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XIII JORNADAS ANDINAS DE LITERATURAS LATINOAMERICANAS – JALLA – AMAZÔNIA 2018
“ÉTICAS E POÉTICAS DOS MUNDOS ANDINOS-AMAZÔNICOS: TRÂNSITOS DE SABERES, LINGUAGENS E CULTURAS”
PRIMEIRA CONVOCATÓRIA
La Paz, Bolívia (1993); Tucumán, Argentina (1995); Quito, Equador (1997); Cuzco, Peru (1999); Santiago de Chile (2001); Lima, Peru (2004); Bogotá, Colômbia (2006); Santiago de Chile (2008); Niterói, Brasil (2010); Cali, Colômbia (2012); Heredia, Costa Rica (2014); La Paz, Bolívia (2016). Esse é o percurso histórico-geográfico das Jornadas Andinas de Literatura Latinoamericana – JALLA, que, em 2018, serão realizadas em Rio Branco – Acre, no coração da floresta amazônica. Uma floresta com cidades, rios, seres humanos e não-humanos em constantes diálogos, conflitos e intercâmbios de saberes, encantamentos e desencantamentos.
Uma floresta que atravessa e é atravessada pelo Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Venezuela, Colômbia, Guianas, Suriname e Guianas Francesas. Portanto, com pluriversos linguísticos, étnicos e culturais impossíveis de dimensionarmos, impossíveis de serem apreendidos ou decifrados mesmo em tempos de globalidades totalitárias que teimam em mercantilizar a vida (os rios, as florestas, as cidades, os seres e saberes), transformando-a em objeto ou coisa com valor de uso e troca no “bazar global”.
Mais que um congresso de estudiosos, JALLA é um acontecimento de relações fraternas, partilhas solidárias, inquietações, problematizações, lugares de enunciação, formulação e proposição no terreno das literaturas e das práticas culturais. A palavra e a escrita, a gestualidade e a musicalidade, a performance, a oralidade e a tradição oral estão presentes nesse acontecimento, refletindo a hibridez, mestiçagem, crioulização e as muitas outras misturas que caracterizam os universos de nossas Américas, com todas as suas fronteiras espaciais, temporais, linguísticas e culturais.
Estudos arqueológicos, paleontológicos, etnobotânicos, etnolinguísticos, entre outros, têm permitido surpreender uma milenar relação entre as Amazônias e os Andes. Culturas, línguas, saberes e conhecimentos, bens simbólicos, patrimônios materiais e imateriais sempre estiveram na base dos contatos, trocas e misturas entre povos das terras altas e povos das terras baixas dessa macro-região e seus amplos territórios que viriam a ser grafados como parte do continente americano e, depois, latinoamericano. Na base da relação desses povos e culturas com a terra e os demais seres não humanos reside uma força intensa e profunda, aqui pensada como uma poética da vida, sinalizando a necessidade de retomada dos caminhos e “rotas perdidas”, interditadas ou estraçalhadas pela lógica dos colonizadores que devassaram o continente a partir do século XVI. A realização das Jornadas Andinas de Literatura Latinoamericana na Amazônia acreana, em 2018, é aqui pensada como uma metáfora da retomada de caminhos, estradas, varadouros, furos e rotas de intercâmbios entre os inseparáveis mundos andinos-amazônicos.
JALLA – Amazônia 2018 acontece em um contexto político instável, de violentos processos de segregação, mortes e sofrimentos aos povos de várias partes do mundo. Segregações, mortes e sofrimentos movidos pela estupidez das velhas e sempre renovadas hierarquias raciais com seus variados matizes interditando a possibilidade da construção ou reinvenção da comunidade humana: uma comunidade prenhe de igualdade no partilhar e compartilhar de suas diferenças em toda a face da terra.
Não podemos deixar de considerar, ainda, que JALLA – Amazônia 2018 acontece em um contexto histórico marcado pela contínua espetacularização da justiça e da política no Brasil, de sérios ataques aos direitos e conquistas sociais nas Américas e de fabricação da guerra em escala mundial, evidenciando que a lógica de parte significativa dos governantes e seus “podres poderes” continua a ser movida pela força bruta e pelo lamentável divórcio entre suas palavras e suas ações.
