Centro de Idiomas da Ufac divulga datas para matrícula em cursos do 1º semestre de 2024

Centro de Idiomas da Universidade Federal do Acre retorna às suas atividades no 1º semestre de 2024 com cursos de português, francês, inglês, libras, espanhol, redação, escrita acadêmica e elaboração de projetos de pesquisa.

O período de rematrícula (para aqueles que já eram alunos de cursos do Centro de Idiomas) será de 15 a 16/08/2024. O período de inscrições de novos alunos será de 21 a 23/08/2024. 

A rematrícula e a matrícula ocorrerão presencialmente na Sala 06, do Bloco do Curso de Letras/Inglês da Universidade Federal do Acre, localizada na Rodovia BR 364, Km 04 – Distrito Industrial, Rio Branco – AC, 69920-900, no horário das 08h às 12h e das 14h às 18h , com exceção dos cursos on-line, cujas inscrições ocorrerão por meio de formulário eletrônico a ser disponibilizado nas datas acima em nosso site idiomasufac.com

Os cursos são totalmente gratuitos, com certificados de extensão universitária e abertos à comunidade interna e externa à universidade, sendo apenas exigida a idade mínima de 15 anos. No ato da inscrição presencial, deverá ser apresentado documento oficial de identificação com foto. O preenchimento das vagas se dará por ordem de inscrição. Uma lista de espera de até 15 nomes será composta em cada curso e será acionada em caso de desistências até a segunda semana de atividades.

A lista completa dos cursos encontra-se em abaixo, mas também pode ser acessada por meio do link Cursos ofertados ;

Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail centroidiomas@ufac.br, do WhatsApp 6892522528 ou pelo instagram @idiomas.ufac

Revista Muiraquitã: Dossiê Linguagens e diversidades nas Amazônias

v. 12 n. 1 (2024): Dossiê Linguagens e diversidades nas Amazônias

APRESENTAÇÃO:

DOSSIÊ

ARTIGOS

RESENHAS

ENTREVISTAS

IV Seminário Aberto de Pesquisa – SEA

Nos dias 01 e 02 de agosto, o Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Ufac realiza o IV Seminário Aberto de Pesquisa – SEA, com o objetivo de debater e divulgar as pesquisas em andamento de doutorandos do Programa, que estão cursando o componente curricular Seminário de Tese II.

O evento é gratuito, e será realizado presencialmente no auditório do Bloco da Pós-Graduação , com participação dos docentes do Programa como debatedores de pesquisas.

Período de inscrições para ouvintes: do dia 26 a 31 de julho de 2024. Link: Inscrições para o IV Seminário Aberto de Pesquisa – PPGLI/UFAC

A certificação é de 16h, sendo exigido um mínimo de 75% de presença.

Programação

Convocatoria para becas en la Amazonia brasileña

El Programa de Posgrado em Letras: Lenguaje e Identidad de la Universidad Federal de Acre, Brasil, está ofreciendo 7 (siete) vacantes para becas para estancia de maestría (3 vacantes) e doctorado (4 vacantes) para estudiantes de posgrado de países latinoamericanos.

Las informaciones sobre las becas y las inscripciones, que van hasta el 8 de agosto de 2024, están disponibles en el siguiente enlace:: https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/bolsas/bolsas-e-auxilios-internacionais/encontre-aqui/paises/multinacional/programa-move-la-america

Estudante da Universidade Mackenzie que fez intercâmbio acadêmico no PPGLI da Ufac defende tese sobre a literatura brasileira contemporânea

Luana Jéssika Della-Flora, no Rio Croa – Cruzeiro do Sul – Acre.

Orientada pela Professora Dra. Ana Lúcia Trevisan, a doutoranda Luana Jéssika Della-Flora defendeu recentemente a Tese de Doutorado intitulada “Literatura brasileira contemporânea e as narrativas de uma nação (im)possível: parir um país, reaprender a nascer”. Em uma significativa passagem de suas conclusões, acompanhando as reflexões de Édouard Glissant, Luana destaca que é

