Música e cinema marcam programação cultural no IX Simpósio Linguagens e Identidades

12025814_10208095317367515_1611044726_oMúsica, dança, exposições fotográficas e lançamentos de livros marcam a programação cultural no 9º Simpósio Linguagens e Identidades que será realizado de 09 a 13 de novembro no Campus da Universidade Federal do Acre (Ufac).

A partir das 10h, ocorrerá um lançamento coletivo de livros. Um deles será “IIRSA: a serpente do capital”, de Daniel Iberê. O autor Daniel Iberê comenta que seu livro pretende contribuir com a discussão acerca da destruição cultural dos povos e territórios situados no Eixo Peru-Brasil-Bolívia, sobretudo no que diz respeito ao avanço de grandes projetos de exploração dos recursos naturais na região, e tratar dos impactos sociais e culturais que a IIRSA – Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana, trará para populações tradicionais – indígenas, seringueiros, ribeirinhos – que vivem nos territórios abrangidos pelo Eixo Peru–Brasil–Bolívia.

“Este livro volta-se, portanto, à análise do setor energético do Eixo Peru-Brasil-Bolívia, por sua extrema importância para a manutenção da exploração e consolidação hegemônica das corporações multinacionais na América Latina”, enfatiza Iberê.

Outra atração é a apresentação musical de Ibã Huni Kuin, que acontecerá no primeiro dia do evento às 9 horas. A música vocal huni kuin chama atenção em meio às musicalidades tradicionais dos índios da região por sua beleza e particularidade.

A apresentação denominada “Alleggiu” também será destaque no Simpósio. Segundo o músico Marcello Messina, que também é professor do Programa de Pós-graduação em Letras da Ufac, “na língua siciliana a palavra ‘alleggiu’ significa ‘devagar’ ou também ‘cuidadosamente’. A proposta musical que conta com a participação de dois outros músicos da Ufac, Leonardo Vieira Feichas (violino) e Letícia Porto Ribeiro (violoncelo), “encena um diálogo entre o violino e o violoncelo que avança lentamente, sem pressa e com poucas e raras acelerações, ao mesmo tempo produz força e determinação. A peça, tocada neste contexto, faz parte de uma proposta mais ampla, que alcança a comparação entre o Mediterrâneo e a Amazônia”, comenta Messina. A apresentação também acontece no dia 09 às 14 horas.

Leonardo Vieira Feichas (violino), Marcello Messina (compositor) e Letícia Porto Ribeiro (violoncelo)

Leonardo Vieira Feichas (violino),
Marcello Messina (compositor) e Letícia Porto Ribeiro (violoncelo)

A primeira noite do Simpósio terá início com a exibição do Curta “Awara Nane Putane”, dirigido por Sérgio de Carvalho e se encerra com o espetáculo musical Indocumentados. Segundo os próprios artistas, integrantes do Grupo Aguadeiro, o espetáculo é resultado de uma criação coletiva e “mescla diversas linguagens artísticas como música, teatro, dança, literatura e performance, para retratar as pesquisas e reflexões sobre a temática escolhida”.

A noite do último dia terá a exibição do documentário “O sonho do Nixipae”, sob a direção de Amilton Pelegrino de Mattos. O documentário retrata a trajetória e experiência do Movimento dos Artistas Huni Kuin que, de acordo com Amilton, também professor da Ufac, campus de Cruzeiro do Sul, “é um coletivo de jovens artistas interessados na pesquisa da música tradicional que criou uma linguagem visual própria para traduzir em imagens (desenhos, pinturas, murais, vídeos, arte eletrônica) a poética e os cantos huni kuin.”

%d blogueiros gostam disto: