursou a disciplina Tópicos Avançados em Linguagem e Discurso – II, com ênfase em estudos bakhtinianos sobre a linguagem. Ao longo de 120 horas, divididas entre aulas expositivas teóricas, a disciplina, ministrada pelo Prof. Dr. Lucas Maciel, tratou exclusivamente das principais obras escritas pelo Círculo de Bakhtin.

“A possibilidade de deslocamento para estudar uma disciplina em outra universidade me permitiu objetivamente três coisas: amadurecer o meu olhar sobre o método sociológico proposto pelo Círculo de Bakhtin (o principal referencial teórico da minha pesquisa), compreender melhor alguns conceitos usados pelos membros do Círculo e entender a singularidade do sujeito bakhtiniano.”, comentou Rúbia.

DISCENTES DO PPGLI PARTICIPAM DO XIX ENCONTRO ABRALIC NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

Entre os dias 01 a 05 de julho, ocorreu na Universidade Federal do Amazonas o XIX Encontro da Associação Brasileira de Literatura Comparada – Abralic, com o tema “Redes, Margens e Rios”. A conferência de abertura contou com a participação de Verenilde Pereira e Daniel Munduruku.

O evento reuniu intelectuais latino-americanos, com destaque especial para Ana Pizarro, professora e pesquisadora da Universidade de Santiago do Chile, que proferiu a conferência de encerramento com o tema “Flujos y liquidez”.

Além das conferências, minicursos, mesas-redondas e variados simpósios tematizando pesquisas em contexto pan-amazônico, o evento contou com a participação de um significativo grupo de pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI/Ufac). Mestrandos, doutorandos e egressos apresentaram seus resultados de pesquisas concluídas ou em andamento na forma de comunicação oral.

Confira abaixo a listagem de trabalhos apresentados:

  1. Paulo Alves de Azevedo: “Memórias estrelares amazônicas: experiência de performance na disciplina Culturas e Identidades em narrativas amazônicas e indígenas”.
  2. Alan de Souza Prazeres: “História oral e oralidades em Beiradão, de Álvaro Maia”.
  3. Antônio Marcelo Tavares Birimba: “A tetralogia do Xingu: o vazio do discurso”.
  4. Bruna Wagner: “Entrelaçando visões: poesia, fotografia e identidade indígena em “Ay Kakyri Tama” de Márcia Kambeba”.
  5. Danilo Rodrigues do Nascimento: “Nos rastros/resíduos da jiboia: uma análise das represent(ações) e cosmopercepção de natureza(s) no caderno de pesquisa Nixi Pae – o espírito da floresta dos Huni Kui do Jordão – Acre.
  6. Joely Coelho Santiago: “Farinha de Milho, farinha ralada e pirão de nambu”
  7. Juliana Feitosa Albuquerque: “Diálogos sobre espaço, corpo e visualidades da cena em histórias de Quirá”
  8. Poliana de Melo Nogueira: “Cidade Submersa: Rio Branco, AC, palimpsesto e o retorno da natureza (2023-2024)”
  9. Rubia de Abreu Cavalcante: “Amazônia como terra de oportunidades: análise de uma identidade amazônica forjada pelo jornal Folha de São Paulo”
  10. Thais Albuquerque Figueiredo: “Deslocamentos, afetos, narrativas: tecendo histórias a partir de memórias de seringueiros da e na cidade”.
  11.  Armstrong da Silva Santos: “Entre zumbis e diásporas haitianas: metáforas e fazeres contra a plantation continuada”.

Dissertação defendida no PPGLI analisa práticas pedagógicas de professoras Shanenawa

Ocorreu no dia 31 de maio de 2024, a defesa pública de dissertação da mestranda Maria Abijicélia Brandão da Silva Shanwnawa intitulada: “Saberes, trajetórias e práticas pedagógicas de professoras Shanenawa”.

A atividade ocorreu no Auditório da Adufac, no campus-sede da Ufac, em Rio Branco – AC, como parte também as ações da greve dos docentes da universidade.

Participaram da Banca Examinadora o Prof. Dr. Shelton Lima de Souza (UFAC) – Presidente/Orientador, Profa. Dra. Simone Cordeiro Oliveira Pinheiro (UFAC) – Examinadora Interna e a Profa. Dra. Hellen Cristina Picanço Simas (UFAM) – Examinadora Externa.

Coletânea “Metodologias em pesquisas acadêmico-científicas: subjetividades, afetações e práticas”

CHAMADA ABERTA

Ementa: A proposta do livro é discutir as possibilidades e as aplicações de diferentes metodologias para a compreensão de fenômenos sociais, culturais e históricos. Nesse sentido, busca-se entender o trabalho do pesquisador a partir de suas afetações e subjetividades, enfocando os “saberes localizados” para o processo de inteligibilidade dos contextos sócio-históricos e culturais.

Organização: Francisco Aquinei Timóteo Queirós e Shelton Lima de Souza.

Envio dos originais: 20 de agosto de 2024.

Devolutiva (caso haja necessidade): 30 de agosto de 2024

Publicação: Dezembro de 2024

Os originais devem ser encaminhados para aquinei@gmail.com com cópia para shelton.linguista@gmail.com

Como Formatar:

  • Em língua portuguesa, inglesa ou espanhola, os textos encaminhados para publicação devem ser digitado em editor de texto Word, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço entrelinhas de 1,5, papel A4, margens superior/inferior 2,5 cm e esquerda/direita 3 cm, podendo ser entre 15 e 30 páginas, incluindo referências ao final do texto.
  • Os artigos devem constar de, pelo menos, um autor com titulação de mestrado ou doutorado, não poderão superar mais de três autores por capítulo e deverão ser assim apresentados:

1.  Título do trabalho, centralizado, na primeira linha da folha inicial e em caixa alta;

2.  Logo abaixo, o(s) nome(s) do(s) autor(es);

3.  Depois disso, a filiação institucional do(s) autor(es) com a respectiva titulação;

4.   As citações devem obedecer ao sistema Autor/Data. Somente serão aceitas notas explicativas no seguinte formato: fonte Times New Roman, tamanho10, espaço simples, alinhamento justificado.  

As citações com até três linhas devem estar entre aspas e no corpo do trabalho. Com mais de três linhas devem ter adentramento à esquerda de 4 cm, corpo 10, sem adentramento à direita e entrelinhas simples;

5.  Referências bibliográficas, segundo normas da ABNT.  

Realização:

Editora Nepan, do Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI)

Universidade Federal do Acre – UFAC