Edital Propeg n. 013/2015 – Adendo e Anexos

Edital Turma 2016

Adendo às Indicações Bibliográficas para a Prova Escrita

EditalPropeg132015AnexoI

EditalPropeg132015AnexoII

EditalPropeg132015AnexoIII

“Desde as Amazônias: colóquios” promove discussões sobre linguagens e identidades

imageO professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Gerson Albuquerque, lançou recentemente, como organizador, o volume 1 da publicação “Desde as Amazônias: colóquios”. Neste volume constam trabalhos dos primeiros quatro de sete anos do colóquio As Amazônias e as Áfricas, que é uma ação do simpósio Linguagem e Identidade. A organização da obra também é assinada por Maria Antonieta Antonacci.

Para Albuquerque, a publicação fecha um ciclo de extensão. “Essa publicação é essencialmente extensão. É quando você apresenta para a sociedade o resultado de pesquisa ou de ensino. Materializamos isso na forma de uma publicação”, explicou. São sete anos de realização de um evento que reuniu pensadores amazônicos, brasileiros, indo-americanos, africanos e norte-americanos para pensar as Amazônias e as Áfricas.

Já o volume 2 da publicação é, segundo o professor, “bem mais amplo”.

O volume 2 da publicação está listado na bibliografia do programa de seleção para o curso de mestrado em Letras: Linguagem e Identidade, da Ufac. Albuquerque atribui isso ao fato de que o livro é uma leitura atual. “Para além do mestrado, este livro coloca a Ufac no cenário de reconhecimento muito maior do que nós mesmos dimensionávamos quando começamos a fazer o evento [Simpósio Linguagem e Identidade]”, disse ele. “O livro mostra o que nós estamos fazendo na universidade e está articulado com o que é feito no Brasil, na América e até em alguns locais da África. Estamos em um diálogo com esses teóricos e suas produções acadêmicas.”

A publicação tem texto de apresentação do professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) e de Pós-Graduação em História (PPHIST) da Universidade Federal do Pará (UFPA), Agenor Sarraf Pacheco. Que ressalta a “inacreditável façanha de reatar nós rompidos ou impossibilitados ao reunir ativistas, educadores e pesquisadores do Acre, Pará, Rondônia, Amazonas, Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Roraima ao lado de intelectuais do Senegal, Estados Unidos (Nova Iorque, Texas, Califórnia, Chicago), Canadá, Chile, México, Peru, Bolívia, Porto Rico e Jamaica”.

Pacheco destaca ainda a “multiplicidade de fontes e teorias interpretativas operadas pelas escrituras dos capítulos que conformam os dois volumes de ‘Desde as Amazônias’ parece revelar a existência de um sentimento que se faz ponte: o desafio de ultrapassar projetos de investigações que se centram tão somente para ‘identificar e classificar o outro’. Precisamos, de agora em diante, voltar nossa cosmovisão para as conexões que nos constituem em uma comunidade de sentimentos, pois, apesar das desigualdades, separações, assimetrias e formas de submissão, vivemos ‘com os outros’, somos eles e eles são nós”.

A exemplo do volume 1, o livro deve ser vendido nas livrarias do Acre ao preço de R$ 40. Para professores e estudantes o livro tem 20% de desconto. A metade da edição será disponibilizada para bibliotecas públicas. “Para acesso de todos”, lembrou Albuquerque.

A publicação será oficialmente lançada durante o 9º Simpósio Linguagem e Identidade, que acontece de 9 a 14 de novembro na Ufac. Após o lançamento, os dois volumes ficarão disponíveis na internet.

O livro tem financiamento público através da Lei de Incentivo à Cultura da prefeitura de Rio Branco e de convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Por conta disso, uma parte das publicações deve ser destinada a escolas públicas. Além das escolas, Albuquerque pretende fazer com que movimentos sociais também tenham acesso ao livro. “Isso ajuda a manter a finalidade social. Além de que os movimentos sociais são o foco da nossa preocupação”, afirmou.