JALLA – Amazônia 2018 é um convite à partilha, ao encontro, diálogos, afetos e reflexões. Um convite para continuarmos as jornadas no afagar da grande planície e floresta, das cordilheiras, correntes fluviais e marítimas, portos e cidades. Um convite para continuar nos misturando sem receios de deixar de ser o que somos e continuar a continuar não como poetas de “um mundo caduco”, nas palavras de Carlos Drummond de Andrade, mas como poetas dos tempos presentes, da vida presente, das mulheres, homens e demais seres que habitam a terra no mundo presente: “o presente é tão grande, não nos afastemos, não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”.
Com estas palavras iniciais, lançamos a Primeira Convocatória aos estudiosos, professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados em participar dessas jornadas literárias e culturais, que, 25 anos após sua primeira edição, terá como sede o campus da Universidade Federal do Acre. Todos os interessados poderão submeter propostas de Simpósios Temáticos, Comunicações em Simpósios Temáticos, Comunicações Livres e Oficinas.
Línguas oficiais e Temas do Congresso
As línguas oficiais do Congresso JALLA 2018 serão o Espanhol e o Português. Para a publicação nas memórias do evento, também serão aceitos textos em línguas indígenas, inglês e em francês, porém, como não haverá tradução simultânea, a apresentação oral deverá ser feita em uma das línguas oficiais do Congresso, atentando-se para o seguinte temário:
Submissão de propostas
Para submeter propostas de Simpósios Temáticos, Comunicações em Simpósios Temáticos, Comunicações Livres e Oficinas, as pessoas interessadas devem atentar para os seguintes critérios e condições:
I – Simpósios Temáticos (ST) – deverão ser submetidos por grupos de estudiosos, representados por, no máximo, dois coordenadores, preferencialmente, oriundos de instituições diferentes.
Para a submissão de proposta de Simpósio Temático (ST) os interessados deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição, preencher e enviar o formulário eletrônico contendo as seguintes informações:
1) o tema do congresso ao qual o ST se vincula;
2) o título do ST e um resumo geral da proposta, contendo um mínimo de 500 e um máximo de 1000 palavras;
3) o(s) nome(s) completo(s) do(s) coordenador(es) do ST;
4) o(s) endereço(s) eletrônico(s) e a filiação institucional ou intelectual do(s) coordenador(es) do ST.
NOTE: Para ser efetivado, cada ST deverá receber um mínimo de 8 (oito) e um máximo de 24 (vinte e quatro) inscrições com apresentação de comunicações, que serão avaliadas pelos Coordenadores dos STs aprovados.
II – Comunicações em Simpósios Temáticos – deverão ser submetidas por um ou, no máximo, dois proponentes individuais.
Para a submissão de proposta de Comunicação em Simpósio Temático os interessados deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição, preencher e enviar o formulário eletrônico contendo as seguintes informações:
1) o nome do Simpósio Temático ao qual a Comunicação se vincula;
2) o título da Comunicação e um resumo contendo um mínimo de 200 e um máximo de 250 palavras;
3) o nome completo do proponente da Comunicação (máximo duas pessoas por trabalho);
4) o(s) endereço(s) eletrônico(s) e a filiação institucional ou intelectual do(s) proponente(s) da Comunicação.
III – Comunicações Livres – deverão ser submetidas por um/uma ou, no máximo, dois/duas proponentes individuais.
Para a submissão de proposta de Comunicação Livre os interessados deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição, preencher e enviar o formulário eletrônico contendo as seguintes informações:
1) o tema do congresso ao qual a Comunicação Livre se vincula;
2) o título da Comunicação e um resumo contendo um mínimo de 200 e um máximo de 250 palavras;
3) o nome completo do proponente da Comunicação (máximo duas pessoas por trabalho);
4) o(s) endereço(s) eletrônico(s) e a filiação institucional ou intelectual do(s) proponente(s) da Comunicação.
