Entre os dias 3 e 7 de agosto, a Faculdade de Filosofia e Humanidades da Universidade Nacional de San Agustín (UNSA), em Arequipa (Peru), sediou a XVII Jornadas Andinas de Literatura Latino-Americana (JALLA) 2026.
Sob o tema “Interseções críticas nas humanidades do Século XXI: memórias, tecnologia, gênero e ecologia nos estudos literários e culturais latino-americanos”, o encontro reuniu debates sobre literaturas, tradições orais, performances e a circulação de saberes entre os mundos andino e amazônico.
O evento contou com expressiva participação de discentes de mestrado e doutorado e de docentes do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da UFAC. O coordenador do programa, Prof. Gerson Albuquerque, destacou a importância da presença da delegação: “Há alguns anos, um amigo me disse que somos pequenos, mas fitamos os Andes. Essa afirmação traduz bem a importância da nossa participação, com uma expressiva delegação de discentes e docentes do PPGLI da UFAC no congresso das Jornadas Andinas de Literatura Latino-Americana – JALLA, em Arequipa, no Peru.”
Segundo Albuquerque, a participação internacional tem metas objetivas: “Viemos para apresentar resultados de pesquisas, intercambiar conhecimentos, ampliar nossa produção acadêmica, articular parcerias e promover a internacionalização Sul-Sul. Em poucas palavras, reafirmar o processo de consolidação do nosso Programa como uma das referências em pós-graduação no Brasil e na América Latina.” E finalizou: “Somos pequenos, mas de grande relevância e, desde os espaços-tempos amazônicos, continuamos a fitar os Andes.”
A realização do próximo encontro, em 2028, foi divulgada na cerimônia de encerramento do evento em Arequipa. O próximo JALLA será sediado na cidade de Tucumán, na Argentina.
As comunicações orais apresentadas pela delegação do PPGLI no evento foram:
- Maria Rita Rodrigues Constancio – “Representação de Violência Feminina na Ficção Amazônica de Arthur Engrácio”
- Eber Telmo Cabanillas Suarez – “Tensiones y transiciones: narrativas de identidades amazónicas en las trayectorias de vida en Madre de Dios, Perú“
- Francisco Bento da Silva – “Ausências, apagamentos e narrativas coloniais na obra Viajeros al infierno verde”.
- Jessica Sabriny dos Santos Souza – “Mapeamento de Territórios Educativos: Identificação de Quilombos e coletivo de artistas”
- Cássia Silva dos Santos – “Una cosmovición relacional de la Amazonía Acreana y la Sierra Mazateca: os corpos que curam e partejam”
- Gerson Rodrigues de Albuquerque – “Todo amor que se sabe por um triz: a cidade em “Noites alienígenas”
- Marcylane dos Anjos Maia – “Toponímia Em Libras E Territorialidade Surda: Práticas Sociolinguísticas De Nomeação Em Espaços De Saúde No Acre”
- Carlos David Larraondo Chauca – “A performance qariwarmi nos tropos sexuais de Trilce”
- Yngride Fernanda Moura da Silva – “A imagem das amazonas nos relatos de viagem do século XVI de Gaspar de Carvajal e André Thevet”
- Suerda Mara Monteiro Vital e Matheus Silva dos Santos – “Entre las chuspas y khirkhilas de Ana Pizarro, benjamin sanchez y Gerson Albuquerque: layqas y sirenas en/de latinoaméricas y amazonías”
- Francisca Janaina Silva de Souza – “A segunda morte de Rosalina: a ficcionalização da violência de gênero no romance Rosalina,meu amor”
- Jucileide Souza da Silva – “Ensino de espanhol e estudos de gênero: Interseccionalidade e protagonismo de mulheres negras Latino-Americanas”
- Maria Rayele da Silva Soares – “Narrativas de bruxas desde Amazônias Ocidentais: exercícios inventivos de contrapoder”
- Thais Albuquerque Figueiredo – “Processos De Singularização E De (Re)Invenção De Si: Uma Cidade De Palavras”
- Poliana de Melo Nogueira – “Narrativas de si e de outros: corpo, memória e narração de duas trabalhadoras do cemitério São João Batista, em Rio Branco, no Acre”
- Armstrong da Silva Santos – “Entre o Livro de Emma e a língua de Jacquenue: corpos e vozes racializadas em diásporas haitianas”
- Priscila Maria Silva Oliveira e Ailson Gomes de Lima – “Linguagem e subjetividade: Discursos de empoderamento feminino no Programa Mulheres Mil do Ifam/Campus Avançado Boca do Acre”
- Virgínia Oliveira de Freitas de Melo e Raquel Ishii – “Amazonialismo e Estereótipo em Bem-Vindo à Selva (2003): A Construção da Amazônia sob o olhar Hollywoodiano”
- Antonio Marcelo Tavares Birimba – “Vestígios de um paraíso fraturado: alegoria e distopia em Quarup”
- José Eliziário de Moura e Maria Rita Rodrigues Constancio – “Performance, teatralidade e discurso de resistência na Canção Cálice”
- Sandra Mara Souza de Oliveira Silva – “A construção do Sagrado no Hinário Santo Cruzeiro, de Mestre Irineu: Uma abordagem dialógica do discurso”
- Maria Cristina Lobregat – “Memórias de professoras indígenas: Saberes e experiência narradas em espaços acadêmicos”