O nascimento de uma editora

“Desde as Amazônias: Colóquios” marca a estreia da Nepan Editora, que surgiu para atender a uma demanda de agilidade nas publicações dos trabalhos apresentados no colóquio “As Amazônias e as Áfricas”. Albuquerque explicou que quem vem para o evento, ao final, já quer levar um CD com os anais para assim poder atualizar o Lattes. “E isso não acontecia.”

A Nepan não tem nenhum fim comercial e, conforme Albuquerque, tem o objetivo de viabilizar publicações. “Agora com a editora, quando o conferencista apresentar seu trabalho já recebe o certificado e o CD com a publicação dele”, comentou. “O diferencial da nossa editora é que temos um conselho editorial formado por profissionais de outras instituições, não só da Ufac. Isso melhora a avaliação da publicação e dá maior respeitabilidade para a editora.”

Postado em: 6/11/2015 por ASCOM Ufac

Música e cinema marcam programação cultural no IX Simpósio Linguagens e Identidades

12025814_10208095317367515_1611044726_oMúsica, dança, exposições fotográficas e lançamentos de livros marcam a programação cultural no 9º Simpósio Linguagens e Identidades que será realizado de 09 a 13 de novembro no Campus da Universidade Federal do Acre (Ufac).

A partir das 10h, ocorrerá um lançamento coletivo de livros. Um deles será “IIRSA: a serpente do capital”, de Daniel Iberê. O autor Daniel Iberê comenta que seu livro pretende contribuir com a discussão acerca da destruição cultural dos povos e territórios situados no Eixo Peru-Brasil-Bolívia, sobretudo no que diz respeito ao avanço de grandes projetos de exploração dos recursos naturais na região, e tratar dos impactos sociais e culturais que a IIRSA – Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana, trará para populações tradicionais – indígenas, seringueiros, ribeirinhos – que vivem nos territórios abrangidos pelo Eixo Peru–Brasil–Bolívia.

“Este livro volta-se, portanto, à análise do setor energético do Eixo Peru-Brasil-Bolívia, por sua extrema importância para a manutenção da exploração e consolidação hegemônica das corporações multinacionais na América Latina”, enfatiza Iberê.

Outra atração é a apresentação musical de Ibã Huni Kuin, que acontecerá no primeiro dia do evento às 9 horas. A música vocal huni kuin chama atenção em meio às musicalidades tradicionais dos índios da região por sua beleza e particularidade.

A apresentação denominada “Alleggiu” também será destaque no Simpósio. Segundo o músico Marcello Messina, que também é professor do Programa de Pós-graduação em Letras da Ufac, “na língua siciliana a palavra ‘alleggiu’ significa ‘devagar’ ou também ‘cuidadosamente’. A proposta musical que conta com a participação de dois outros músicos da Ufac, Leonardo Vieira Feichas (violino) e Letícia Porto Ribeiro (violoncelo), “encena um diálogo entre o violino e o violoncelo que avança lentamente, sem pressa e com poucas e raras acelerações, ao mesmo tempo produz força e determinação. A peça, tocada neste contexto, faz parte de uma proposta mais ampla, que alcança a comparação entre o Mediterrâneo e a Amazônia”, comenta Messina. A apresentação também acontece no dia 09 às 14 horas.

Leonardo Vieira Feichas (violino), Marcello Messina (compositor) e Letícia Porto Ribeiro (violoncelo)
Leonardo Vieira Feichas (violino),
Marcello Messina (compositor) e Letícia Porto Ribeiro (violoncelo)

A primeira noite do Simpósio terá início com a exibição do Curta “Awara Nane Putane”, dirigido por Sérgio de Carvalho e se encerra com o espetáculo musical Indocumentados. Segundo os próprios artistas, integrantes do Grupo Aguadeiro, o espetáculo é resultado de uma criação coletiva e “mescla diversas linguagens artísticas como música, teatro, dança, literatura e performance, para retratar as pesquisas e reflexões sobre a temática escolhida”.