IV – Oficinas – deverão ser submetidas individualmente ou por grupos de pesquisa, a partir de determinada linha de investigação de médio ou longo prazo, podendo também se constituir a partir de uma proposta de reflexão ou recapitulação de conceitos que incorporem a crítica e a teoria literária na América Latina. Os temas para as Oficinas são livres, podendo seus/suas proponentes incorporar um dos temas do Congresso. A duração de cada oficina será de 02 (duas) horas.
As Oficinas deverão ser propostas por instituições ou grupos de intelectuais e por Secretários do JALLA.
Para a submissão de proposta de Oficina os interessado(a)s deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição, preencher e enviar o formulário eletrônico contendo as seguintes informações:
1) o título da oficina;
2) a linha de pesquisa e/ou reflexão ou recapitulação conceitual da oficina;
3) um resumo com um mínimo de 500 e um máximo de 1000 palavras;
4) o(s) nome(s) completo(s) do(s) Coordenador(es) da Oficina;
5) o(s) endereço(s) eletrônico(s) e a filiação institucional ou intelectual do(s) coordenador(es) da oficina.
NOTE: Os Secretários ou Secretárias do JALLA terão suas propostas de oficinas automaticamente aprovadas.
Cronograma
Valores das taxas de inscrição
Professores e pesquisadores universitários ou equivalente: $ 100
Professores e pesquisadores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico: $ 75
Estudantes de pós-graduação: $ 50
Estudantes de graduação: $ 30
Ouvintes (com certificados): $ 20
Ouvintes (sem certificados): gratuito.
NOTE: Para se inscrever como Ouvinte (com recebimento de certificado), os interessados deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição, preencher e enviar o formulário eletrônico de inscrição nessa modalidade.
Mais informações e contato:
jallamazonia@gmail.com
Ocorreu na manhã de hoje, 25, a defesa pública de dissertação da aluna Simone da Silva Pinheiro intitulada “Asas da Florestania: do discurso de educação popular ao efetivamente realizado”.
Participaram da Banca Examinadora a professora Valda Inês Fontenele Pessoa (orientadora), o professor Gerson Rodrigues de Albuquerque (Interno) e a professora Sonia Maria Gomes Sampaio – UNIR (Externo)


Ocorreu na última quarta, 19, na livraria Nobel do Via Verde Shopping, o lançamento do livro “Das Margens”, de organização do Prof. Gerson Albuquerque.
O acontecimento foi muito prestigiado pela comunidade acadêmica da Ufac, por amigos e familiares.
Dentre os autores presentes, estavam os professores André Alexandre (UFAC), Francisco Bento (UFAC), Raquel Ishii (UFAC) e Jamila Pontes (IFAC), que após as falas de apresentação, se dispuseram a participar de uma sessão de autógrafos com os presentes.
Confira abaixo os títulos dos artigos da coletênea e seus autores.


Ocorreu na manhã do último sábado, 22, a defesa pública de dissertação intitulada “Vogais anteriores do Frances: análise de seu tratamento nos métodos Écho and Alter Ego Plus e proposta de intervenção”, de autoria da aluna Daniele França Nolasco.
Participaram da Banca Examinadora a Profa. Dra. Lindinalva Messias do Nascimento Chaves (orientadora), o Prof. Dr. Marcello Messina e a Profa. Dra. Rosane Garcia Silva.

Com o título Costurando tecidos de memórias do Eu-professor-artista o aluno Cauê Camargo dos Santos defendeu sua dissertação na tarde de hoje, 21.
Participaram da Banca Examinadora os professores Micael Carmo Côrtes Gomes (orientador), Valda Inês Fontenele Pessoa (avaliadora Interna) e Jociele Lampert de Oliveira – UDESC (avaliadora externa).
Ocorreu na tarde de ontem, 20, a defesa pública de dissertação da aluna Tamara Afonso dos Santos cujo tema é Narrativas, pós-colonialismo e tradução: vozes e olhares em “Galvez, o imperador do Acre” e sua versão para a língua inglesa.
Participaram da Banca Examinadora os professores Hélio Rodrigues da Rocha (orientador), Mara Genecy Centeno Nogueira (avaliadora externa) e Francielle Maria Modesto Mendes (avaliadora interna).