“necessário reivindicar uma literatura imprópria, que faça circular experiências e sensibilidades outras, que mudem a estrutura do conhecimento, que desenclausurem outros modos de saber e sentir; uma literatura desenquadrada, desenterradora, plural, relacional, em rede. Nesse sentido, tendo em vista as análises literárias apresentadas neste trabalho, podemos entender a narrativa reticular como uma estratégia que permite que a inapropriação habite o texto. E pensando nessas formas outras, retomando a natureza (mas não só ela, e sim o Todo-o-Mundo) enquanto sujeito que lembra, sente e sabe, podemos compreender a reticularidade como forma de imbricamento dos modi pensandi, operandi and vivendi. E talvez aí resida a “função” que a literatura pode cumprir, mesmo sem prometer: ao fazer vacilar nossas certezas, como escreveu Durval Muniz, ao apresentar outros modos de pensar, refletir e imaginar, a literatura abre a possibilidade de que, a partir do desvendamento do texto, pensemos sobre modo de fazer as coisas, de realizar atividades, de viver a vida…”.

Para o professor Gerson Albuquerque, que fez parte da banca examinadora, um dos inúmeros méritos desse estudo é o modo como a autora indica o caminho para a abertura ou produção de outras escritas, outras literaturas, outras formas de destruir/construir uma nação, descortinando ambientes propícios para a produção daquilo que Ana Pizarro definiu como outros fluxos culturais e literários.

Turma da Disciplina de Oralidade, Tradição Oral e Literatura Oral, Cruzeiro do Sul – Acre, 2023.

Em 2023, Luana se deslocou para a Amazônia acreana no âmbito da parceria entre o PPGL – Mackenzie e o PPGLI – Ufac, participando de atividades acadêmicas com estudantes indígenas e não-indígenas. Para a jovem doutora, o verdadeiro aprendizado dessa experiência de intercâmbio veio da troca e do choque do encontro com diferentes culturas e modos de tecer narrativas:

“só me resta torcer para que este tenha sido apenas um dos muitos intercâmbios que estão por vir e agradecer a todos que participaram de alguma forma dessa experiência que foi tão importante para mim, minha tese, minha formação e para professora que eu desejo me tornar, mas também para PPGLI, Mackenzie, e para mais que necessária ampliação das bases e dos fundamentos a partir dos quais produzimos e pensamos linguagem”, afirmou.

Coletânea finalista do prêmio Jabuti tem participação de doutoranda do PPGLI-Ufac

A doutoranda Fernanda Cougo Mendonça participa, em conjunto com outros pesquisadores, da coletânea “Mestres da Ayahuasca em contextos religiosos”, organizada por Maria Betânia B. Albuquerque e Wladimyr Sena Araújo. A obra reúne pesquisas sobre as configurações socioeducativas das religiões ayahuasqueiras em suas três vertentes: Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal e está entre as cinco finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024 – eixo Ciência e Cultura, categoria Ciências da Religião.

Com o capítulo intitulado “Um mestre rouxinol: a voz poética de um dos arautos do Rei Juramidam”, Fernanda compartilha algumas notas da pesquisa de mestrado realizada em diálogo com o senhor Luiz Mendes, O Orador do Mestre Raimundo Irineu Serra.

Fernanda Cougo foi aluna do curso de mestrado também no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) e orientanda do Prof. Gerson Albuquerque. Defendeu sua dissertação em 2016, com o título “Memórias e Artes Verbais de Luiz Mendes do Nascimento: O Orador do Mestre Irineu”.

Atualmente, Fernanda cursa seu doutorado no PPGLI e segue com a pesquisa intitulada “Dimensões Femininas do Centro Eclético Flor do Lótus Iluminado, CEFLI: Memórias e Narrações de/acerca de Mulheres Anciãs e Ancestrais dessa Comunidade Amazônica do Daime (Ayahuasca)”

Mais sobre a obra:

A obra analisa como determinados mestres, que se tornaram líderes religiosos em um contexto histórico-social determinado, empreenderam um projeto sociorreligioso e educativo ao sedimentarem igrejas no interior da floresta amazônica, considerando como eixo do processo de ensino e aprendizagem o uso da bebida sagrada ayahuasca. A maioria desses mestres não passou pelos bancos de uma escola formal de ensino, tendo sido formados na chamada escola da vida ou em uma pedagogia cultural, com base em suas experiências de vida e de trabalho. Ao construírem seus saberes a partir das plantas professoras, esses mestres assumem papel de educadores ao transmitirem o que aprenderam a diversos praticantes, criando verdadeiras escolas de conhecimentos. Mas quem foram, efetivamente, esses sujeitos? De onde vieram? Como e em que contexto foram formados? Que saberes construíram? São reflexões que atravessam os diversos capítulos deste livro, construídos a partir do trabalho minucioso de intelectuais, cujos estudos acadêmicos se voltaram para as religiões ayahuasqueiras e seus respectivos mestres e mestras. O livro é, assim, um convite para desbravar formas outras de ser, viver e aprender ocorridas entre sujeitos humanos e não humanos, a exemplo das plantas professoras.