A noite do último dia terá a exibição do documentário “O sonho do Nixipae”, sob a direção de Amilton Pelegrino de Mattos. O documentário retrata a trajetória e experiência do Movimento dos Artistas Huni Kuin que, de acordo com Amilton, também professor da Ufac, campus de Cruzeiro do Sul, “é um coletivo de jovens artistas interessados na pesquisa da música tradicional que criou uma linguagem visual própria para traduzir em imagens (desenhos, pinturas, murais, vídeos, arte eletrônica) a poética e os cantos huni kuin.”

Mestrado em Letras da Ufac lança livro “Desde as Amazônias: colóquios”

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O professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Gerson Albuquerque lançou recentemente o livro “Desde as Amazônias: colóquios”. A publicação está dividida em dois volumes e reúne trabalhos das mesas e conferências de sete anos do Colóquio “As Amazônias e as Áfricas” que é uma ação do simpósio “Linguagem e Identidade”.

O livro é organizado por Albuquerque e Maria Antonieta Antonacci e promove discussões sobre linguagens e identidades do ponto de vista das Amazônias e das Áfricas e surge como uma avaliação e consolidação do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Letras da Ufac.

Albuquerque ressalta que as Amazônias e Áfricas estão no centro do tema. “Principalmente regiões ocupadas por afrodescendentes. Temos textos de pesquisadores do Peru e também do Caribe, pensando América do Sul e América Central. Estamos pensando os processos de desdobramentos das diásporas africanas no Atlântico Norte, o que nos leva a estudos nos Estados Unidos, entre outros”, explicou o organizador.

Os livros estão organizados pelos anos em que ocorreram os Colóquios. Os quatro primeiros anos de realização do evento estão no primeiro volume e os três anos seguintes estão no segundo volume do livro. O primeiro é mais denso, com mais de 500 páginas, pois representa uma fase em que o Colóquio e o Simpósio tinham mais participantes. O segundo volume tem mais de 300 páginas. Albuquerque diz não ter seguido um critério de importância. “Tudo é importante, por isso seguimos o critério cronológico das apresentações”, frisa.

Nas palavras da professora do Centro de Educação, Letras e Artes (Cela) da Ufac, Raquel Alves Ishii, “’Desde a Amazônias: colóquios’ é resultado de encontros envolvendo dezenas de professores, alunos, artistas, lideranças indígenas, quilombolas e campesinas, que se dispuseram a comungar em torno das temáticas amazônicas, pan-amazônicas e das relações transcontinentais entre Áfricas e Américas”, ressalta.

O livro tem financiamento público através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, patrocínio do Colégio Meta e parceria em convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Por conta disso uma parte das publicações deve ser destinada a escolas públicas. Além das escolas, Albuquerque pretende fazer com que movimentos sociais também tenham acesso ao livro. “Isso ajuda a manter a finalidade social. Além de que os movimentos sociais são o foco da nossa preocupação”, afirmou Albuquerque.

O nascimento de uma editora

“Desde as Amazônias: Colóquios” marca a estreia da Nepan Editora, que surgiu para atender a uma demanda de agilidade nas publicações dos trabalhos apresentados no colóquio “As Amazônias e as Áfricas”. Albuquerque explica que quem vem para o evento, ao final, já quer levar um CD com os anais para assim poder atualizar o Lattes. “E isso não acontecia.”

A Nepan não tem nenhum fim comercial, e segundo Albuquerque tem o objetivo de “viabilizar publicações”. “Agora com a editora, quando o conferencista apresentar seu trabalho já recebe o certificado e o CD com a publicação dele. “O diferencial da nossa editora é que temos um conselho editorial formado por profissionais de outras instituições, não só da Ufac. Isso melhora a avaliação da publicação e dá maior respeitabilidade para a editora”, finalizou.

Postado em: 20/10/2015.

ASCOM/UFAC

Professor do Mestrado em Letras publica artigo em livro organizado por Ana Pizarro

Trabalho do professor Gerson Albuquerque trata do processo de imigração de haitianos para o Brasil

O coordenador do Mestrado em Letras Linguagem e Identidades da Universidade Federal do Acre (Ufac), o professor Gerson Albuquerque, é um dos quatro pesquisadores brasileiros com artigos publicados no livro “África/América: Literatura y Colonialidad”, organizado pelas professoras Ana Pizarro e Carolina Benavente, referências em pesquisa sobre a América Latina. A publicação é da Editora Fondo de Cultura Económica.

