Prorrogação de data de envio de artigos – Revista Muiraquitã

Muiraquitã head bannerA chamada para o Dossiê “Línguas e literaturas indígenas: narrativas, práticas de bilinguismo e situações de conflitos linguísticos” da Muiraquitã – Revista de Letras e Humanidades do Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre foi prorrogada até o dia 15/06/2019. Os artigos, ensaios, entrevistas ou resenhas deverão ser submetidos ao sistema eletrônico da revista no link: http://revistas.ufac.br/revista/index.php/mui/index

Abaixo, segue-se a ementa do dossiê, sob coordenação e responsabilidade do Prof. Dr. Shelton Lima de Souza (UFAC/PPGLI/Laboratório de Interculturalidade):

Ementa: Para transitar em diferentes ambientes no Brasil e terem suas necessidades atendidas, indígenas e outros grupos sociais não-falantes de português como língua materna, entre eles surdos e imigrantes, se veem obrigados a ter de aprender a língua portuguesa, consubstanciando-se em um tipo de bilinguismo classificado como compulsório (MAHER, 2007, p. 68). Segundo esta autora, para os não-indígenas, ser bilíngue é uma opção; pode-se escolher se quer ser monolíngue em português ou aprender outras línguas, a depender, evidentemente, das características sociais, nas quais os indivíduos estejam envoltos; contudo, para os povos indígenas, o bilinguismo é imposto, mostrando a relação desigual existente entre línguas minoritárias e o português. Os indígenas, a partir de uma realidade social com a qual tem de lidar todos os dias, tiveram contato com as variedades orais do português desde a tenra idade. O contato línguas indígenas-português, permeado por conflitos de diversas naturezas, mostra a diversidade resultante das práticas linguísticas e acena para um cenário linguístico plurilíngue no Brasil. Tendo em vista este contexto de diferentes realidades linguísticas, em que narrativas indígenas e suas produções literárias estão em contato direto com a produção linguística em português, permeado por relações desiguais de poder e de conflitos intensos, convidamos autoras e autores para contribuir, por meio de artigos, resenhas, ensaios, com a temática em questão.

Os artigos, ensaios, entrevistas ou resenhas deverão ser submetidos pelo sistema eletrônico da revista, pelo link

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As diretrizes para autores e outras informações adicionais podem ser acessadas pelo link:

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Acesso aos volumes anteriores:

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Mesa-redonda discute educação pública na atualidade

Publicado: 30/04/2019 16h50,Última modificação: 30/04/2019 16h50

Os programas de pós-graduação em Educação e em Letras: Linguagem e Identidade, da Ufac, promoveram o debate “Desafios e Perspectivas para Educação Pública e Democrática nos Tempos Atuais”, na sexta-feira, 26, às 15h30, no auditório da Adufac.

O evento reuniu professores, egressos, alunos e coordenadores para uma reflexão sobre a atual conjuntura político-educacional do país, com os convidados Valdemar Sguissardi (Universidade Federal do São Carlos), Lucíola Santos (Universidade Federal de Minas Gerais) e Bruno Pucci (Universidade Metodista de Piracicaba).

A democratização do acesso ao ensino superior no Brasil vive um momento de reconfiguração. “É um momento de refletir, de construir uma resistência, mas a partir de propostas e perspectivas”, disse a coordenadora do mestrado em Educação da Ufac, Lúcia Fátima Melo. “O atual governo se apresenta liberal na economia e conservador nos valores; ameaça a educação básica e superior, projeta a militarização das escolas, promove o ensino domiciliar e combate a ideologia de gênero.”

Para o coordenador do programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade, Gerson Albuquerque, o momento é importante para que muitos dos intelectuais que abdicaram da prerrogativa da reflexão crítica retomem esse caminho. “Pensar, lutar pela retomada da educação pública, pelo espaço público e por uma sociedade mais democrática e igualitária”, ressaltou. “A universidade pública é da sociedade, então devemos pensar para a sociedade e com a sociedade.”

(Gabriel Freire, estagiário Ascom/Ufac)

Fonte: Ufac