Fonte: Editora Mercado de Letras

Para adquirir a obra clique aqui: https://www.mercadodeletras.store/mestres-da-ayahuasca-em-contextos-religiosos/p

Sobre os organizadores

Maria Betânia B. Albuquerque – Doutora em Educação pela PUC-SP, com Pós-Doc. pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Pará; Membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre Psicoativos; Autora dos livros: ABC do Santo Daime (2007); Padrinho Sebastião: máximas de um filósofo da floresta (2009); Epistemologia e Saberes da Ayahuasca (2011) e Sabenças do Padrinho (2021). E-mail: mbbalbuquerque@gmail.com

Wladimyr Sena Araújo – Mestre em Antropologia Social pela Unicamp e doutor em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Autor do livro Navegando sobre as Ondas do Daime: história, cosmologia e ritual da Barquinha (1999). É também co-organizador da obra O Uso Ritual da Ayahuasca (2002), Corpo em Trânsito: ensaios sobre imagem, cidade e memória (2021), Estudos de religiões e religiosidades: abordagens plurais (2022), História e represen-tações em contextos de religiões e religiosidades (2023), Sobre paisagens, memórias e cidades (2023), Cosmologias, meio ambiente e mudanças climáticas (2023), além de organizar o dossiê Ayahuasca e sua interface com memória, poder e saúde, para a Revista Tempo Amazônico.

Participam da coletânea:

Edson Lodi – Jornalista e Escritor.

Marcelo Simão Mercante – Doutor em Human Sciences pela Saybrook University. Mestre em Antropologia pela UFSC.

Patrick Walsh – Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília.

Paulo Alves Moreira – Doutor em Antropologia (UFBA).

Ricardo Assarice Santos – Mestre em Ciência da Religião pela PUC-SP.

Vanessa Paula Paskoali – Mestra em Ciências Sociais pela PUC-SP.

Fonte: Com informações da Editora Mercado de Letras

Sobre o Prêmio:

Foram quase 2.000 obras inscritas. As vencedoras de cada categoria serão anunciadas na cerimônia de premiação, no dia 06 de agosto, em São Paulo.

Criado em 1958 e outorgado anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti é o mais tradicional e prestigiado prêmio do livro do País, conferindo aos vencedores o reconhecimento da comunidade leitora do Brasil.

O Prêmio Jabuti Acadêmico é dedicado às obras acadêmicas, científicas, técnicas e profissionais, e visa a reconhecer e divulgar os autores e editores que se dedicam a esses segmentos, bem como incentivar e valorizar a excelência da produção acadêmica no Brasil. A avaliação de conteúdo é baseada em três critérios: Relevância e Qualidade, Inovação, e Potencial de Impacto.

Para saber mais sobre o Prêmio, critérios de avaliação, premiação e regulamento em geral acesse: www.premiojabuti.com.br/academico/

Doutoranda do PPGLI realiza mobilidade acadêmica na UFSCAR

A doutoranda Rúbia de Abreu Cavalcante do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre realizou no período de 21 de janeiro a 09 de fevereiro de 2024 atividades de mobilidade acadêmica junto ao Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em São Paulo.

A discente atua na linha de pesquisa formação docente e é orientanda da Profa. Dra. Queila Lopes. No período em que esteve na Ufscar, cursou a disciplina Tópicos Avançados em Linguagem e Discurso – II, com ênfase em estudos bakhtinianos sobre a linguagem. Ao longo de 120 horas, divididas entre aulas expositivas teóricas, a disciplina, ministrada pelo Prof. Dr. Lucas Maciel, tratou exclusivamente das principais obras escritas pelo Círculo de Bakhtin.

“A possibilidade de deslocamento para estudar uma disciplina em outra universidade me permitiu objetivamente três coisas: amadurecer o meu olhar sobre o método sociológico proposto pelo Círculo de Bakhtin (o principal referencial teórico da minha pesquisa), compreender melhor alguns conceitos usados pelos membros do Círculo e entender a singularidade do sujeito bakhtiniano.”, comentou Rúbia.