Exposto na primeira parte do livro (África em América), o artigo de Albuquerque “Afrocaribeños y otros sujeitos diaspóricos em trânsito por la Amazonía” trata do processo de imigração realizado por milhares de haitianos que deixam um país devastado por furacões, terremotos e, mais recentemente, intervenções político-militares em busca da melhoria da qualidade de vida no Brasil. O trabalho é fruto das atividades, iniciadas em 2010, pelo grupo de pesquisa História, Cultura, Linguagens, Identidades e Memória vinculado ao programa de mestrado e que continua, agora, com gravações em vídeo da memória oral de haitianos no Acre.

“Não estamos tratando de uma conquista pessoal. Ao contrário. Uma publicação como essa é comemorada como reconhecimento para o nosso programa de mestrado. Embora estejamos distante dos grandes centros de pesquisa que se concentram essencialmente no eixo sul-sudeste, temos conseguido nos consolidar e fortalecer a pesquisa local. É o fortalecimento à internacionalização do programa”, avalia Gerson. “O Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, realizado pelo programa de mestrado na Ufac, também é um elemento articulador para essa interação”, completa.

A aproximação entre Ufac e Universidade de Santiago de Chile, onde a professora Ana Pizarro coordena o Instituto de Estudos Avançados, não é recente. Desde 2011 uma parceria entre ambas as instituições vem sendo costurada. “A professora Ana Pizarro é um dos grandes nomes da pesquisa voltada à literatura e cultura na América Latina. Ela já esteve na Ufac como professora convidada do programa e desde então temos tecido uma rede de contatos para pesquisa”, diz o professor que, a convite de Pizarro, participou como conferencista do colóquio AfricAmérica, na Universidade de Santiago de Chile naquele ano.

O livro África/América: Literatura y Colonialidad apresenta uma seleção de textos, em maioria reelaborações de trabalhos apresentados no colóquio AfricAmérica, dividos em quatro partes. Ao todo, são 11 artigos e duas entrevistas distribuídos em 273 páginas.

Postado em: 19/10/2015 por ASCOM/UFAC

Abertas inscrições para ouvintes do IX Simpósio Linguagens e Identidades

Cartaz DivulgaçãoEstão abertas, até o próximo dia 30 de outubro, as inscrições para os ouvintes que desejem participar das conferências e mesas-redondas e sessões temáticas Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O simpósio acontecerá nos dias 9 e 13 de novembro, no câmpus da Universidade. Este ano, o Simpósio Linguagens e Identidades, tem como tema “Línguas e Literaturas Indígenas” e deve trazer à Ufac professores, pesquisadores e estudantes do toda a Região Norte e, também, de países fronteiriços.

Para efeitos de certificação, no total de 28 horas, os participantes-ouvintes precisarão obter 75% de presença nas atividades que envolvem mesas-redondas, conferências, mostra de filmes, exposições de artes visuais e lançamento de livros. O controle de frequência será feito por meio de leitura de Q-Code, ou Código de Barras, fornecido no ato do credenciamento, no 1º dia do evento.

Já as inscrições em minicursos/oficinas ocorrerão no período de 26 a 30 de outubro. A carga horária total de cada minicurso/oficina é de 20 horas. A certificação ocorrerá mediante a participação de um mínimo de 75% de presença dos inscritos

Os interessados em participar deverão se inscrever através do site http://www.simposioufac.com, através de formulário eletrônico. Estudantes, professores, técnicos administrativos e o público em geral podem realizar a inscrição sem custo algum.

Sobre o Simpósio Linguagens e Identidades

Ao longo dos nove anos de sistemática realização do Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, foram criados espaços para debates e reflexões em torno das temáticas que envolvem a multiplicidade cultural amazônica, buscando consolidar uma rede integrada de estudiosos da/na região e articular organicamente ativistas de movimentos sociais, artistas, grupos indígenas, comunidades quilombolas e de agricultores e deslocados de toda parte, que se territorializam nessa região ou para ela voltam seus olhares.

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