Publicado em 02-06-2016 às 14:59 h
O historiador falou ainda sobre os conceitos de Amazônia, Amazônia Legal e Pan-Amazônia, que perpassam a literatura de viagem, naturalizando-se na lógica do estado republicano que sempre procurou integrar esta região do Brasil com intervenções que contam com o amparo de empresas nacionais e internacionais ávidas pela exploração e mercantilização da natureza. “Desenvolvimento sustentável, economia verde, redução de emissões decorrentes de desmatamento florestal, exploração de gás e petróleo, usinas hidrelétricas, a Pan-Amazônia como um todo é um prato cheio nos tempos atuais”, enfatiza.
Para Sulivan Souza, mestrando em Educação da UEPA, a importância da conferência está em refletir a cerca da identidade amazônica. “Se fala muito de Amazônia, amazônida, Pan-Amazônia, mas não temos a consciência do que de fato significa. Acredito que o evento vem para discutir a nossa história, a nossa identidade, o nosso espaço e tempo dentro disso”, afirma o estudante.
A programação do Seminário segue até amanhã, dia 03.
Confira:
Sexta-feira – 03/06 (10h30 às 12h30)
Mesa: Literatura e Colonialidade
Luis Heleno Montoril/ Marinilce Oliveira Coelho/ Rodrigo Wanzeler
(14h30 às 16h30)
Mesa: Literatura e inflexão irredutível da modernidade: Pan-Amazônica e áfrica
Mayara Ribeiro Guimarães/ Rafaelle Servius-Hamois/ Rosa E. Acevedo Marin
(16h30 às 18h30)
Mesa: Literatura do Exílio, do apatriada, do refugiado
Agenor Sarraf Pacheco/ Celso Antonio Coelho Vaz/ Ernani Pinheiro Chaves
Por Nátia Machado | Foto: Sidney Oliveira
